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O INFERNO, O DESTINO DAS PROSTITUTAS E PROSTITUTOS
A Escritura compara a alma do maldosos com o mar agitado "que não pode calmar-se" (Isa. 57:20). No tempo presente, Deus restringe a sua maldade pela Sua grande potência, como fá-lo com as ondas tumultuosas do mar à quem diz: "virás até aqui, não irás além." Mas, se tirasse esta potência restringida, a maldade dos impios arrastraria todo diante deles bem rapidamente. O pecado é a ruína e a miséria da alma.
Ele leva a destruição na sua natureza, e se Deus deixasse-o desencadeado, nada tornaria a alma tão perfeitamente miserável. A corrupção do coração do homem não conhece nem moderação nem limite na sua fúria. Enquanto o incrente viver sobre a terra, esta corrupção está como um fogo repelido pelas restritas de Deus. Se não, poria à fogo e sangue o curso mesmo da natureza. Dado que o coração é hoje o
recipiente do pecado, uma vez livre de qualquer restrita, transformaria imediatamente a alma num forno inflamado, uma fornalha de fogo e enxofre. Os homens não têm seguranças. Estão em perigo, mesmo quando não o indica. A sua saúde não oferece segurança ao homem. Ele está num terrível perigo, mesmo se não vê como poderia de repente deixar este mundo, ou se não percebe perigo visível nas suas circunstâncias. A experiência contínua e múltipla dos séculos mostra que o homem não tem nenhuma fiança de seguro, de não estar à porta mesma da eternidade, e ser bruscamente propulsado ao outro mundo. As maneiras imprevisíveis e inesperadas pelas quais os homens deixam este mundo são inúmeras e inconcebíveis. Os não-conversos andam acima mesmo da boca do inferno. Uma placa apodrecida cobre este abismo, tão fraca em tantos lugares que às penas sostem o seu peso. O homem não vê estas fraquezas. As flechas da morte voam invisíveis pelo dia, e mesmo o olho mais agudo não o detecta. Deus possui quantidade de maneiras diferentes e insondáveis para tirar os maldosos deste mundo e envia-los ao inferno. Não tem necessidade de um milagre ou de sair do caminho comum da providência para destruir qualquer homem impio em qualquer momento. Todos os meios para tirar pecadores deste mundo estão sujeitos absolutamente à sua potência e a sua decisão, que não depende mais que da Vontade Divina envia-los ao inferno. A prudência e o cuidado do homem não o protegem. O que faz ele mesmo para preservar a sua própria vida, ou o que outros fazem por ele, não lhe trazem um momento de segurança. A providência divina e a experiência universal levam também testemunho da verdade desta declaração. A evidência é clara. A sabedoria do homem não lhe obtem nenhuma segurança em olhar à morte. Se não, os sábios e os grandes deste mundo seriam menos susceptíveis à uma morte
precoce e inesperada que os outros homens. O que é no entanto nos factos? "Oh surpressa!" o sábio morre tanto inesperadamente como o insensato!" (Ecl 2:16) Qualquer esforço para escapar ao inferno é vão. Os homens tomam muitas penalidades e gastam de muitos artifícios para escapar ao inferno, rejeitando ao mesmo tempo a Jesus-Cristo e residindo na sua maldade. Todos esses esforços não os protegem um momento da destruição. Quase qualquer homem natural, en ouvindo falar do inferno, adula-se pensando que poderá escapar. Encontra a sua própria segurança em ele mesmo, e apoia-se no que realizou, no que faz, e que tem a intenção de emprender. Cada um imagina os argumentos sobre a maneira na que evitará a condenação. Felicita-se bem de ter êxito no que lhe diz ao respeito, e pensa que os seus esforços não lhe falharão. Porém,
diz-se que poucas pessoas são salvas, e que a maior parte da humanidade acabará no inferno, mas cada um imagina-se que preparou melhor a sua salvaguarda que os seus antecessores. Não tenciona terminar neste lugar de tormentos. Determina no seu foro interno de tomar um cuidado eficaz dele mesmo e ordeiar as coisas para assegurar-se o seu sucesso. Mas estes insensatos enganam-se nos seus planos e na sua confiança nas suas próprias forças, e a sua sabedoria apoia-se apenas sobre uma sombra. A maior parte dos que têm vivido até agora, com benefício dos mesmos meios de graça, estão agora induvitavelmente no inferno. Eram menos sábios ou ocuparom-se menos em assegurar a sua própria salvação? Se pudéssemos interrogar-lhes, a cada um em especial,
