Sala dos Professores

Volta ao Ínicio

Galeria para registro das biografias dos professores do Liceu Antonio Enes. Mande sua contribuição

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Dr. Adalberto de Azevedo, Latim


Drª Ana Jacob Afonso Ribeiro, Português


Drª. Ana Maria Araújo de Andrade Quental Mendes, Ciências Naturais




Drª. Ana Maria Magalhães, História

Ana Maria Magalhães nasceu em Lisboa a 14 de Abril de 1946, no seio de uma enorme família onde as crianças ocupavam o primeiro lugar. A casa albergava pais, avós, uma tia viúva, notável contadora de histórias. Ali eram recebidas também com frequência os muitos tios e primos, que se instalavam para passar temporadas quando vinham do Porto, da Régua, de Moncorvo, trazendo consigo outras posturas, outras histórias, uma linguagem diferente com outras expressões, outras sonoridades. A infância e juventude decorreram portanto num ambiente alegre, caloroso, rico de experiências humanas.

Foi aluna do Colégio Sagrado Coração de Maria, onde concluiu o ensino secundário. Licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo acumulado, durante os três primeiros anos, com a frequência do Curso Superior de Psicologia Aplicada no ISPA. O casamento, aos 21 anos, obrigaria a uma opção. Ainda estudante, começou a trabalhar no Cambridge School e depois no Gabinete de Estudos dos Serviços de Apoio à Juventude (FAOJ) do Ministério da Educação.

Iniciou a actividade docente como professora de História de Portugal do 2.º ciclo no ano lectivo de 1969/1970 no Liceu António Enes em Lourenço Marques, Moçambique.

O contacto próximo com crianças africanas, indianas, chinesas e portuguesas foi tão motivante que, de regresso a Lisboa, decidiu enveredar definitivamente pela carreira docente. Encontrou colocação na Escola Preparatória de Salvaterra de Magos, onde teve oportunidade de conhecer o meio rural, experiência muito gratificante, apesar das dificuldades inerentes ao facto de trabalhar longe de casa tendo dois filhos pequenos.

No ano lectivo de 1976/1977 fez estágio pedagógico do 1.º grupo na Escola Preparatória Fernando Pessoa, em Lisboa. Entre 1980 e 1982 desempenhou funções na Formação de Professores de História (delegada com profissionalização em exercício). Em 1982 foi convidada para Técnica do Serviço de Ensino de Português no Estrangeiro. Nessa qualidade preparou e apresentou cursos de formação de professores, visitou escolas em vários países da Europa e nos Estados Unidos da América, participou em seminários do Conselho da Europa em Portugal e no Estrangeiro.

O ministro da Educação chamou-a para integrar a equipa que se ocupou da Reforma do Sistema Educativo entre 1989 e 1991. Desempenhou funções de coordenadora de reforma curricular do 2.º ciclo. Nos dois anos seguintes dedicou-se a um estudo sobre os jovens e a leitura no âmbito do Instituto de Inovação Educacional.

Em 1994 aceitou o convite da Expo’98 para dirigir o Jornal do Gil. Em 1997 foi destacada para o gabinete do Ministro da Educação a fim de estabelecer a ligação pedagógica entre o Pavilhão de Portugal da Expo’98 e as escolas.

A par desta intensa actividade no domínio da educação, estreou-se como escritora de livros infanto-juvenis em parceria com Isabel Alçada em 1982.

Os seus livros, que marcaram uma viragem na história da literatura infantil portuguesa, reflectem a longa e rica experiência educativa, são eco de uma infância e juventude particularmente felizes e traduzem o seu enorme talento para comunicar com os mais novos.

Autobiografia (publicada na edição de 31 de Agosto do Jornal de Letras)

Boas Memórias


Cresci num casarão povoado de contadores de histórias. À minha avó, que preferia factos e gente de carne e osso, devo Zé do Telhado e a justiça popular que tudo perdoa a quem rouba aos ricos para dar aos pobres. E os amores proibidos de Pedro e Inês mais o desfecho trágico junto à Fonte das Lágrimas que durante anos imaginei a lançar águas revoltosas directamente no rio Mondego.

A minha mãe concebia enredos surpreendentes a propósito das nuvens que nos acompanhavam em viagem ou das páginas soltas espalhadas nas mesas dos consultórios. Também utilizava a mobília do quarto que, em noites de trovoada, adquire contornos assustadores. E objectos soltos como ponto de partida para as mais fantásticas brincadeiras. Havia ainda a tia São. Velha, viúva, de fracos recursos, acolhida por amor e solidariedade, sem outro encargo para além de entreter as crianças, tornou-se grande especialista em mouras encantadas e princesas infelicíssimas de quem falava como se fossem pessoas verdadeiras indignando-se contra a perversidade das madrastas, o espírito influenciável dos pais e dos maridos, mostrando-se particularmente sensível à vida tormentosa da menina que tinha uma estrela de ouro na testa, única capaz de a fazer chorar.

Uma só página obriga a escolhas, constato que evoquei três figuras femininas e não me admiro. Pertenço a um matriarcado discreto, ou mesmo secreto, pois, embora a força estivesse do lado das mulheres, os homens eram incensados como deuses e assim tudo funcionava na perfeição.

Antes de ir para a escola já inventava histórias, tendo o cuidado de as adaptar aos primeiros ouvintes. Para o meu irmão Tó-Zé era preciso acção, desafios, elementos possíveis de transformar num jogo ou numa peça de teatro. Para o Manuel Maria, cinco anos mais novo, funcionavam melhor os mundos paralelos, que lhe sussurrava no vão da janela onde pouco depois de nos instalarmos se gerava uma atmosfera de esconderijo. Fontes de inspiração não faltavam. O sótão dos primos do Estoril, que visitávamos com frequência, podia tornar-se palco de acontecimentos extraordinários como foi o caso da grande festa no fim do Verão destinada a personagens dos contos de Perrault em que assumi com gosto o papel de capuchinho vermelho. Ao Porto também íamos bastante, quase sempre de comboio, atravessando na última etapa uma ponte fora de prazo que rangia apesar das carruagens avançarem devagar, devagarinho. Os passageiros, no mais absoluto silêncio, olhavam ora o temido rio lá em baixo, ora o desejadíssimo aglomerado de casas de granito mesmo em frente. Este percurso entre as duas margens do Douro marcava a passagem para outro universo, um universo maravilhoso onde até as palavras soavam de maneira diferente. Às vezes seguíamos para a Régua. Aí, da nossa geração éramos quinze e a geração acima, a dos pais, mantinha um grupo do teatro amador e dava espectáculos nos mais variados tipos de salas. Em Setembro assistíamos às vindimas na quinta da Silveira. Um mês inteiro de liberdade para fazer escaladas, tomar banho no rio, procurar tesouros escondidos, escutar os velhos que falavam de encantos, de bruxas e de lobisomens depois dos bailes na estrada em noites de lua cheia ou perto do lume quando o tempo arrefecia e as primeiras chuvas acrescentavam ao cheiro a mosto o odor inconfundível da terra molhada. Foi nesta quinta que melhor conheci as delícias da leitura anárquica. À luz da vela e até altas horas, da condessa de Ségur a Tolstoi, sem regras, sem imposições, sem interferências, um êxtase.

