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Atitude de Grafite percorre o mundo
A atitude racista do zagueiro argentino Desábato contra o atacante Grafite ganhou repercussão internacional e vem sendo bastante debatida mundialmente. "Me senti ofendido e busquei meus direitos. Não esperava tanta repercussão", disse o atacante Tricolor. Os mais tradicionais veículos de comunicação do mundo noticiaram com repúdio tal acontecimento. Além disso, inúmeros brasileiros de todas as partes do país e torcedores das mais diversas agremiações manifestaram apoio ao jogador. O governo federal emitiu uma nota oficial a respeito do incidente, assinada pelo ministro do Esporte, Agnelo Queiroz e pela Secretária Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, Matilde Ribeiro. Ambos afirmam que o governo federal "acionará as esferas da administração esportiva nacional e internacional para que adotem medidas concretas para banir definitivamente do espetáculo esportivo a discriminação racial, o preconceito e a xenofobia". O Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, também se pronunciou a respeito. "O que estimula atitudes desrespeitosas é a sensação de impunidade. A segurança paulista agiu de forma inédita ao coibir esta ação", informou Alckmin. O secretário estadual da Juventude, Esporte e Lazer, Lars Grael, opinou. "O racismo é deplorável e criminoso. Precisamos impedir que cena como essa se repita. A atitude racista não combina com os princípios do esporte, que envolve o respeito, a paz e a confraternização dos povos". Os gestos de apoio vinham de todas as partes. A Frente Parlamentar em Defesa da Igualdade Racial, em nota oficial assinada por seu Presidente, o Deputado Federal Luiz Alberto, celebrou a coragem do jogador do São Paulo. Independente da cor de pele, atletas de equipes rivais também demonstraram solidariedade com o atacante Tricolor. Para o lateral Léo, do Santos, a punição foi justa. "Foi uma medida exemplar. Achei justíssima a decisão de prendê-lo, porque nenhum jogador tem o direito de denegrir o outro", disse. O atacante Robinho, também do Santos, concorda. "Cada um responde pelos seus atos. Se ele ofendeu o Grafite, merece pagar pelo erro", comentou. Grafite agradeceu ao apoio de todas as pessoas, disse que sabe que não será compreendido por alguns, mas que ao menos está com sua consciência tranqüila. "Uns acham que errei, outros que acertei. O que importa é que fiz o que achava certo e estou tranqüilo quanto a isso", completou.
Time quer manter bom desempenho em estréias
Tricampeão nacional além de cinco vezes vice, o São Paulo costuma mostrar desde o começo do Campeonato Brasileiro, que realmente pode ser apontado como um dos favoritos ao título. Isso porque, a equipe do Morumbi conta com um excelente retrospecto em suas estréias na competição. Nas outras 33 oportunidades, o time venceu 17 vezes, empatou 12 e perdeu apenas quatro, aproveitamento de 64% dos pontos. O desafio agora é manter esse bom handicap. "Estamos bastante motivados com o título Paulista e com a classificação antecipada na Libertadores. Isto faz com que tenhamos ainda mais confiança para começar o Brasileirão com o pé direito", diz o zagueiro Fabão. Essa será a primeira vez que o São Paulo encara o Fluminense em seu primeiro jogo na competição. Sempre que estreou contra times cariocas, o Tricolor saiu vencedor - duas vitórias contra o Flamengo e uma contra o Vasco da Gama. "Iniciar um campeonato vencendo é sempre importante. Apesar de jogar fora e contra uma grande equipe, vamos entrar pensando em sair com os três pontos", adianta o lateral-esquerdo Júnior, um dos mais experientes do grupo. Mesmo quando são levadas em conta somente as estréias longe de casa o time também costuma se dar bem. Nas 20 vezes em que começou o Brasileiro longe do Morumbi (como ocorreu nos títulos de 77, 86 e 91), o São Paulo venceu sete, empatou 11 e perdeu apenas duas. "Esses números só provam que o São Paulo entra sempre determinado, focado, confiante e que busca o título desde o primeiro jogo. Agora não será diferente", garante Milton Cruz.