se esperassem, quando estabam vivos e ouviam falar do inferno, de tornar-se eles mesmos os objectos desta inorme miséria, eles responderiam sem muitas excepções: "Não, tinha previsto as coisas diferentemente no meu espírito. Pensava desenvolver-me bem e que os meus planos tinham valor. Tomava grande cuidado destas coisas, mas este destino ocorreu de maneira inesperada. Não o esperava em este
momento, nem desta maneira. A morte veio como um ladrão na noite. A cólera de Deus tinha demasiada rapidez para mim. Oh, qual estupidez insensata guiaba-me! Felicitava-me e adormecia-me por sonhos vãos de o que eu fazeria no além. E enquanto que dizia: Paz, e segurança, a destruição abateu-se bruscamente sobre mim." Deus não está sob nenhuma obrigação. Ele não deu nenhuma promessa ao homem natural de preservá-lo só um momento do inferno. Ele não certamente fez nenhuma promessa, quer de vida eterna, quer de preservação ou evitação da morte eterna, se não são as da aliança da graça. Todas as promessas estão em Jesus-Cristo, porque é nEle que está o sim. No entanto, os que não são crianças da aliança não têm certamente parte nas promessas da aliança. Eles não crêem nenhuma das suas promessas, e não gostam do Mediador. Alguns imaginarom ou pretenderom toda sorte de de coisas para as promessas feitas em relação aos esforços sinceros do homem na sua busca da salvação (aquele que procura, e aquele que luta, etc.). É contudo claro e manifesto que, até que creia em Jesus-Cristo, todos os esforços do homem natural em matéria de religião, bem como todas as orações, não colocam a Deus sob nenhuma obrigação de preservá-lo
ainda só um segundo da destruição eterna. Assim por conseguinte, pode-se dizer que a mão de Deus tem o homem natural acima do abismo infernal. Mereceu ser precipitado pelas suas terríveis provocações contra Deus. A sua condenação é um facto realizado, e a cólera divina ao seu respeito é menor apenas a da qual golpeia já aos homens já chegados ao lugar dos tormentos eternos. O homem natural (que não crê ainda em Jesus-Cristo) não tem absolutamente nada para aliviar e calmar esta cólera. Deus de modo algum vinculou-se por uma promessa a preserva-lo só um momento. O diabo espera-o, o inferno prepara-se para recebê-lo, e as suas chamas envolvem-o já desejado apreendê-lo e devorá-lo. O fogo infernal que incuba no seu coração luta para exteriorizar-se. Tal homem não tem nenhum interesse nem parte em Jesus em Jesus-Cristo o Mediador. Não tem por conseguinte nenhum meio ao seu alcance que possa procurar-lhe qualquer segurança. Resumidamente, o homem impio, o homem maldoso, o homem sem Cristo não tem nenhum refúgio onde possa preservar-se. A única razão pela qual não é precipitado em qualquer momento na perdição eterna provem da Vontade soberana e a graça misericordiosa e extraordinária de um Deus encolerizado. Um assunto tanto terrível deveria despertar ao não-crente. Estas verdades são aplicáveis à todo aquele que não pertence a Jesus-Cristo. Este mundo de miséria extrema, este lago de fogo e de enxofre, abrem-se baixo de vocês, trata-se do terrível abismo das chamas ardentes da cólera de Deus, da ancha boca do inferno aberta e disposta a tragar-nos. E nenhuma base nem nenhum apoio sostem-os. Só o vazio
separa-os desta destruição, e só a livre Voontade de Deus impede-os ser precipitados. É pouco provável que o você o imagine claramente. Vê certamente que não está ainda no inferno, mas não detecta a verdadeira razão. Pensa que a vossa boa constituição física ou a vossa higiene de vida protegem-nos. Com efeito, estas coisas não são nada. Se Deus retirasse a sua mão, todos os esforços não o impediriam de
cair no abismo que o ar do redor. A vossa impiedade dá-vos o peso do chumbo, e o vosso ser cai para baixo, para o inferno. Se Deus deixasse-vos ir, imediata e rapidamente mergulharia neste abismo sem fundo. Os vossos cuidados e a vossa prudência, todos os artifícios e a vossa própria justiça têm, para guardá-los do inferno, a influência que tem uma tela de aranha para reter a queda de uma montanha. A terra recusaria suportar-vos se a vontade soberana de Deus não vos preservasse, porque é-lhe uma carga. A criação sospira devido a vocês porque sujeitam contra a sua vontade a vossa servidão à corrupção. O sol não vos ilumina de boa vontade com a sua luz, porque servem ao pecado e a Satanás. A terra não produz o seu fruto de boa vontade para satisfazer as vossas paixões. Não vos oferece de boa