Estudar, estudei no sagrado Coração de Maria e adorei. O elevado grau de exigência não me assustava, o ambiente de boa camaradagem agradava-me, fiz amizades para toda a vida. Recordo com especial admiração a professora de literatura que tratávamos respeitosamente por Dona Noémia. Feia, austera, distante, ensinava como ninguém e pregava-nos à carteira sempre que lia em voz alta. Ainda hoje, se tenho saudades de Santa Olávia e resolvo ir até lá passar a tarde é através dela que ouço Carlos da Maia gritando do trapézio tu és o Vilaça.

Quando tinha quinze anos proporcionou-se-me a experiência singular de conhecer Londres sozinha. A minha tia mais nova, casada com um inglês, convidara-me a visitá-la nas férias e eu parti para casa dela no maior entusiasmo. Mas afinal a casa não era bem uma casa e não ficava em Londres. Os meus tios viviam nos aposentos independentes de um magnífico palacete cujo dono, talvez por já não receber imensos hóspedes ao fim-de-semana, resolvera alugar. A propriedade estendia-se pelos campos levemente ondulados de Camfield Place. Rodeada de muros, com portões enormes, relvados a perder de vista e árvores centenárias, não podia ser mais bela, nem mais silenciosa, nem mais opressiva. A minha tia, grávida e com uma filha pequena, raramente saía, mas tinha tudo preparado para me receber. Horários de autocarros até à vila mais próxima. Mapas do metropolitano e da cidade. Informações pormenorizadas sobre monumentos, museus, zonas a não perder, zonas a evitar, listas de filmes e de espectáculos. De manhã arranjava-me farnel e eu lá ia, de início vagamente receosa, a pouco e pouco ganhando confiança e à vontade. Não sei se gostei mais da Torre de Londres, da Tate Gallery ou de ver sem legendas E Tudo o Vento Levou. Mas sei que ao fim da tarde, quando passeava pelas ruas apinhadas de gente e me cruzava com indianas de sari, muçulmanos de turbante, ingleses ainda de chapéu de coco e bengala, livre para decidir se queria ver montras, sentar-me numa esplanada ou não fazer absolutamente nada me sentia capaz de enfrentar este mundo e outro. O pior era à noite. Por azar, nas vésperas de me meter no avião, tinha ido a um cinema de Lisboa ver o Drácula. E as árvores gigantes do palacete estampavam no vidro da janela do meu quarto a face lívida de caninos salientes. Aterrada e sem querer incomodar, acendia a luz e pegava num livro ao acaso. Ora a minha tia, protestante convicta, tinha inúmeras obras em que a ficção mais não era senão pretexto para transmitir mensagens espirituais e religiosas. Costumo dizer que os dias de descoberta deslumbrada alternaram com noites de terror evangélico. E que esta viagem a Londres teve o efeito de uma carta de alforria.

A passagem pela faculdade de letras exigiu uma criteriosa administração do tempo. Dividida entre o curso, o casamento, o nascimento dos filhos, o primeiro emprego, contei com o apoio providencial do melhor aluno, o Zé Barata Moura, já então robusto, barbudo, de olhar doce e risonho, cheio de paciência para mim e para todos os colegas que precisassem de esclarecer dúvidas. Um amor, o senhor Reitor.

Creio que estava no terceiro ano quando fui para Moçambique e ganhei um estatuto que tem muito que se lhe diga: aluna no hemisfério norte, professora no hemisfério sul. Este balançar entre os dois lados da mesa não é menos mágico do que o balanço entre os dois lados do espelho. Apliquei-me. Procurei caminhos. Percebi que só conseguia ensinar História se aceitasse as alunas como em criança aceitava os meus irmãos na hora de contar histórias. Aprendi como se faz. De regresso a casa quis continuar e continuei.

Corria o ano de 1976 quando conheci a Isabel Alçada à porta da escola onde íamos fazer estágio. Formámos equipa e entendemo-nos muito bem porque gostávamos dos alunos, porque o trabalho nos divertia, porque tínhamos feito a mesma aposta. Explicar, sem afugentar. Dizer, para se entender. Conduzir, sem oprimir nem desiludir. Procurar sempre a verdade porque só a verdade permite traçar a rota que leva a bom porto.

Foram necessários quatro anos de treino intenso para percebermos que queríamos escrever um livro em parceria e que estavam reunidas as condições para começar. Delineámos o nosso projecto contra ventos e marés, ignorando modas, recusando compromissos e vassalagens. Queríamos dirigir-nos directamente às crianças e foi isso que fizemos.

A reacção das crianças encantou uns, irritou outros, revelou-se determinante. As editoras viram-se obrigadas a repensar o catálogo. A crítica íntegra alargou os parâmetros de avaliação. Foram surgindo adeptos entusiastas e não faltaram renitentes a converter-se.

Propostas, convites, debates, encontros, viagens, pesquisas, a vida ganhou um ritmo vertiginoso. Quando dei por mim tinha-me tornado avó e já usava óculos tal qual a avó do capuchinho vermelho. Assumi o papel com todo o gosto por me parecer muito adequado a uma contadora de histórias.

Ana Maria Magalhães

Fonte: http://html.editorial-caminho.pt


Dr. António Caetano, Grego e Latim


Dr. António da Silva Gonçalves, Reitor


Drª Arlete Lourenço, Francês


Dr. Augusto Cabral, Educação Física


Dr. Barros Leite, Filosofia


Drª. Berta Brás, Francês

Berta Henriques Brás nasceu em Lourenço Marques há 71 anos, aposentou-se em 1993 do magistério docente em Filologia Românica, o qual foi desempenhado em Aveiro, Lourenço Marques e, a partir de 1976 em escolas do distrito de Lisboa. A obra, de estrutura, na sua maioria, fragmentada, abrange crónica, breve ensaio, texto dramático, e, dum modo geral, pontua vivências e leituras pessoais, num sentido humanístico de intenção crítica e humor satírico, ou, no caso da obra didáctica, uma intenção de veicular e desenvolver o gosto pela leitura.

OBRAS PUBLICADAS: Prosas Alegre e Não, 1973. Pedras de Sal, 1974. Cravos Roxos - Croniquetas Verde Rubras, 1981. Anuário - Memórias Soltas, 1999. Os Maias de Eça de Queiroz - Síntese Comentada

Fonte: Site http://www.sinapses.net/author/berta/- Enviado por Prof. João Boaventura


Dr. Carlos Manuel Moreira Ribeiro, História


Dr. Carlos Moura, Física


Drª. Celeste Marques Duarte


Drª. Emilia Gonçalves de Matos Laranjeira, Matemática


Drª. Estela Pinto Ribeiro Lamas, Português

Não dispomos de biografia, mas temos uma entrevista da Dr.ª Estela Lamas, na Universidade de Cabo Verde, num vídeo no YOU TUBE.

Fonte: Enviado por Prof. João Boaventura


Dr. Faustino Ferreira, Ciências e Geografia


Dr. Francisco de Matos Gomes, Filosofia


Profª. Georgina Carneiro, Canto Coral


Gonçalo Nuno da Costa de Sousa de Macedo Mesquitela, Matemática

Nasceu em Lisboa a 14 de Setembro de 1947 tendo ido com a família para Moçambique em 1953 inicialmente para a Beira e mais tarde, em 1957 para Lourenço Marques.

Antes ainda de terminar a formatura, deu aulas no Liceu António Enes, assim como explicações de Matemática, em instalações sitas na Pinheiro Chagas.

