O
Estranho
Olhos que tragam o intragável
de nossa alma.
Volte-se para o inferno, olhos
inescrupulosos.
Insensível olhar que
suga minhas energias.
Invólucro seboso que
tenta morder nossa alma.
Psicodélicas visões
imaginativas de seu ser.
Olhos vítreos sem sentimentos.
(Talvez sinta. Ou não!)
Sinto nojo dessa perseguição
ocular necrosa.
Casa vazia cheia de penumbrosas
diabretes.
Manchas vinho e verde.
Meu Deus! O que é isso?
Olhos de lodo nojento que buscam
a vida luzeira: de Nós.
Medo tenho do que se oculta
no seu silêncio.
Não me olhes mais, olhos
promíscuos.
Deixem-me em paz!
Pena é o que sinto dessa
alma maldita.
Ou bendita buscadora.
Sem expressão nem cor,
cheiro ou fedor.
Chega! Não quero mais
falar dessa criatura horrenda!!!
Arrancarei as órbitas
desses olhos leprosos e estranhos.
Em rabo de olho disfarças?
Já descobri-te corpo
vazio.
Esqueça-me! E vá
para as profundezas de onde veio...
Não terá minha
alma para ti criatura excêntrica.
Azriel/Julio Sinechris/Morgana
VoLtAr