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Especular, reflectir: toda a actividade do pensamento me remete para os espelhos. Segundo Plotino, a alma é um espelho que cria as coisas materiais reflectindo as ideias da razão superior. Talvez seja por isso que eu para pensar tenho necessidade de espelhos: não sei concentrar-me senão em presença de imagens reflectidas, como se a minha alma tivesse necessidade de um modelo para imitar cada vez que quer pôr em acto a sua virtude especulativa.

Italo Calvino, Se Numa Noite de Inverno Um Viajante, Lisboa, Círculo de Leitores, 1995, p. 159

 

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