Formou-se em Engenharia Civil em 1974, sendo um apaixonado por matemática. Pós graduado em estruturas na Alemanha,exerceu engenharia civil no Brasil, participando de várias construções, nomeadamente barragens, que na época eram difíceis de solucionar, tendo sido ele a resolver os projectos.

Era também professor de Karatê,outra paixão sua, onde chegou ao grau de Sétimo Dan.

A 14 de Setembro de 1974, foi feito prisioneiro na cadeia de Boane, onde permaneceu 4 meses. Vitor Crespo assinou sem querer nem saber o que estava assinando, a sua expulsão de Moçambique.

Conseguiu fugir para Londres, após uma estratégia bem montada, e retornou para a África do Sul, onde exerceu a sua profissão de engenheiro.

Em 1977 foi para o Brasil, retornando à Africa do Sul onde morou no fim dos anos 80, regressando ao Brasil onde se estabeleceu.

Já como empresário bem sucedido no Brasil e apaixonado pelo mar, participou da travessia das caravelas para a Africa do Sul e posteriormente deu a volta ao mundo, já em seu iate, numa travessia acompanhado somente de sua esposa, Virgínia, durante quase um ano.

Na volta da viagem, em 2001, foi acometido de uma doença raríssima, Meastemia, que o levou à morte em 26 de Agosto de 2003 no Rio de Janeiro, deixando dois filhos( Gonçalo Luis e João Pedro).

Fonte: JOSE MARIA MESQUITELA     Arquivo Vivo de Moçambique


Drª Graça Serrano, Matemática


Drª Helena Carvalho, Inglês


Drª. Inês Gomes Sampaio Calisto, Desenho


Drª. Isabel de Jesus Amaral Marques


Isabel Symonds, Desenho

Isabel Symonds, nasceu em Lisboa, viveu em Moçambique e estudou na África do Sul, onde concluiu os seus estudos, enveredando pela carreira de Escultura na Escola de Belas Artes em Johannesburg.

Após ter-se formado casou-se, e desde então viveu em países tão diversos como, Brasil, Venezuela, México e Estados Unidos, Michigan, New-Jersey, Pensylvania e Florida. A convivência com tão diferentes culturas e povos potenciou de forma marcante o seu talento inato e fez renascer um estilo único nas suas pinturas e esculturas, com cores e formas que tão bem definem a sua obra. Isabel Symonds tem realizado exposições com sucesso, em inúmeras galerias internacionais, tendo recebido vários prémios, para além dos seus trabalhos estarem expostos em várias companhias multinacionais.

Esta artista foi professora de desenho, no Liceu António Enes, em Lourenço Marques (Maputo) de 1970 a 1974, e deu aulas de desenho na escola “Saxonwold elementary school”, em Joanesburg, África do Sul de 1975 a 1978.

No Rio de Janeiro, trabalhou com o famoso escultor, Jaime Sampaio, e quando viveu nas cidades de Caracas e cidade do México, deu aulas para adultos, no seu estúdio.

De momento, trabalha no Centro d’Arte de Boca-Raton e dá aulas de “arte terapêutica” no centro Alzheimer em Delray Beach, Florida.

Fonte: http://www.medi.com.pt


Prof. João Correia Boaventura, Educação Física

Nasceu em Lisboa, em 1 de Outubro de 1924, no Bairro de Santa Catarina

Emigrante aos 4 anos de idade para Vigo e depois para Madrid onde estudou até ao 2.º ano dos liceus, em 1936, ano em que eclodiu a Guerra Civil Espanhola, pelo que teve de deslocar-se a Alicante para embarcar no Contratorpedeiro Douro destinado a transportar refugiados portugueses e brasileiros para Lisboa.

Frequentou os Liceus: Secção do João de Castro (situado no local onde hoje está o Centro Cultural de Belém), Passos Manuel, Secção do Passos Manuel (Carmo), e Gil Vicente.

Funcionário do Instituto Nacional de Estatística e do Comando-Geral da PSP (1945-1957)

Como trabalhador estudante licenciou-se em Educação Física e frequentou o Curso de Sociologia no ISCTE, faltando uma cadeira para a licenciatura..

Funções desempenhadas

A – Em Moçambique (Lourenço Marques):

1 – Professor de Educação Física no Liceu António Enes (1958-1975)
2 – Director do Centro de Documentação e Informação do Conselho Provincial de Educação Física de Moçambique (1968-1975)
3 – Professor da Escola de Educação Física de Lourenço Marques das cadeiras de “Doutrina, Legislação e Orgânica”, “História da Educação Física”, “Educação Física Comparada”, “Deontologia”, e “Administração e Organização da Educação Física” (1969-1975)
4 - Inspector do Centro de Medicina Desportiva de Lourenço Marques (1966-1969)
5 - Director e Prelector do Curso de Treinadores e Árbitros de Futebol de Moçambique (1969)
6 – Delegado de Moçambique para o “Clearing House” (Bruxelas) (1969-1975)
7 - Prelector nos seguintes eventos:
7.1 - Colóquio de Arbitragem de Hóquei em Patins (1969)
7.2 - Colóquio sobre Futebol, organizado pela Associação Provincial de Futebol de Moçambique (1974)
7.3 – Curso Provincial de Treinadores de Futebol (1974)
7.4 – Curso de Educação Física para o Ensino Primário (1970)
8 – Dirigente do Grupo Desportivo 1.º de Maio (1969-1972)
9 – Preparador físico da equipa de Futebol do Grupo Desportivo 1.º de Maio (1969-1972)
10. Preparador físico da Selecção Provincial de Futebol de Moçambique (1972)
11 – Membro das seguintes organizações:
11.1 – Comissão de Inauguração do Estádio Salazar (Serviços de Imprensa) (1968)
11.2 – Comissão para a elaboração do novo Diploma Legislativo do Desporto em Moçambique (1969)
11.2 – Comissão Organizadora do I Simpósio de Investigação Aplicada à Educação Física e Desportos (1970)
11.3 – Comissão Organizadora dos V Jogos Desportivos Luso-Brasileiros (1972)
11.4 – Comissão Instaladora dos Centros de Medicina Desportiva de Moçambique (1972-1973)
11.5 – Grupo de Estudos e Trabalho para Aperfeiçoamento do Ensino, na Inspecção Provincial de Educação de Moçambique (1973)
11.6 – Comissão Organizadora do VII Campeonato Mundial de Vela da Classe Vaurien (1973)
11.7 – Comissão Organizadora do Comité Olímpico Moçambicano, e sua filiação no CIO (1974)
11.8 – Comissão Central da Organização das Federações Desportivas Moçambicanas, e filiações nas respectivas Federações Internacionais (1974)
11.9 – Comissão Organizadora do Festival da Independência de Moçambique (1974-1975)
12 – Organizador do Festival da Independência de Moçambique, e da “Chama da Unidade”
13 – Secretário da I Curso de Introdução à Medicina Desportiva, na Universidade de Lourenço Marques (1974)
14 – Presidente do Conselho Provincial de Educação Física de Moçambique (1974-1975)
15 – Indigitado para Subsecretário de Estado para a Educação Física e Desportos, pela Assembleia Magna dos Professores de Educação Física, a pedido do Governo de Transição de Moçambique
16 – Director e colaborador da revista “Educação e Movimento” (1974-1975).

