ADEMIR DA GUIA, O DIVINO


Ele não jogava,desfilava com a bola nos pés.Nas passadas largas,na cabeça sempre erguida, na visão de jogo......Era tanta classe reunida em um só jogador que ficava difícil acreditar que ela preticava o mesmo esporte dos outros ao seu redor.
Quer dizer então que Ademir da Guia foi perfeito?Não,ele não foi perfeito.Mas por um só motivo:a timidez excessiva prejudivava-o na hora de reivindicar
seus direitos.Que direitos?Ora, o direito de ter seu futebol conhecido nacionalmente;de ter uma boa oportunidade na seleção brasileira;de ser aclamado como o melhor jogador do Brasil entre o final dos anos 60 e o começo dos 70(Pelé como se sabe,não conta).
Talvez, nem fosse timidez.Talvez Ademir acreditasse tanto em seu futebol que, mais cedo ou mais tarde. o Brasil acabaria caindo aos seus pés.Não caiu.
Na Seleção, foram apenas 12 partidas ,sendo apenas uma delas válida por uma Copa do Mundo,a de 1974.Foi na decisão do terceiro lugar, contra a Polônia.
Mas, paciência.Para a torcida palmeirense,Ademir será, para sempre e com razão,O DIVINO.
Campeão 20 vezes no mesmo período em que jogou Pelé?Só Ademir mesmo.
O apelido dá a devida dimensão de como a torcida palmeirense venerou Ademir da Guia ao londo dos 16 anos que foi titular da equipe. Contrado pelo bangu em 61, um dos maiores zagueiros do futebol brasileiro faturou seu primeiro paulista em 63. Ele colocou a faixa de campeão estadual no peito também em 66, 72 e 74. Foi campeão nacional em 65, 67, 69, 72 e 73. Sua primeira partida foi contra o Corinthians, na vitória de 2 a 0, quando formou o meio de campo com zequinha. Mas a parceria mais famosa que firmou foi com Dudu,. No fim de carreira, ganhou uma estátua no clube numa justa homenagem do Palmeiras a um atleta exemplar, legítimo herdeiro do pai, Domingos da Guia, O Divino Mestre.





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