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Pára-me de repente o Pensamento...
—Como se de repente sofreado
Na Douda Correria... em que, levado...
—Anda em Busca... da Paz... do Esquecimento.

— Pára Surpreso...Escrutador...Atento
Como pára... um Cavalo Alucinado
Ante um Abismo...ante seus pés rasgado...
— Pára... e Fica e Demora-se um Momento...

Vem trazido na Douda Correria
Pára...e Fica...e Demora-se um Momento...
E Mergulha na Noute, Escura e Fria

Um Olhar d’Aço, que na Noute explora...
—Mas a Espora da dor seu flanco estria...
— E Ele Galga...e Prossegue...sob a Espora!


— Mia Soave... — Ave?!... — Almeia?!...
— Mariposa Azual...— Transe!...
Que d’Alado Lidar, Canse...
— Dorta em Paz...— Transpasse Ideia!...

— Do Ocaso pela Epopeia...
Dorto...Stringe...o Corpo Elance...
Vai à Campa...— Il c’or descanse...
— Mia soave...— Ave!...— Almeia!...

—Não dói Por Ti Meu Peito...
—Não Choro no Orar Cicio...
—Em Profano...—Edd’ora...Eleito!...

—Balsame—a campa—o Rocio
Que Cai sobre o Ultimo Leito!...
—Mi’Soave!...Eddora Addio!...

Epitáfio

Aqui Dorme e Descansa um Coração!

Palpito outrora...
— qual Dorme Agora...
— Vivo na História...

— Vibrou d’Amor e comovente Glória
Mas — Algum Dia...
— Veio afinal...

— Fatal!...
— Aquela Fata Místera e Sombria...
— Que os Homens chamam Morte e Despiedade...
— E é invencível...Místera e Sagrada!...
— Talvez Piedosa...
— ou Al Descoroada...!
— E o Palpitar do Coração Parou!
— E assim — Pois...ora
— Palpito outrora...
— Qual Dorme agora!
— Transe Emmorte de Efémera Ilusão...

— Aqui dorme e Descansa um Coração!

Eu ontem vi-te…
Andava a luz
Do teu olhar,
Que me seduz
A divagar
Em torno a mim.
E então pedi-te,
Não que me olhasses,
Mas que afastasses,
Um poucochinho,
Do meu caminho,
Um tal fulgor
De medo,amor,
Que me cegasse,
Me deslumbrasse,
Fulgor assim.

 

Ângelo de Lima

 

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