B – Em Portugal

1 – Serviço Militar como Oficial Miliciano em Caçadores 1, em Portalegre (1945-1948)
2 – Preparador das equipas Militares de Caçadores 1 (Portalegre) em Corta-Mato, Futebol e Voleibol (1947)
3 – Organizador do Campeonato de Voleibol da Cidade de Portalegre (1948)
4 – Fundador da Associação Distrital de Voleibol de Portalegre (1948)
5 – Professor de Educação Física na Escola Secundária de Camões (1957-1958, e 1975-1993), na Escola do Magistério Primário de Lisboa (1957-1958) e no Colégio Frei Luís de Sousa (Almada) (1957)
6 – Preparador físico da equipa de Hóquei em Patins do Clube Atlético Campo de Ourique (1957-1958)
7 – Impulsionador da realização do Congresso da Associação Internacional de História da Educação Física e do Desporto, em Lisboa, como membro fundador desta (1980)
8 – Director do Centro de Documentação e Informação da Direcção-Geral dos Desportos (1975-1981)
9 – Delegado do “Clearing House” (Bruxelas) (1975-1980)
10 – Delegado do “International Sports and Physical Education Data System (University of California) (1977-1980)
11 – Membro da Comissão de Estudos da Violência e Medidas de Segurança nos Recintos Desportivos (1977-1980
12 – Membro do Departamento de Formação Desportiva do Sporting Club de Portugal (1980-1983)
13 – Prelector no Curso de Treinadores de “Taekwon-do” (1982)
14 - Vice-Presidente do Conselho Directivo da Escola Secundária de Camões (1983-1984)
15 - Presidente da Comissão Organizadora do Museu Nacional do Desporto (1980) e (1985)
16 – Membro do Grupo de Trabalho para a elaboração do Diploma Legislativo sobre as relações entre o Estado e o Associativismo (1984)
17 – Coordenador do Atlas Desportivo Nacional (1986)
18 – Participou no Encontro Autarcas do Desporto, em Coimbra (1987)
19 – Membro do Grupo de Trabalho sobre o Desporto Profissional (1986-1988)
20 – Participou no Forum Horizonte, Oeiras (1988)
21 – Delegado à VII Reunião da Comissão Mista Permanente de Cooperação Caboverdiana, Mindelo (1988)
22 – Delegado à VIII Reunião da Comissão Mista Permanente de Cooperação Luso-Sãotomense (S. Tomé) (1988)
23 – Subdirector-Geral dos Desportos (1988-1993)
24 – Membro do Grupo de Trabalho para a elaboração de um Programa de Formação de Treinadores para os Países Africanos, em Londres (1989-1990)
25 – Membro da Comissão de Acompanhamento, Avaliação e Auditoria do Orçamento do Ministério da Educação (1990)
26 – Prelector da cadeira de Sociologia do Direito Desportivo no Curso de Pós-Graduação em Direito Desportivo, na Universidade Lusíada, em Lisboa e no Porto, no ano escolar 1995-1996

C - Participação em Reuniões Internacionais

1 – Congresso Internacional das Ciências da Actividade Física, no Québec (Canadá) (1976)
2 – Congresso Internacional do Council on Health, Physical Education and Recreation (ICHPER) na Cidade do México (1976)
3 – Reunião do Conselho da Europa sobre Desporto e Autarquia, em Madrid (1978)
4 – Congresso Científico Olímpico, no Oregon (USA) (1984)
5 – I Seminário sobre Desporto e Autarquia, na Fundação Gulbenkian (1985)
6 – II Seminário sobre a Sociedade e as Forças Armadas, em Lisboa (1985)
7 – Jornadas de História Contemporânea de Portugal, na Fundação Gulbenkian (1985)
8 – I Encontro Mundial de Directores de Museus de Desporto, organizado pelo CIO ,em Lausana (1986)
9 – I Conferência Ibero-Americana sobre o Desporto e a Educação Física, em Madrid (1986)
10 – Seminário sobre Equipamentos Desportivos, na Fundação Gulbenkian (1986)
11 – 5.ª Reunião Intergovernamental para a Educação Física e o Desporto, na UNESCO (Paris), (1986)
12 – Colóquio sobre o Estado Novo, na Fundação Gulbenkian (1986)
13 – Seminário do Comité Internacional para a História do Desporto, da UNESCO, em Kobe (Japão) (1986)
14 – II Conferência Ibero-Americana do Desporto para Todos, em S. Carlos de Bariloche (Argentina) (1986)
15 – Membro para a criação e elaboração dos Estatutos da Federação Pan-Americana do Desporto para Todos, em S. Juan de Bariloche (Argentina) (1986)
16 – Seminário sobre Desporto para Todos, em Montevideo (Uruguai) (1986)
17 – Sessão da criação da Academia Olímpica Portuguesa, em Troia, (1987)
18 – 8.ª Conferência Desportiva Europeia, em Atenas (1987)
19 – I Sessão da Academia Olímpica Portuguesa, em Vila Real (1988)
20 – II Sessão da Academia Olímpica Portuguesa, em Santarém (1989)
21 – Semana do Desporto e Cultura, em Macau (1989)
22 – Seminário Internacional sobre Planear o Futuro do Desporto, em Lahti (Finlândia) (1990)
23 – III Sessão da Academia Olímpica Portuguesa, em Albufeira (1990)
24 – Seminário Europeu sobre Informação Desportiva, em Madrid (1992)
25 – Elaborador do documento I Jeux Communautaires de la Jeunesse para a Commission des Communautés Européennes (1993)
26 – Delegado de Portugal à reunião sobre The implications of European Community Directives on Sports, Luxemburgo (1993)

D - No âmbito da Violência Associada ao Desporto:

Colaborador nas seguintes instituições:

1 – Comissão de Estudos da Violência e Medidas de Segurança nos Recintos Desportivos, Lisboa (1977-1980)
2 – Grupo de Investigação Científica da Associação Internacional para a Luta contra a Violência Associada ao Desporto (Bruxelas) (1977-1980)
3 – Grupo de Trabalho para a Formação da Fundação Internacional Rita de Backer-Van Ocken para a Luta contra a Violência Associada ao Desporto, e redacção dos respectivos Estatutos (Bruxelas) (1980)
4 – Grupo de Trabalho para a redacção da Convenção Europeia sobre a Violência e os Excessos dos Espectadores durante as Manifestações Desportivas, e em especial nos Jogos de Futebol Conselho da Europa (Estrasburgo) (1985)
5 – Conferência dos Ministros Europeus Responsáveis pelo Desporto, para aprovação do texto da Convenção Europeia sobre a Violência e os Excessos dos Espectadores durante as Manifestações Desportivas, e em especial nos Jogos de Futebol, no Conselho da Europa (Estraburgo) (1985)
6 – Comité Permanente da Convenção Europeia sobre a Violência (Estrasburgo)(1985-1993)
7 – Groupe de Travail sur la Securité dans les Stades, no Conselho da Europa, (Estrasburgo) (1986)
8 – European Congress on Violence Control in the World of Sports (Atenas) (1989)
9 – Seminário Internacional sobre o Espírito Desportivo, (Oeiras) (1989)
10 – Semana da Ética Desportiva, (Peniche) (1989)
11 – Coordenador da Campanha Nacional da Ética (1991)
12 – Seminaire sur les Attitudes des Jeunes et l’Éthique (Reiquejavique) (Islândia) (1991)
13 – 3rd Meeting on European Fair Play Initiatives (Frankfurt) (1991)
14 – Groupo de Travail sur l’Éthique du Sport et les Jeunes, no Conselho da Europa (Estrasburgo) (1991-1992)
15 – Semana de la Ética Deportiva, (Madrid) (1992)
16 – Jornadas Deporte sin Violencia, (Barcelona) (1995)
17 – Forum sobre a Prevenção da Violência Associada ao Desporto, no CCB (1998)
18 – III Jornadas de Sociologia do Desporto, em Lisboa (1999)

