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LIGA MARXISTA REVOLUCIONÁRIA |
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UMA BREVE ANÁLISE DE CONJUNTURA. ?>A mídia nacional tem dado muita ênfase às notícias em torno do aumento da inflação, da crise dos alimentos e da alta dos combustíveis, além de muitas outras que igualmente, desviam a atenção da classe trabalhadora sobre o que realmente está por trás de toda esta situação. Primeiramente, devemos compreender que "inflação, crise dos alimentos e aumento dos combustíveis", são assuntos interligados, uma vez que todos são reflexos da crise pela qual passa o sistema capitalista. Nos EUA, assistimos uma forte crise com a falência do setor imobiliário, provocando efeito em toda economia mundial. Esta crise no setor imobiliário levou o FED (Banco Central Norte Americano) a anunciar um investimento de bilhões de dólares para salvar as duas maiores empresas hipotecárias do país. Isto significa bilhões de dólares dos trabalhadores investidos para salvar empresas privadas, para evitar a bancarrota total. A falência destas empresas provocaria um rombo na economia norte americana e mundial, uma vez que abalaria todo o mercado financeiro. Ao mesmo tempo, acompanhamos a tão propagada "crise dos alimentos", que é mais uma conseqüência da política imperialista, que transforma produção em investimentos financeiros. Primeiro, deve-se ficar claro que esta crise ocorre por que os grãos (milho, soja, arroz ...) se tornaram investimentos de acionistas nas bolsas de valores (chamados de commodities), assim como o petróleo, o ouro e outros. A produção de alimentos está sendo duramente afetada, devido à valorização do "agro-negócio" (grãos para exportação e produção de biocombustíveis), em detrimento do pequeno e médio produtor rural. Com isto, a falta de alimentos afeta vários países, provocando uma grande convulsão social. Já foram registradas 7 mortes no Egito, nas filas do pão. Protestos acontecem em outros 33 paises, segundo a ONU, por causa da falta de alimentos. O preço do petróleo atingiu um dos preços mais altos da história, gerando uma situação inflacionária ainda maior. Este quadro político e econômico pode provocar um acirramento cada vez maior entre a classe operária mundial e o Imperialismo. As convulsões populares nos países pobres por falta de alimentos, as greves de caminhoneiros e pescadores na Europa contra o aumento dos combustíveis e a retomada das greves no Brasil, já são sinais deste acirramento. Como a economia imperialista é toda interligada, somos atingidos simultaneamente. A burguesia para manter seus lucros nos investimentos, adota uma política de juros altos, dificultando a produção dos pequenos e médios produtores e empresários que abastecem o mercado interno, provocando falências, desemprego e congelamento salarial. Mais uma vez, a culpa da inflação recai sobre o "aumento do salário dos trabalhadores". Aqui no Brasil, a Direção do Banco Central responsabiliza o aumento salarial pela pressão inflacionária. A mídia burguesa faz ecoar estas declarações, reafirmando uma campanha conservadora de ataque aos salários dos trabalhadores. Porém, a inflação nada tem a ver com o aumento de salários. Mais uma vez, a burguesia se utiliza deste falso argumento para negar aumento salarial e retirar direitos, a fim de manter seus lucros em cima da classe trabalhadora. O Presidente da CUT, Arthur, já afirmou em entrevista que a inflação é "prima-irmã da especulação" e, salários não têm nada com isto. Afirma que o "Governo Federal tem o papel de combater estas práticas". "O que queremos é salários fortes e distribuição de renda". Conclui dizendo que "temos que aumentar a pressão, repetir as mobilizações que temos feito". Esta é a resposta que a CUT tem que dar. Convocar toda a classe trabalhadora em defesa de suas reivindicações, com mais e maiores manifestações. Na verdade, os problemas da humanidade não são causados por falta de recursos. São causados pela lógica capitalista da acumulação de riquezas. Portanto, concluímos que a solução destes problemas, no Brasil e no mundo, passa pela luta da classe trabalhadora e pela constituição de partidos operários revolucionários com base política em um programa socialista e internacionalista. A Direção - 29/julho/2008 |