Carne
carneiro
Supérfluo
é o entendimento da vida.
Meus
dedos procuram o uivo dos cadáveres.
Por
dores que corroem o ínfimo,
Por
angústia, prazer de perder a calma.
Enquanto
bestas se entretêm com o mortal.
A
carne morta que eu como cheira sangue vivo.
Mãos
desgraçadas que percorrem minha garganta.
Um
grito e o fim.
Dor,
por que não a torna sua doce e constante amiga?
Se
as flores fossem azuis
Seria
uma camada fina e branca de desespero
Na
pele de meu brado.
Olhos
que perseguem e furam como lança.
Salve
o amargo resto de vida que há em mim.
Minhas
mãos cheiram cigarros...
Meu
pesadelo cafeíco arranca-me a garganta.
A
luz persegue, queima e cega.
As
trevas da noite me acolhem.
O
meu grito se ouvirá além do inferno
Além
do nada...sorte e tosquia.
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