E – Membro das seguintes instituições:

1 – Sócio fundador da Sociedade de Língua Portuguesa(1950)
2 – Sócio fundador da International Society for the History of Physical Education and Sport (1969)
3 – North American Society for Sport History, desde 1974
4 – Philosophic Society for the Study of Sport, desde 1976
5 – Sócio fundador da International Society for Comparative Physical Education and Sport (1979)
6 –Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (ISCTE), desde 1980
7 – Association for the Study of Play, desde 1981
8 – International Sociology of Sport Association, desde 1984
9 – The North American Society for the Sociology of Sport, desde 1984
10 – Australian Society for Sports History, desde 1985
11 – Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, desde1986
12 – Academia Olímpica Portuguesa, desde 1988
13 – International Society of Olympic Historians, desde 1993
14 – Association of Sports Historians, desde 1998
15 – Sócio fundador da Sociedade Portuguesa de Psicologia Desportiva
16 – Sócio fundador da Sociedade Portuguesa de Educação Física

F – Trabalhos publicados

1 – Direito Desportivo. Subsídios para um Código Penal Desportivo, ed. DGEFDSE, Lisboa, 1958
2 – A Educação Física nos Trópicos (policopiado), trabalho apresentado no Congresso Luso-Brasileiro, em Luanda , 1966
3 – O Direito Desportivo e a Unidade Luso-Brasileira, (policopiado), trabalho apresentado no Congresso Luso-Brasileiro, em Luanda , 1966
4 – A Educação Física como meio de Aculturação (policopiado), trabalho apresentado no Congresso Luso-Brasileiro, em Luanda, 1966
5 – Inúmeros artigos no Notícias de Lourenço Marques, desde 1966 até 1974.
6 – A família como lugar de (re)produção da força de trabalho e do capital (policopiado), Lisboa, 1982
7 – O conceito de Estado em Karl Marx, Émile Durkhei, e Max Weber (policopiado), em colaboração com Carlos Monteiro, Hélia Lisboa et al., Lisboa, 1983
8 – A teoria da crise urbana, segundo Castells aplicada ao caso português, em especial ao equipamento social desportivo (policopiado), Lisboa, 1984
9 – A actividade física nas instituições civis e militares (policopiado), Lisboa, 1984
10 – O associativismo desportivo face à administração (policopiado), Lisboa, 1984
11 – O Desporto e o Salazarismo, in Relatório do Seminário Desporto e Autarquias, realizado na Fundação Gulbenkian, 1985
12 – O sufragismo feminino, antes, durante e depois da 1.ª República, à luz das constituições e das leis eleitorais (policopiado), em colaboração com Carlos Branquinho, Lisboa, 1985
13 – Algumas reflexões sobre a Escola de Frankfurt (policopiado), em colaboração com Carlos Branquinho, Hélia Lisboa e João Codina, Lisboa, 1985
14 – Corporativism in Portuguese Sport during Salazar’s Dictatorship, apresentado no ICOSH Seminar – Civilization Sport History, Kobe (Japão), 1986
15 – O Direito Desportivo na Vigência do Estado Novo (policopiado), apresentado no Colóquio sobre o Estado Novo. Das Origens ao fim da Autarcia. 1926-1959, na Fundação Gulbenkian, 1986
16 – Estudo sobre as Artes Marciais Orientais e as Organizações Não-Governamentais Mundiais, Internacionais, Continentais e Nacionais (policopiado), estudo solicitado pelo Conselho Superior do Desporto,1995
17 – Le Sport et les Jeunes, apresentado no Conseil de l’Europe, Strasbourg, 1995


Drª Joaquina Carvalho, Filosofia


Dr. José Afonso, Geografia

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos nasceu a 2 de Agosto de 1929, em Aveiro, filho de José Nepomuceno Afonso, juiz, e de Maria das Dores.

Em 1930 os pais foram para Angola, onde o pai tinha sido colocado como delegado do Procurador da República em Silva Porto. José Afonso permanece em Aveiro, na casa da Fonte das Cinco Bicas, por razões de saúde, confiado à tia Gegé e ao tio Xico, um «republicano anticlerical e anti-sidonista».

Por insistência da mãe, em 1933 Zeca segue para Angola, com três anos e meio, no vapor Mouzinho, acompanhado por um tio advogado em lua-de-mel. Um missionário é a companhia de José Afonso que permanece três anos em Angola, onde inicia os estudos da instrução primária.

Em 1936 regressa a Aveiro, para casa de umas tias pelo lado materno.

Parte em 1937 para Moçambique ao encontro dos pais, com quem vive juntamente com os irmãos João e Mariazinha.

Regressa a Portugal, em 1938, desta vez para casa do tio Filomeno, presidente da Câmara Municipal de Belmonte. Aqui conclui a quarta classe. O tio, salazarista convicto, fá-lo envergar a farda da Mocidade Portuguesa.

Vai para Coimbra em 1940 para prosseguir os estudos. É matriculado no Liceu D. João III e instala-se em casa da tia Avrilete. No liceu conhece António Portugal e Luiz Goes. A família parte de Moçambique para Timor, onde o pai vai exercer as funções de juiz. Mariazinha vai com eles, enquanto seu irmão João vem para Portugal. Com a ocupação de Timor pelos Japoneses, José Afonso fica sem notícias dos pais durante três anos, até ao final da II Guerra Mundial, em 1945.

Nesse mesmo ano começa a cantar serenatas como «bicho», designação da praxe de Coimbra para os estudantes liceais (José Afonso andava no 5.º ano do liceu). Era conhecido como «bicho-cantor», o que lhe permitia não ser «rapado» pelas «trupes». Vida de boémia e fados tradicionais de Coimbra.

De 1946 a 1948 completa o curso dos liceus, após dois chumbos. Conhece Maria Amália de Oliveira, uma costureira de origem humilde, com quem vem a casar em segredo, por oposição dos pais. Faz viagens com o Orfeão e com a Tuna Académica. Joga futebol na Associação Académica de Coimbra.

Em 1949 inscreve-se no primeiro ano do curso de Ciências Histórico-Filosóficas da Faculdade de Letras. Vai a Angola e Moçambique integrado numa comitiva do Orfeão Académico da Universidade de Coimbra.

Em Janeiro de 1953 nasce-lhe o primeiro filho, José Manuel. Dá explicações e faz revisão no Diário de Coimbra. São editados os seus primeiros discos. Trata-se de dois discos de 78 rotações com fados de Coimbra, editados pela Alvorada, dos quais não existem hoje exemplares. Os dois discos foram gravados no Emissor Regional de Coimbra da Emissora Nacional.

De 1953 a 1955 cumpre, em Mafra, serviço militar obrigatório. Foi mobilizado para Macau, mas livrou-se por motivos de saúde. Depois é colocado num quartel em Coimbra. Tem grandes dificuldades económicas para sustentar a família, como refere em carta enviada aos pais em Moçambique. A crise conjugal é muito sentida. Após o serviço militar, já com dois filhos, José Manuel e Helena (nascida em 1954), conclui em 1963 o curso na Faculdade de Letras de Coimbra com 11 valores com uma tese sobre Jean-Paul Sartre: «Implicações substancialistas na filosofia sartriana».