vontade o cenário para cometer os vossos actos de maldade. O ar não tem boa vontade para servir-vos de respiração, enquanto que passais a vossa vida a servir os inimigos de Deus. A criação de Deus é boa e deve servir ao homem para servir a Deus. Não se empresta de bom coração a uma outra intenção, mas sospira quando sujeita-se à objectivos tão contrários à sua natureza e a sua intenção de origem. O
mundo cuspiria a vocês da sua face se a mão soberana de Aquele que a sujeita pela esperança não os protegesse. As sombrias nuvens da cólera de Deus pendem sobre as suas cabeças neste momento mesmo, cheias de fúria, e estoirariam sem demora se a mão de Deus cessasse de restringi-lo. O soberano bom querer de Deus impede de momento aos ventos impetuosos abater-se sobre vocês, e a vossa destruição chegaria como um tornado. Assemelhar-se-iam então à palha que o vento levanta após a colheita de verão. A cólera de Deus assemelha-se à uma grande massa de água retida por uma barragem. Não cessa de aumentar e de ascender, até ao dia em que uma brecha permite-lhe escoar-se. Quanto mais para-se o riacho que a alimenta, mais brutal e potente será a onda o dia da sua liberação. Sim, o julgamento merecido pelas vossas obras ainda não tem sido executado. O dilúvio da vingança de Deus tem sido retido até agora. Mas a vossa culpabilidade não cessa de aumentar, e amasais cada dia um tesouro de cólera. As águas sobem e ganham em potência. Só a livre vontade de Deus retem-a. Querem abater-se sobre vocês e pressoam fortemente para escoar-se. Se Deus tirasse a sua mão da válvula, esta abrir-se-ia violenta e imediatamente, e o dilúvio irreprimível da fúria da cólera divina precipitar-se-ia com uma fúria inconcebível. Esta cólera abater-se-ia sobre vocês com uma força todopoderosa. Mesmo com dez mil vezes mais forças que voçê possui actualmente, sim, e dez mil vezes mais que o máis intrépido e rabioso dos demónios do inferno, não poderia fazer face à esta cólera. O arco está tenso e a flecha já existente. A justiça aponta direita para o vosso coração. Só a livre Vontade de Deus, deste Deus em cólera que não prometeu nada e que está livre de qualquer obrigação, impede esta flecha de se embriagar no vosso sangue em qualquer momento. Assim por conseguinte, vocês todos que nunca não conhecrom a mudança de coração que opera o Santo-Espírito pela sua grande
potência; vocês que não se tornaram novas criaturas, nascidas outra vez, reanimados da morte do pecado à uma nova vida; todos, digo, estão entre as mãos de um Deus em cólera. Pouco importa que reformasseis as vossas vidas en muitas coisas, só a livre Vontade de Deus impede-os ao momento ser absorvidos pela destruição eterna. As vossas experiências religiosas, a observação de certa forma de religião ou as vossas poucas orações não os salvarão. Se os meus argumentos não os convencem neste momento, vem pronto o dia no que quedaram persuadidos totalmente. Os que vocês assemelhavam-se, e que precederam-os, vêem esta realidade hoje fora desta vida. A destruição abateu-se abruptamente sobre a maior parte de Eles. Eles não esperavam nada. "paz e segurança", diziam, mas vêem agora a futilidade dos seus apoios para encontrar a sua paz e a sua segurança. O Deus que retem-nos suspendidos acima do abismo infernal tem uma infinita aversão ao vosso respeito, da mesma maneira que tem-se um insecto repugnante acima do fogo. Vocês provocarom terrivelmente a Sua cólera, e esta queima como um fogo ao vosso encontro. Merecem apenas ser precipitados no fogo. Os olhos de Deus são demasiado puros para suportar a vista que oferece-lhe, e parece-lhe dez mil
