Balanço
Balanço
velhos troncos de árvores banidas:
Espirro grosso
da sombra sem vento.
Destilo tua face
mórbida de convento.
Curo o fel de
tuas chagas, pecados e feridas.
Durma ouvindo
o vento cinzento.
Sinta a patada
morta em regalia.
Regala os olhos
porta adentro.
Saboreie doce
sangue de hemorragia.
Esqueça
o livro morto encolhido
Deixa meus olhos
com água de banquete.
Gira as mãos
por papel e vinho remexido.
E levanta pobre
poeira do lembrete.
Toque o céu
profundo com os banjos.
Sinta o gosto
da abóboda algodoeira.
Tudo deve ser
escrito em papel de cor trigueira
Em memória
dos demônios e arcanjos.
Azriel Herom
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