Vai dar aulas num colégio privado em Mangualde em 1955/56. Inicia-se o processo de separação e posterior divórcio de Amália (1 de Junho de 1963). José Afonso manterá uma névoa de silêncio em redor desta sua experiência conjugal.

Em 1956 é editado o seu primeiro EP, intitulado Fados de Coimbra.

Em 1956/57 é professor em Aljustrel e em Lagos.

Por dificuldades económicas, em 1958 envia os dois filhos para Moçambique, para junto dos avós. Neste ano fica impressionado com a campanha eleitoral de Humberto Delgado. Digressão de um mês em Angola da Tuna Académica. José Afonso é o vocalista do Conjunto Ligeiro. «Actuámos vestidos com umas largas blusas de cetim, cada uma de sua cor, imitando a orquestra de "mambos" de Perez Prado, o máximo da altura», conta José Niza.

Em 1959 começa a frequentar colectividades e a cantar regularmente em meios populares.

Em 1960 é editado o quarto disco de José Afonso. Trata-se de um EP para a Rapsódia, intitulado Balada do Outono. 

De 1961 a 1962 segue atentamente a crise estudantil deste último ano. Convive em Faro com Luiza Neto Jorge, António Barahona, António Ramos Rosa e Pité e namora com Zélia, natural da Fuzeta, que será a sua segunda mulher.

Em 1962 é editado o álbum Coimbra Orfeon of Portugal, pela Monitor, dos Estados Unidos, com «Minha Mãe» e «Balada Aleixo», onde José Afonso rompe definitivamente com o acompanhamento das guitarras. Nestas duas baladas é acompanhado exclusivamente à viola por José Niza e Durval Moreirinhas.

Realiza digressões pela Suíça, Alemanha e Suécia, integrado num grupo de fados e guitarras, na companhia de Adriano Correia de Oliveira, José Niza, Jorge Godinho, Durval Moreirinhas e ainda da fadista lisboeta Esmeralda Amoedo.

Em 1963 é editado outro EP de Baladas de Coimbra.

Em Maio de 1964, José Afonso actua na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, onde se inspira para fazer a canção «Grândola, Vila Morena», que viria a ser no dia 25 de Abril de 1974 a senha do Movimento das Forças Armadas (MFA) para o derrube do regime ditatorial.

Nesse mesmo ano é editado o EP Cantares de José Afonso, o único para a Valentim de Carvalho.

Também em 1964 é editado, pela Ofir, o álbum Baladas e Canções, que virá a ser reeditado em CD pela EMI em 1997.

De 1964 a 1967, José Afonso encontra-se em Lourenço Marques com Zélia, onde reencontra os seus dois filhos. Em 1964 leciona geografia no Liceu Antonio Enes. Em Moçambique musicou Brecht na peça A Excepção e a Regra, também nasce a sua filha Joana (1965).

Em 1967 regressa a Lisboa esgotado pelo sistema colonial. Deixa o filho mais velho, José Manuel, confiado aos avós em Moçambique. Colocado como professor em Setúbal, sofre uma grave crise de saúde que o leva a ser internado durante 20 dias na Casa de Saúde de Belas. Quando sai da clínica, tinha sido expulso do ensino oficial. É publicado o livro Cantares de José Afonso, pela Nova Realidade. O PCP convida-o a aderir ao partido, mas José Afonso recusa invocando a sua condição de classe. Assina contrato discográfico com a Orfeu, para quem grava mais de 70 por cento da sua obra.

Expulso do ensino, em 1968 dedica-se a dar explicações e a cantar com mais assiduidade nas colectividades da Margem Sul, onde é nítida a influência do PCP. Pelo Natal, edita o álbum Cantares do Andarilho, com Rui Pato, primeiro disco para a Orfeu. O contrato é sui generis: contra o pagamento de uma mensalidade (15 contos), José Afonso é obrigado a gravar um álbum por ano.

Em 1969 a Primavera marcelista abre perspectivas de organização ao movimento sindical. José Afonso participa activamente neste movimento, assim como nas acções dos estudantes em Coimbra. Edita o álbum Contos Velhos Rumos Novos e o single «Menina, dos Olhos Tristes» que contém a canção popular «Canta Camarada». Recebe o prémio da Casa da Imprensa para o melhor disco, distinção que repete em 1970 e 1971. Pela primeira vez num disco de José Afonso, aparecem outros instrumentos que não a viola ou a guitarra. Trata-se do último álbum com Rui Pato. Nasce o último filho, o quarto, Pedro.

Em 1970 é editado o álbum Traz Outro Amigo Também, gravado em Londres, nos estúdios da Pye, o primeiro sem Rui Pato, impedido pela PIDE de viajar. Carlos Correia (Bóris), antigo músico de rock, dos Álamos e do Conjunto Universitário Hi-Fi, substitui Pato. A 21 de Março, por unanimidade, a Casa de Imprensa atribui a José Afonso o Prémio de Honra pela «alta qualidade da sua obra artística como autor e intérprete e pela decisiva influência que exerce em todo o movimento de renovação da música ligeira portuguesa». Participa em Cuba num Festival Internacional de Música Popular.

Pelo Natal de 1971, é lançado o álbum Cantigas do Maio, gravado perto de Paris, nos estúdios de Herouville, um dos mais caros e afamados da Europa. O álbum é geralmente considerado o melhor disco de José Afonso. A editora Nova Realidade publica o livro Cantar de Novo.

No ano de 1972 o álbum chama-se Eu Vou Ser Como a Toupeira, gravado em Madrid, nos Estúdios Cellada, com a participação de Benedicto, um cantor galego amigo de Zeca, e com o apoio dos Aguaviva, de Manolo Diaz. O livro, editado pela Paisagem, tem apenas o título de José Afonso.

Em 1973 José Afonso continua a sua «peregrinação», cantando um pouco em todo o lado. Muitas sessões foram proibidas pela PIDE/DGS. Em Abril é preso e fica 20 dias em Caxias até finais de Maio. Na prisão política, escreve o poema «Era Um Redondo Vocábulo». Pelo Natal, publica o álbum Venham Mais Cinco, gravado em Paris, em que José Mário Branco volta a colaborar musicalmente. No tema-título, participa Janine de Waleyne, solista dos Swingle Singers, o melhor grupo vocal de jazz cantado da altura, na opinião de José Niza. 

A 29 de Março de 1974, o Coliseu, em Lisboa, enche-se para ouvir José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, José Jorge Letria, Manuel Freire, José Barata Moura, Fernando Tordo e outros, que terminam a sessão com «Grândola, Vila Morena». Militares do MFA estão entre a assistência e escolhem «Grândola» para senha da Revolução. Um mês depois dá-se o 25 de Abril. No dia do espectáculo, a censura avisara a Casa de Imprensa, organizadora do evento, de que eram proibidas as representações de «Venham Mais Cinco», «Menina dos Olhos Tristes», «A Morte Saiu à Rua» e «Gastão Era Perfeito». Curiosamente, a «Grândola» era autorizada. É editado o álbum Coro dos Tribunais, gravado em Londres, novamente na Pye, com arranjos e direcção musical, pela primeira vez, de Fausto. São incluídas as canções brechtianas compostas em Moçambique no período entre 1964 e 1967, «Coro dos Tribunais» e «Eu Marchava de Dia e de Noite (Canta o Comerciante)». 