vezes mais abomináveis que a serpente mais venenosa. Ofendeu-o, infinitamente mais que o faz nunca o rebelde mais obstinado respeito do seu príncipe. No entanto, únicomente a Sua Vontade impede-os em qualquer momento cair no fogo. Ele unicamente guardou-os do inferno a noite passada e permitiu-vos abrir outra vez os olhos neste mundo após te-los fechado no sono. Unicamente Ele preservou-os dos tormentos eternos desde vosso sono. Do mesmo modo, nenhuma outra razão protegeu-os do inferno desde o início da vossa leitura. Na hora mesma que falo-vos, provoca a Deus à cólera pela maneira maldosa e culpável em que vos pensais num assunto tão solene. Não, absolutamente nenhuma outra razão explica o facto de vocês não caiam neste momento mesmo na inorme boca do inferno. Oh pecador inconvertido! Pensa sobre o perigo espantoso
que corres. Há uma grande fornalha de cólera, um grande abismo sem fundo, um fogo ardente de cólera, acima do qual a mão de Deus retem-vos. A Sua cólera cria-se e queima contra vocês muito tanto quanto ela obstina-se contra os condeiados que já povoam o inferno. Só o fio ténue da misericórdia divina retem-nos, enquanto que as chamas infernais raivam em redor de vocês, prontas em qualquer momento para consumi-los. Nada que você realizou, nem nada que pode nunca realizar, não pode afastar as chamas e conduzir a Deus a preservar-vos um segundo mais do que Ele decide. É a cólera do Deus infinito se fosse apenas a ira de um homem, mesmo um potente príncipe, vocês puderem olha-lo como insignificante em comparação. A cólera dos reis deve temer-se, sobretudo se tratar-se-a de monarcas absolutos, a os quais a vida e as possessões dos seus súbditos são sujeitadas inteiramente. "O terror que inspira o Rei é como o rugido de um leão;" "(Prov 20:2)." O homem que irrita muito um príncipe autoritário corre realmente o risco de sofrer os mais extremos tormentos concebidos pelos artifícios humanos, ou que o poder do homem pode infligir. No entanto, o mais grande potentado sobre esta terra, na sua mais maior majestade, e envolvido no seu mais temível terror, é apenas um fraco e despreciável verme, comparado com o grande e Criador e Rei do céu e a terra. Mesmo à o mais extremamente possível da sua raiva, este monarca terrestre deve satisfazer-se com pouco, após ter exercido todo o ardor da sua fúria. Todos os reis da terra são frente a Deus
apenas langostas, nada, e mesmo menos que nada. A ira do Rei de Reis é comparável à magnitude do Seu amor, e devemos tomar cuidado tanto do Seu amor como da Sua ira. A sua cólera é bem mais terrível que a de todos os reis da Terra, na medida em que a sua majestade ultrapassa a deles. "Não temam aqueles que matam o corpo e que não podem fazer nada mais Temam Aquele que, após ter morto, tem
poder para envia-los ao inferno. Aquele eacute; Quem devem temer "(Luc 12:4,5)." O ardor da Sua cólera A Escritura fala frequentemente da fúria de Deus. "Elepagará cada um de acordo com as suas obras, a fúria aos seus adversários, a ira aos seus inimigos"; "Porque eis, o Eterno chega num fogo, e os seus carro como turbilhão; para descargar a sua cólera com furor, e as suas ameaças com chamas de fogo" (Isa 59:18; 66:15). Do mesmo modo, lemos do "lagar do vinho da ardente cólera do Deus Omnipotente- (Apoc
19:15). Tratan-se de palavras de terror extrema. Se apenas for dito: "a cólera de Deus", estas palavras indicariam já um horror infinito, mas é dito: "a ardente cólera do Deus Omnipotente" a fúria do Eterno! Como aquilo deve ser terrível! Quem pode exprimir ou conceber todo o sentido destas expressões! É igualmente "a ardente cólera do Deus Omnipotente", como se a sua força todopoderosa ia manifestar-se no efeito do ardor desta cólera. A Sua omnipoténcia é, por assim dizer, irada. O que será a consequência? O que ocorrerá com os minúsculos vermes que vão suporta-lo? Qual é a mão com força suficiente? Até qual terrível, indicível e inconcebível profundidade de miséria meter-se-á a pobre criatura que deva
