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Toda a obra de Walser, incluindo o seu ambíguo silêncio de vinte e oito anos, analisa a vaidade de todo e qualquer feito, a vaidade da própria vida. Talvez por isso só desejasse ser um zero à esquerda. Alguém disse que Walser é como um corredor de fundo que, quase a alcançar a desejada meta, pára surpreendido e olha para mestres e discípulos e desiste, isto é, fica na sua, que é uma estética do desconcerto. A mim Walser recorda-me Piquemal, um curioso sprinter, um ciclista dos anos sessenta que era ciclotímico e às vezes se esquecia de terminar a corrida.

Enrique Vila-Matas, Bartleby & Companhia, Assírio & Alvim.

 

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