Tricolor foca o Brasileiro
Desde que o árbitro Carlos Amarilla apitou o final do jogo contra o Universidad do Chile, determinando o empate por 1 a 1 e a conseqüente classificação antecipada para a próxima fase, os jogadores do São Paulo deixaram de pensar na Libertadores e passaram a focar o Fluminense, adversário da estréia no Brasileirão. Como o time só volta a jogar na competição Sul-Americana no próximo dia 11 de maio, contra o The Strongest, no Morumbi, o Tricolor tem um bom tempo para se dedicar somente ao nacional. "Conseguimos um bom resultado, estamos classificados e agora é pensar somente no Brasileiro. Nossa estréia é bastante complicada e precisamos estar atentos", declara o volante Mineiro. Milton Cruz, que comandou o São Paulo pela primeira vez nesta temporada, também já planeja a equipe para o clássico entre os campeões estaduais de São Paulo e do Rio de Janeiro. "Os dois times estão em ótima fase, vem de conquistas e o jogo deve ser muito disputado. Quero que a equipe tenha a mesma vontade da última partida e que o objetivo dessa vez seja alcançado", garante, o treinador que espera uma vitória para iniciar bem o Brasileirão. O cansaço de seus atletas preocupa o técnico interino, que comandará na manhã deste sábado o último treino antes de enfrentar o rival carioca. "Estamos em desvantagem pois temos o cansaço de um jogo a mais e da viagem ao Chile, mas apesar do pouco tempo para trabalhar estou confiante", revela. Grafite, que ficou em São Paulo por cumprir suspensão está novamente a disposição. Fábio Santos, com a Seleção Brasileira Sub-20, no Chile, deve continuar desfalcando a equipe.
Luizão bate recorde e aguarda nova chance
Autor do gol são-paulino que abriu o placar no empate por 1 a 1 contra o Universidad de Chile, na noite de ontem, no estádio Nacional, em Santiago, Luizão agora soma 25 gols em Libertadores, sendo, ao lado de Palhinha, ex-Cruzeiro, o brasileiro que mais marcou nesta competição. O atacante admite que um dos motivos que o fez assinar com o São Paulo foi a disputa da Libertadores e conseqüentemente a quebra deste novo recorde. O pentacampeão comemora. "Sempre disse que tinha isto como um objetivo pessoal e estou muito feliz por ter batido esta marca. Agora tenho que fazer mais gols para distanciar de outros atacantes que tentarão me superar", afirma. Luizão ainda espera que a Conmebol devolva um gol seu assinalado para o lateral Kleber na época que defendia o Corinthians, em 2000. Naquela ocasião, o atacante escorou cruzamento do lateral e marcou contra o Olímpia, mas o juiz deu o gol para seu companheiro de clube. "Já mandamos a fita para a Confederação Sul-Americana e espero que eles revejam isso. Para mim é importante", diz o camisa 11 são-paulino, autor de 2 gols na edição atual. No próximo domingo, contra o Fluminense, no Maracanã, o São Paulo estréia no Campeonato Brasileiro e o atacante Grafite, que cumpriu suspensão, volta à equipe. Nem o fato de poder voltar para a reserva desola Luizão. Após recuperar-se de estiramento, o jogador está com fome de bola e aguarda nova chance no time, buscando uma seqüência de partidas. "Entendo a opinião de qualquer treinador, mas assim como o Tardelli e o Grafite, quero jogar. Minhas características são diferentes e acredito que isso possa me ajudar. Com uma seqüência de jogos, as atuações melhorarão naturalmente", garante o matador.
