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LIGA MARXISTA REVOLUCIONÁRIA |
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O Imperialismo em crise ?>Estamos recebendo a cada momento inúmeras informações sobre a crise que abala o mercado financeiro mundial. Já discutimos anteriormente alguns pontos desta crise, mas o abalo que ela provoca nos obriga a discutir os desdobramentos que ela acarreta para a classe trabalhadora no mundo inteiro. Temos ouvido e acompanhado uma mudança drástica na política econômica norte americana, acompanhada por outros países: investimento de bilhões de dólares para salvar empresas e bancos e, com isto, a retomada do controle de Estado na economia. Há até poucos dias, esta medida contrariava todos os discursos capitalistas, que apregoam desde a década de ?> Os sintomas desta crise já são evidentes para a classe trabalhadora: o aumento da inflação, congelamento de salários, desemprego já atinge há meses trabalhadores de vários países. Segundo vários economistas, a crise não está controlada, e os investimentos dos Governos na economia são paliativos poderosos, mas que não resolverão esta crise. É claro que a crise só atingirá os trabalhadores. A burguesia pode ter "perdas", que serão amortecidas pelas medidas governamentais. Para isso, os ônus da crise recairão com todo o peso sobre a classe trabalhadora. A Bolívia. Neste contexto de crise econômica, acompanhamos os desdobramentos do referendo que ratificou o governo de Evo Morales na Bolívia. Como analisamos anteriormente, a burguesia boliviana, derrotada no referendo iniciou um movimento reacionário contra Evo Morales, usando inclusive, o ideário fascista, de massacre da massa que resiste. O movimento reacionário, orquestrado pelos EUA, teve como mentor o embaixador Philip Goldberg, o mesmo que comandou o movimento divisionista da Iuguslávia. O embaixador juntamente com empresários do leste e donos de meios de comunicação, organizou um plano contra o Estado Boliviano, com "desinformações" sobre Evo Morales. Entre elas, o crescimento do narcotráfico, inflação, corrupção e violência. Diante do agravamento do quadro, Evo expulsou o embaixador. Mas a burguesia já desferia duros golpes contra trabalhadores, que cercavam a região de Santa Cruz. Evo Morales, contou com o apoio de Hugo Chavez da Venezuela, e em seguida dos 8 paises da UNASUL, que se reuniram em caráter de emergência, onde declararam que não aceitariam nenhuma ingerência internacional na Bolívia e que não reconheceriam nenhum governo oriundo daquele movimento golpista. Neste momento é de extrema importância o apoio incondicional ao povo boliviano. Devemos trabalhar pelo apoio explícito de todas as entidades dos trabalhadores e da sociedade civil organizada. A política de Evo diante da crise e do processo revolucionário Nossa avaliação e compreensão diante do quadro instalado na Bolívia é que Evo Morales deveria dar as condições necessárias à classe trabalhadora e aos movimentos sociais para o avanço da revolução já que os mesmos estão nas ruas em defesa do Governo eleito e referendado pela classe trabalhadora. Isso faria com que a reação burguesa fosse enterrada. Mas Evo, ao contrário, chamou os setores reacionários para o "dialogo", permitindo à burguesia um fôlego para se reorganizar e frear a votação da Constituição em janeiro de 2009, onde estão em jogo avanços para a classe trabalhadora. Com este recuo de Evo, a burguesia ganha força para negociar, rebaixando os pontos em questão na nova Constituição. A ausência de um Partido Revolucionário, que organize e conduza os movimentos em direção à revolução, proporcionou o recuo de Evo. Esta atitude do Governo pode levar a Bolívia a sofrer os mesmos danos que O Chile sofreu em 1973, quando a reação da burguesia, amparada pelos EUA, derrubaram Allende, impondo uma violenta ditadura, destruindo toda política de avanços para a classe trabalhadora. Brasil: a necessidade de nos organizarmos para defender o pré-sal. O Mercado financeiro necessita urgentemente de uma maneira de sair da crise atual. A crise já se faz sentir no Brasil, mesmo com as declarações do Governo de que a nossa economia está blindada. A Sadia, já anunciou a perda de R$ 760 milhões com a crise. A Aracruz Celulose também já anunciou prejuízos. A BOVESPA tem fechado em baixa, a inflação já nos assombra há meses. O presidente Lula, anunciou nesta segunda, 29 de setembro, que Brasil será atingindo pela crise, enquanto o Banco Central divulga informações de aumento da inflação acima do estimado por conta da queda do preço das commodities e elevação do dólar, tudo fruto da crise que assola o mercado Financeiro. Por isto, a descoberta das imensas reservas petrolíferas atrai os interesses da burguesia internacional. O pré-sal, seria uma alternativa de salvar o Mercado da bancarrota total. Melhor dizendo, salvar a burguesia. A declaração de Lula sobre criar uma Estatal para explorar o pré-sal e investir os recursos em saúde e educação abriu uma avalanche de criticas. Mas, temos todos os motivos para defender a estatização do pré-sal. A CUT, a FUP e o MST, assim como outras entidades, já declararam apoio à estatização do pré-sal. Já temos, portanto, uma base ideológica para nos organizarmos. Apesar de já estar instalado um enfrentamento ideológico ainda não tem um enfrentamento "físico", mas já temos a missão de fazer crescer a idéia entre a classe trabalhadora. Temos que nos preparar para defender o pré-sal. Não podemos permitir que nossas riquezas sejam pilhadas novamente para defender os interesses da burguesia. Diante da crise financeira que nos onera cada vez mais, diante dos acontecimentos na Bolívia e, com a tarefa de defender o pré-sal, fica cada vez mais clara para nós a necessidade da construção de um Partido Operário Revolucionário. A Direção - 29/setembro/2008 ?> |