De 1974 a 1975 envolve-se directamento nos movimentos populares. O PREC (Processo Revolucionário Em Curso) é a sua paixão. Cantou no dia 11 de Março de 1975 no RALIS para os soldados. Estabelece uma colaboração estreita com o movimento revolucionário LUAR, através do seu amigo Camilo Mortágua, dirigente da organização. A LUAR edita o single «Viva o Poder Popular» com «Foi na Cidade do Sado» no lado B. Em Itália, as organizações revolucionárias Lotta Continua, Il Manifesto e Vanguardia Operaria editam o álbum República, gravado em Roma a 30 de Setembro e 1 de Outubro, nos estúdios das Santini Edizioni. As receitas do disco destinavam-se a apoiar a Comissão de Trabalhadores do jornal República ou, caso o jornal fosse extinto, como foi, o Secretariado Provisório das Cooperativas Agrícolas de Alcoentre. Desconhecido em Portugal, o álbum inclui «Para Não Dizer Que Não Falei de Flores» (Francisco Fanhais), «Se os Teus Olhos se Vendessem», «Foi no Sábado Passado», «Canta Camarada», «Eu Hei-de Ir Colher Macela», «O Pão Que Sobra à Riqueza», «Os Vampiros», «Senhora do Almortão», «Letra para Um Hino» e «Ladainha do Arcebispo». Francisco Fanhais colaborou na gravação do disco, juntamente com músicos italianos.

Em 1976 apoia a candidatura presidencial de Otelo Saraiva de Carvalho, cérebro do 25 de Abril e ex-comandante do COPCON (Comando Operacional do Continente), apoio que reedita em 1980. Fase cronista de José Afonso, que publica o álbum Com as Minhas Tamanquinhas. O disco tem a surpreendente participação de Quim Barreiros. É, na opinião de José Niza, «um disco de combate e de denúncia, um grito de alma, um murro na mesa, sincero e exaltado, talvez exagerado se ouvido e lido ao fim de 20 anos, isto é, hoje». É a «ressaca» do PREC. 

O álbum Enquanto Há Força, editado em 1978, de novo com Fausto, representa mais um exemplo da fase cronista do cantor, ligada às suas preocupações anti-colonistas e anti-imperialistas e à sua crítica mordaz à Igreja. Inclui as participações, entre outras, de Guilherme Inês, Carlos Zíngaro, Pedro Caldeira Cabral, Rão Kyao, Luís Duarte, Adriano Correia de Oliveira e Sérgio Godinho. 

Em 1979 é editado o álbum Fura Fura, com a colaboração musical de Júlio Pereira e dos Trovante. O disco inclui oito temas de música para teatro, compostos para as peças Zé do Telhado, de A Barraca, e Guerra do Alecrim e Manjerona, da Comuna. Actua em Bruxelas no Festival da Contra-Eurovisão.

Em 1981, após dois anos de silêncio,  regressa a Coimbra com o seu álbum Fados de Coimbra e Outras Canções. Trata-se da mais bela versão do fado de Coimbra, interpretada por Zeca Afonso em homenagem a seu pai e a Edmundo Bettencourt, a quem o disco é dedicado. Actua em Paris, no Théatre de la Ville.

Em 1982 começam a conhecer-se os primeiros sintomas da doença do cantor, uma esclerose lateral amiotrófica. Trata-se, aparentemente, de um vírus instalado na espinal medula que, de uma forma progressiva, destrói o tecido muscular e, normalmente, conduz à morte por asfixia. Actua em Brouges no Festival de Printemps.

Em 29 de Janeiro de 1983 realiza-se o espectáculo no Coliseu com José Afonso já em dificuldades. Participam Octávio Sérgio, António Sérgio, Lopes de Almeida, Durval Moreirinhas, Rui Pato, Fausto, Júlio Pereira, Guilherme Inês, Rui Castro, Rui Júnior, Sérgio Mestre e Janita Salomé. É publicado o duplo álbum Ao Vivo no Coliseu.

No Natal desse ano, sai Como Se Fora Seu Filho, um testamento político. Colaboração de Júlio Pereira, Janita Salomé, Fausto e José Mário Branco. Alinhamento: «Papuça», «Utopia», «A Nau de António Faria», «Canção da Paciência», «O País Vai de Carrinho», «Canarinho», «Eu Dizia», «Canção do Medo», «Verdade e Mentira» e «Altos Altentes». Algumas das canções foram escritas para a peça Fernão Mentes? do grupo de teatro A Barraca. Publicado o livro Textos e Canções, com a chancela Assírio e Alvim. Contra a sua vontade, é publicado pelo Foto Sonoro um maxi-single, Zeca em Coimbra, com um espectáculo dado por Zeca no Jardim da Sereia, na Lusa Atenas, a 27 de Maio. A cidade de Coimbra atribui a José Afonso a Medalha de Ouro da cidade. «Obrigado Zeca, volta sempre, a casa é tua», disse-lhe o presidente da Câmara, Mendes Silva. «Não quero converter-me numa instituição, embora me sinta muito comovido e grato pela homenagem», respondeu José Afonso. O Presidente da República, general Ramalho Eanes, atribui a José Afonso a Ordem da Liberdade, mas o cantor recusa-se a preencher o formulário. Em 1994, o Presidente da República Mário Soares tentou de novo condecorar, postumamente, José Afonso com a Ordem da Liberdade, mas a mulher, Zélia, recusou, alegando que se José Afonso não desejou a distinção em vida, também não seria após a sua morte que seria condecorado.

Em 1983 José Afonso é reintegrado no ensino oficial, tendo sido destacado para dar aulas de História e de Português na Escola Preparatória de Azeitão. Tinha sido expulso em 1968. A doença, agrava-se.

Em 1985 é editado o último álbum, Galinhas do Mato. José Afonso já não consegue cantar todos os temas, sendo substituído por Luís Represas («Agora»), Helena Vieira («Tu Gitana», Janita Salomé («Moda do Entrudo», «Tarkovsky» e «Alegria da Criação»), José Mário Branco («Década de Salomé», em dueto com Zeca), Né Ladeiras («Benditos») e Catarina e Marta Salomé («Galinhas do Mato»). Arranjos musicais de Júlio Pereira e Fausto. Outras canções do álbum: «Escandinávia Bar-Fuzeta» e «À Proa». Em 1986 apoia a candidatura presidencial de Maria de Lourdes Pintassilgo, católica progressista.

José Afonso morreu no dia 23 de Fevereiro de 1987, no Hospital de Setúbal, às 3 horas da madrugada, vítima de esclerose lateral amiotrófica, diagnosticada em 1982. O funeral realizou-se no dia seguinte, com mais de 30 mil pessoas, da Escola Secundária de S. Julião para o cemitério da Senhora da Piedade, em Setúbal, onde a urna foi depositada às 17h30 na sepultura 1606 do quadro 19. O funeral demorou duas horas a percorrer 1300 metros. Envolvida por um pano vermelho sem qualquer símbolo, como pedira, a urna foi transportada, entre outros, por Sérgio Godinho, Júlio Pereira, José Mário Branco, Luís Cília, Francisco Fanhais. A Transmédia editou o triplo álbum, o primeiro da história discográfica portuguesa, Agora e Sempre, duas semanas depois da morte do cantor. O triplo disco é constituído pelos álbuns Como Se Fora Seu Filho (1983) e Galinhas do Mato (1985) e por um alinhamento diferente de Ao Vivo no Coliseu (1983). A 18 de Novembro é criada a Associação José Afonso com o objectivo de ajudar a realizar as ideias do compositor e intérprete no campo das Artes.