São Paulo será base da Seleção em amistoso
Rogério, Cicinho, Mineiro, Josué e Grafite foram convocados pelo técnico Carlos Alberto Parreira para o amistoso que a Seleção Brasileira fará no próximo dia 27, no Pacaembu, contra a Guatemala. O técnico da seleção chamou 22 jogadores. O São Paulo, com cinco convocados, foi quem mais cedeu atletas para este amistoso e será a base do time de Parreira. Grafite, Cicinho e Josué comemoram a primeira convocação da carreira. "Chegar à Seleção é um sonho que estou realizando, agora tenho que trabalhar para continuar sendo lembrado", disse Grafite. "Vinha tendo boas atuações desde o ano passado e estava ansioso por uma chance dessa. Espero retribuir a oportunidade que o treinador está me dando", comemorou Cicinho. "Isso mostra que o clube vem fazendo um bom trabalho, pois cedeu cinco jogadores para a seleção. Estou muito feliz aqui e espero continuar crescendo com a equipe. É por ela que fomos convocados", afirmou.
Emerson Leão não é mais técnico do São Paulo
O técnico Emerson Leão não dirige mais o São Paulo Futebol Clube. Em decisão comunicada na noite desta segunda-feira, o treinador revelou que está de malas prontas para o Japão onde dirigirá o Vissel Kobe. "Não deixo o clube em razão dos resultados ou coisa parecida. Saio porque recebi um pedido de ajuda e não posso negar", disse, referindo-se a um ex-atleta que agora responde como dirigente da equipe japonesa. O diretor de futebol são-paulino, Juvenal Juvêncio, confirmou a saída de Leão. "Um técnico ou um jogador só fica no time com alegria, quando tem vontade de permanecer, não quando é obrigado", ressaltou o dirigente. "Continuaremos nosso planejamento que envolve a Libertadores e o Campeonato Brasileiro.
Milton Cruz assume o time interinamente
Revelado nas categorias de base do Tricolor, Milton Cruz foi campeão brasileiro em 1977 com o time comandado por Rubens Minelli. Mas o atacante fez praticamente toda sua carreira de jogador fora do país. Passou por EUA, México, Uruguai e Japão. No Brasil jogou também pelo Internacional (RS) e Botafogo (RJ). Colecionou vários títulos como atleta, mas Milton Cruz ganhou notoriedade mesmo por seu olhar clínico para talentos no futebol. É o responsável por trazer novos valores das categorias de base do Tricolor e também é a principal voz para novas contratações no profissional. Achou no Rennes, da França, Luis Fabiano, em 2000, quando ninguém o conhecia. Subiu para os profissionais em hora oportuna, Kaká, Júlio Baptista, Fábio Simplício, Gabriel e Kleber entre outros. Mais recente, trouxe, praticamente sem custo, Cicinho, Rodrigo, Danilo, Grafite e Josué. "Procuro observar jogos menos importantes, conversar com dirigentes, repórteres e jogadores de futebol, que indicam amigos para que eu observe. Estou sempre atento, buscando novas soluções para o clube", explica. Ao lado de Rojas, comandou o São Paulo no Brasileiro de 2003, chegando em terceiro lugar, o que garantiu a volta do time para a Libertadores após 10 anos. Milton sabe que comandará o time interinamente até que o novo treinador seja contratado (possivelmente em duas partidas), e não vê problemas em voltar a sua função. "Vou comandar o time até quando a diretoria achar que devo", afirma o treinador, que orgulha-se de suas atribuições. "Elas variam desde buscar novos talentos na base e fora do clube, como também auxiliar no campo em treinos e jogos e individualmente cada jogador". Contra o Universidad de Chile, em Santiago, Milton manterá o esquema das últimas partidas, com apenas Luizão no lugar de Grafite, que está suspenso. Considera a partida difícil e pede atenção. "Eles têm um time que toca bem a bola e com jogadores experientes, vamos com cuidado, mas não pode faltar personalidade. O São Paulo entra para vencer seus jogos sempre", avisa. Desde 1997 no São Paulo, Milton Cruz auxiliou no clube Parreira, Murici, Mário Sérgio, Paulo César Carpegiani, Levir Culpi, Vadão, Oswaldo de Oliveira, Nelsinho Baptista, Rojas, Cuca e Leão. Ele garante que aprendeu com todos.
"Cada treinador tem suas características. Mas todos somaram na minha carreira, pois busquei absorver o que cada um tinha de melhor no meu modo de ver", disse.
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