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Considera��es sobre a Mochila do Caminhante

 

Santiago de Compostela

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Durante a caminhada a Santiago de Compostela se voc� estiver usando um equipamento inadequado ou se quiser levar a sua casa nas costas, isto pode  lhe trazer complica��es. Talvez uma tendinite o fa�a parar para um descanso for�ado ou at� mesmo interrompa o seu projeto de chegar em Santiago de Compostela. A escolha da mochila � um dos pontos importantes no seu projeto de caminhar at� L�.

Se voc� n�o tem experi�ncia no assunto, sugiro que imprima   este texto e leve-o  quando for a uma loja. Examine as mochilas com calma, acompanhando as descri��es apresentadas passo a passo.

Este texto � fruto de muitas observa��es realizadas em quatro Caminhos a Santiago, ap�s observar os  meus pr�prios erros e os de pessoas de v�rios pa�ses. Aproveite-o!

1 Generalidades

A mochila vai ser sua companheira durante todo o percurso. Quanto melhor a sua qualidade, melhor ser� a sua companhia. Voc� vai gastar algum dinheiro com passagem a�rea, estadas, refei��es e outros gastos eventuais. Assim, "n�o economize palitos em banquete" comprando um artigo sem qualidade. Evite as marcas baratas.

mochil1.jpg (5784 bytes)Na hora de comprar sua mochila � bom j� estar sabendo de alguns detalhes para n�o comprar um equipamento inadequado.

A primeira coisa a saber � distinguir uma mochila de caminhada de uma mochila de escalada. Muitas lojas s� vendem artigos de escalada. Aten��o!

A mochila utilizada para percorrer longas dist�ncias � diferente da  utilizada em escaladas, embora � primeira vista as duas se pare�am iguais.

A mochila de caminhadas (Figura1) possui uma barrigueira larga e acolchoada al�m de uma estrutura r�gida interna.

Para fazer o Caminho de Santiago, uma mochila com  capacidade entre  45 e 50 litros  � suficiente para acomodar todos os seus pertences. Volumes maiores podem "tentar" o caminhante a levar mais coisas do que s�o realmente necess�rias.

Outros detalhes s�o mostrados mais adiante.

 

mochil2.jpg (5888 bytes)A mochila de escalada (Figura 2) possui como caracter�stica principal o formato bem mais estreito na �rea da cintura para permitir que o escalador tenha agilidade nos seus movimentos.

Tamb�m tem um cinto para firm�-la ao corpo, por�m sem o compromisso de descarregar o peso nos quadris. Existem tamb�m alguns outros acess�rios semelhantes aos da mochila de caminhada.

N�o vamos nos estender mais, pois n�o � nosso objetivo descrever mochilas de escalada.

 

 

 

2 Outros Detalhes

2.1 A Barrigueira e a Estrutura Interna

mochil3.jpg (4670 bytes)A mochila deve possuir barrigueira a qual deve ser usada bem apertada na regi�o dos quadris. A Figura 3 mostra os detalhes.

Observe que ela � bem mais larga que um cinto comum e acolchoada, de forma que o contato com o corpo fique agrad�vel, apesar de apertado.

Para que a barrigueira cumpra o seu papel de suportar o peso da mochila � preciso que exista uma estrutura r�gida interna,  na parte que fica em contato com as costas, de modo a permitir que seu peso seja jogado nos quadris ao inv�s de ser jogado nos ombros. Este recurso elimina o esfor�o sobre a musculatura dos ombros e do pesco�o bem como protege a sua coluna vertebral.  Ao final de um dia inteiro de caminhada isto faz uma diferen�a enorme.

Cuidado com os fabricantes inescrupulosos que enganam as pessoas inexperientes colocando a barrigueira mas omitindo a estrutura interna!

 

2.2 Ajuste Vertical das Al�as

mochil4.jpg (4114 bytes) A mochila deve possuir dispositivo de ajuste da dist�ncia das al�as (parte dos ombros) em rela��o � barrigueira (Figura 4). � preciso que o comprimento seja adequado ao tamanho das suas costas (igual ou maior do que as costas)- veja a seta vermelha.

As al�as, nos equipamentos de qualidade, saem do centro das costas da mochila, presas a uma tira que permite graduar os seus tamanhos (Figura 5).

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 2.3 Tiras de Regulagem do Tamanho das Al�as

Interligam as extremidades das al�as at� dois pontos pr�ximos � barrigueira. Tamb�m devem ser usadas justas para evitar que a mochila fique torta ou caisndo para tr�s.

2.4 Tiras de Aproxima��o

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Caminhando em terreno horizontal ou em descidas, a mochila  deve ficar "colada" totalmente �s costas. Quando se est� em um trecho muito �ngrime � poss�vel modificar esta situa��o  de forma que o tronco do caminhante possa ficar tombado para a frente, mas a mochila permane�a na posi��o vertical.
Para isso acontecer � preciso que existam tiras de regulagem da aproxima��o.

As tiras localizadas na parte superior das al�as tem esta fun��o. Puxe-as firmemente para que a sua mochila fique colada ao corpo ou afrouxe-as quando necess�rio.

2.5 Tiras Peitorais

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     Para que as al�as dos ombros n�o fiquem saindo de posi��o, escorregando para fora dos ombros � preciso que existam duas tiras na regi�o do peito, fechando-se na frente do corpo. As mulheres devem us�-las acima dos seios.

Este recurso mantem as al�as na sua posi��o correta.