Fonte: AJA - Associação José Afonso


Prof. José Domingos Monteiro, Canto Coral


Profª. Laura Figueiredo Abrantes, Lavores Femininos


Drª. Lívia Helena Barrão Rocha, História e Filosofia


Dr. Manuel Boavida da Rocha, História


Dr. Manuel Saraiva Barreto, Português


Dr. Manuel Simões Alves, Matemática


Padre Manuel Valença, Religião e Moral



Manuel (Augusto Calheiros) Valença (n. Braga, 10 Abr. 1917) é musicólogo, investigador, escritor, compositor e organista. As suas publicações, pioneiras no âmbito da organologia, em Portugal, sobre órgãos, organeiros, organistas e literatura para órgão de compositores portugueses, têm um interesse didáctico e científico, reconhecido nacional e internacionalmente. M. Valença divulgou a mecânica, história, bibliografia, discografia de órgão, e deu a conhecer a música portuguesa para órgão através dos seus concertos.

Desde criança, foi influenciado na vocação musical pelas canções ouvidas no cinema mudo e pelo ambiente familiar, onde o pai tocava bandolim, no Orfeão de Braga, e a mãe cantava e declamava poesia. No Colégio de Montariol estudou Teoria Musical, Solfejo e canto gregoriano. Foi discípulo de Armando Leça e Claúdio Carneyro, no Conservatório do Porto (1948-1952), transferindo-se para o de Lisboa (1952-1956), a fim de estudar órgão. Em Lisboa, estudou fuga com Armando José Fernandes, sonata e orquestração com Jorge Croner de Vasconcelos e órgão com Carl Heinz Müller (n. Essen, Alemanha, 1926), brilhante organista, doutorado em musicologia pelo Pontificio Istituto di Musica Sacra. Posteriormente, diplomou-se em musicologia pela University of South Africa, Pretória (1974/75-1978/79).

Entre 1967-1974, escreveu numerosos artigos e crítica musical em jornais de Lourenço Marques. Analisou e divulgou as características de canções chopes e do folclore musical moçambicano. Nas revistas Música Sacra (Brasil), Itinerarium, Nova Revista de Música Sacra, Ars Lusitana Musica, escreveu sobre compositores clássicos, registação e arte de acompanhar o canto litúrgico. Em Lourenço Marques (actual Maputo), onde foi missionário e presidente da Comissão arquidiocesana de música sacra entre 1969-1974, animou actividades musicais relevantes e foi executante de órgão, em concertos a solo e com orquestra.

Compôs música sacra e profana, vocal, instrumental e orquestral, quase toda por encomenda, para concertos em Portugal, África do Sul e Estados Unidos da América.

Obras musicais


Fonte: Site http://www.meloteca.com/musicos-eclesiasticos.htm#valenca - Enviado por Prof. João Boaventura


Drª. Margarida Bastos Reis, Geografia


Drª. Maria Amélia dos Reis Chaves, Matemática


Drª. Maria Arlete da Rocha Casaca, Matemática


Drª. Maria do Céu E. M. Homem Ferreira, Filosofia


Dra. Maria Fernanda Mariz, Ciências Físico-Químicas


Drª. Maria da Graça dos Santos Carvalho, Ciências Físico-Quimicas


Drª. Maria das Dores Borges Canto dos Santos Costa, Português e Francês

Abrantes, 20 de Agosto de 2006

Caro Eduardo Marques

Aí vai uma mini biografia da minha pessoa.

Nasci em Lourenço Marques onde fiz a instrução Primária na Escola Correia da Silva. Terminei o curso liceal no Liceu Salazar.

Vim para Coimbra onde frequentei a Faculdade de Letras. Conclui o curso de Filologia Românica em 1959 o que me permitiu ensinar Português e Francês.

Depois de ter passado pelo Liceu Pero de Anaia na Beira, fui colocada no Liceu António Enes onde encontrei um ambiente ótimo. Nessa época era Reitor, o Dr. Peres de Vasconcelos.

Lembro-me do chefe de pessoal menor o Sr. Joaquim que queria mandar em todos até no próprio Reitor!.

Realizei uma viagem à ilha de Moçambique que foi espetacular.

O liceu António Enes foi o melhor liceu onde ensinei. Guardo muito boas recordções desse tempo.

Envio um grande abraço

Maria das Dores Santos Costa


Fonte: Depoimento pessoal. Clique aqui para visualizar o documento.


Drª. Maria de Lurdes Correia de Lacerda da Nóvoa Cortez, Francês


Drª Maria de Lurdes Pedroso, Francês


Drª. Maria Fernanda Barata Monteiro Ricardo, Inglês e Alemão

Professora de inglês e alemão até 1971.

Depois do António Enes, de regresso a Lisboa em 1971, ingressei na Direção Geral do Ensino Superior, no Ministério da Educação, onde acabei por me aposentar em 1986.

Atualmente (2006) resido em S. João do Estoril.

Maria Fernanda Ricardo


Fonte: Depoimento pessoal. Clique aqui para visualizar o documento.


Drª. Maria Fernanda R. Figueira, Organização Política e Administrativa da Nação


Drª. Maria Fernanda Valente Soeiro, Ciências Naturais e Biologia


Drª. Maria José da Gama Lobo Salema, Francês e Português, Reitora

Regressada a Moçambique, onde nasci, depois de concluída a Licenciatura em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa, e obtida aprovação no Estágio Pedagógico do 2º Grupo do ensino secundário, iniciei a carreira docente como professora eventual, em Setembro de 1958, no Liceu António Enes.

O liceu funcionava então em dois andares alugados ao Clube Desportivo 1º de Maio, no Alto Maé, enquanto se construía o novo edifício do Liceu António Enes, que foi inaugurado no ano seguinte(?).

Tendo aberto uma vaga de professora efectiva no António Enes, liceu do então quadro comum dos liceus do Ultramar, tomei posse em Março de 1960, tendo leccionado as disciplinas de português e francês e exercido os cargos de vice-reitora, e de reitora, de Dezembro de 1971 a Agosto de 1972.

Em Setembro de 1973 deixei Moçambique, passando ao quadro dos liceus da Metrópole, com colocação no Liceu D. Pedro V em Lisboa, e mais tarde no Liceu de S. João do Estoril.

No ano lectivo de 1978-79 ingressei como assistente na Universidade do Minho, tendo-me doutorado pela mesma Universidade em Julho de 1993.

Aposentei-me em 1995, tendo até 1998 orientado o Seminário de História do Ensino do Francês, no curso de Mestrado de Língua e Literatura Francesas da Universidade do Minho

Resido actualmente em Cascais.

Maria José Salema


Drª. Marília Lomba Viana Fernandes, Matemática


Drª Margarida Alves, Educação Física


Dr. Miguel Augusto Peres de Vasconcelos, Matemática, Reitor


Dra. Norlinda Miguel, Matemática


Drª. Nuri Celeste da Silva Guerra Tadeu


Drª. Orlanda Ferrão, Física


Drª. Otelina Alves, Português e Inglês


Drª. Preciosa Correia, Português e Francês


Drª Regina Esteves, Ciências


Drª Rita Saldenha, Desenho


Dr. Vale Costa, Geografia


Drª. Zélia Andrade, Inglês, Português e Francês



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