 

 

 

2.6 Ventila��o

mochil8.jpg (7255 bytes)Alguns fabricantes utilizam um tecido especial, em forma de rede, forrando a parte da mochila que fica em contato com as costas e tamb�m a parte interna das al�as dos ombros.

Este tecido faz com que exista uma boa ventila��o entre o equipamento e o corpo, minimizando a sensa��o desagrad�vel de estar-se muito suado e com algo grudado �s costas. N�o � um dispositivo essencial mas ajuda muito.

 

 

 

 2.7 Usando a Mochila

mochil9.jpg (5058 bytes)Depois de totalmente pronta e ajustada, a sua mochila, em uso, deve ficar com este aspecto, ideal para os trechos horizontais e os trechos de descida. Mochilas transportadas "caindo para tr�s" provocam desequil�brio ao andar e cansa�o desnecess�rio.

Evite usar objetos pendurados do lado de fora que fiquem balan�ando. Eles  s�o fontes desnecess�rias de cansa�o.

Balan�os provocam desequil�brio, esfor�os laterais adicionais ao longo da caminhada.   e, conseq�entemnte, seu cansa�o no final do dia � maior.

Se a mochila tiver que crescer, que cres�a dos ombros para cima. Evite as mochilas que crescem da cintura para baixo pois isso tira totalmente a sua agilidade na hora que � necess�rio abaixar-se para transpor um obst�culo.

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Se a sua mochila depois de arrumada estiver folgada, com aspecto de que ainda cabem mais coisas, aperte as tiras laterais para compact�-la.

 

Isto faz com que a carga fique firme, sem objetos balan�ando internamente, e mais pr�xima do seu corpo.

Quanto mais pr�xima a carga estiver do seu corpo, menor ser� o seu cansa�o ao final do dia (veja Figura 11).

 

  

mochil11.jpg (5967 bytes)Observe a Figura 11. Temos uma parede, duas hastes de tamanhos diferentes presas � parede e pesos iguais aplicados na ponta das hastes.

Os esfor�os criados na parede, nos pontos de inser��o das hastes v�o ser diferentes. A haste de cima, por ser mais longa, provoca um esfor�o muito maior na parede do que a haste de baixo.

O mesmo acontece em rela��o � sua mochila, quando voc� coloca cargas afastadas das costas. Suas costas s�o a parede.

 

 

 

2.8 Fivelas e Tiras

As fivelas pl�sticas  s�o constru�das de forma tal que, numa determinada posi��o, permitem que as tiras deslizem livremente e que, em outra posi��o, as travem. � um recurso muito bem pensado. Descubra como funcionam pois n�o d� para explicar mais.
Lembre-se que existem fivelas na barrigueira, nas tiras peitorais, nas tiras de aproxima��o, nas tiras de regulagem do tamanho das al�as, nas tiras de compacta��o laterais e no fechamento da mochila.
Um ponto importante a ser observado no ato da compra � se as tiras realmente deslizam com facilidade dentro das fivelas.
Durante a caminhada h� a necessidade de usar-se agasalhos e de retir�-los, com bastante freq��ncia. Ap�s cada mudan�a � conveniente regular-se a barrigueira e demais ajustes da mochila. Em equipamentos de qualidade isto pode ser feito com extrema facilidade.
Em equipamentos produzidos por de fabricantes de terceira categoria estas tiras deslizam com dificuldade (muitas vezes s�o ligeiramente mais largas do que as fivelas). Isto pode transformar-se numa fonte de aborrecimentos.

2.9 O Calcanhar de Aquiles

O calcanhar de Aquiles da mochila � a fivela da barrigueira. Se ela se partir voc� ter� que carregar o peso da carga totalmente nos ombros. Assim, para contornar este imprevisto, leve uma fivela sobressalente. � muito barata e n�o pesa nada pois � de pl�stico.

2.10 O Tecido e as Costuras

A mochila deve ser confeccionada em tecido  leve e resistente � penetra��o de �gua .  Tamb�m deve ter boa resist�ncia mec�nica de forma que n�o se rasgue com o peso da carga (em equipamentos de qualidade inferior isto acontece com freq��ncia). A t�tulo de refer�ncia pode ser citada a "Cordura" uma fibra sint�tica da Dupont, usada por muitos fabricantes europeus.
As costuras internas devem possuir um bom acabamento de forma que n�o fiquem se desmanchando ou desfiando com o tempo. Verifique o seu aspecto no ato da compra.
Como os tecidos utilizados n�o s�o imperme�veis � necess�rio utilizar-se uma prote��o extra contra as intemp�ries.

2.11 A Prote��o contra Chuva

mochila_comcapa.jpg (13514 bytes)A mochila deve ter uma capa de prote��o contra chuva, adequada ao seu tamanho.

Existe um el�stico na borda da capa para permitir sua fixa��o�  mochila assim como tiras, que passam pelas costas da mochila (parte direita da Figura 12).

Alguns fabricantes n�o incluem as tiras. Isto pode causar problemas pois com o balan�o do andar e o vento a capa tende a sair da posi�ao ou soltar-se completamente. Evite estas marcas e n�o caia na conversa de vendedores que digam que as tiras s�o desnecess�rias.

Se voc� for obrigado pelas circunst�ncias a adquirir uma capa sem estas caracter�sticas, use-a amarrada � mochila com um fio de nailon.

 

2.12 A Mochila Ideal

A mochila ideal tem as seguintes caracter�sticas:

A mochila sugerida, depois de arrumada, tem aproximadamente este aspecto:

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Agora o restante � com voc�. Boa sorte!

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