suportar os assaltos! Reflexionem em isto, vocês que estão inconverssos. O facto de que Deus executará o ardor da Sua cólera deixa entender que infligirá a punição sem nenhuma piedade. A vossa fim é terrível porque os tormentos que esperam por vos não têm nenhuma comum medida com a vossa força. Mas, quando uma tristeza infinita esmagar e absorver para assim dizer a vossa pobre alma, Deus não terá nenhuma compaixão ao vosso respeito. Não atrasará a execução da Sua cólera, nem reterá o peso da Sua mão. Não vos beneficiará de nenhuma moderação, nem a mais mínima misericórdia. Deus não calmará a fúria da Sua tempestade. EIe não se incomodará da acuidade dos vossos sofrimentos. Velará apenas que não sofra além das exigências da justiça, não vos poupará nada devido à vossa incapacidade para suportá-lo. "Eu também, diz, agirei com fúria; o meu olho estará sem piedade, e não terei misericórdia; quando gritarem em voz alta às minhas orelhas, não os ouvirei." (Eze 8:18). Hoje, Deus está ainda pronto para ter piedade de vocês, porque é ainda um dia de graça. Podem gritar para Ele neste momento mesmo, e ter alguma esperança de obter misericórdia. Mas, a partir do fim do dia de graça, os vossos mais lamentáveis gritos e os vossos mais dolorosos urros serão vãos. Perder-se-ão inteiramente e serão rejeitados longe de Deus, fora da sua acção benéfica. O vosso ser continuará a existir com o único objectivo de sofrer a miséria, porque serão um lodo de cólera reservados para a destruição. O vosso único serviço consistirá en ser un vaso para encher até o bordo com a Sua cólera. Longe de tomar em piedade os vossos gritos cara Ele, Deus rir-se-á da vossa desgraça, burlara-se
quando o terror vos domine inteiramente, de acordo com as palavras da Escritura (Prov 1:25ss). Como as palavras do grande Deus que traz-nos Isaias são terríveis: "Pisei-o na minha cólera, esmaguei-o com a minha fúria; o seu sangue salpicou sobre as miñas vestes, e manchei todas as minhas roupas" (63:3)." É impossível conceber uma pior manifestação de despeito, de ódio e da ardente indignação. Tanto longe de tomar em piedade as vossas súplicas, ou manifestar-lhes o mais mínimo olhar de favor, Deus
satisfar-se-á de pisá-los ãos Seus pés. Embora saiba-os incapazes de suportar o peso da Sua Omnipoténcia, não se incomodará. Esmagá-los-á sem misericórdia. Ele odiá-los-á e tê-los-á num perfeito despeito. Só a lama das ruas que pisa-se ãos pés poderá compararse com os condeiados. A miséria à qual expõe-vos. Deus demonstrou a natureza da Sua cólera. Ele quer manifestar frente a todo o universo a excelência do Seu amor e a terrível intensidade da Sua cólera. Os reis da terra demonstram às vezes o ardor da sua cólera pela extensão das punições que infligem ãos seus adversários. Nabucodonossor, o poderoso e arrogante monarca do império caldeio, manifestou a sua grande cólera contra os Hebreus, dando ordem de aquecer a fornalha sete vezes mais que de costume. Tratava-se lá do ardor mais intenso que a técnica do homem podia então atingir. O grande Deus também decidiu estender a Sua cólera e exaltar a Sua terrível majestade e a Sua Omnipoténcia nos extremos sofrimentos dos seus inimigos. "E que dizer, se Deus, querendo mostrar a Sua cólera e indicar o Seu poder suportar com uma grande paciência os vasos de cólera preparados para perdição?" (Rom 9:22) A Sua intenção determinada consiste em manifestar o terror da Sua cólera desatada e a natureza da Sua ardente fúria. Ele realizará por conseguinte que prometeu. Ele prepará algo horrível de contemplar, e realizar-se-á certamente. O grande Deus em cólera executará a Sua terrível vingança sobre o pecador impenitente. O miserável sofrerá certamente o poder e o peso infinitos da Sua indignação. Então, o universo
inteiro contemplará a terrível majestade e omnipotência que estender-se-ão em tal julgamento. "Os povos serão como cal queimada; como espinhas cortadas serão queimadas com fogo. Que estão distantes, ouvam o que Eu fiz! E quem estão perto, saberá qual é o Meu poder! Os pecadores são assustados em Sion, um tremor apreende aos impios"(Isa. 33:12-14) Assim será por conseguinte de vocês se ficam inconverssos. A força infinita, a majestade e terror do Deus omnipotente exaltar-se-ão em vocês indicívelmente pela intensidade dos tormentos que sofrerão na presença dos santos anjos e do Cordeiro. À vista dos sofrimentos que padecerão vocês, os gloriosos habitantes celestiais prosternar-se-ão e adorarão o grande poder e a infinita majestade do Todopoderoso. "À cada nova lua e a cada sábado, toda carne virá adorar-me, diz o Eterno. E quando sairem, verá-se os cadáveres dos homens que se rebelarom contra Mim; porque o seu verme não morrerá, e o seu fogo não se apagará; e serão para toda carne um motivo de horror " (Isa. 66:23, 24). A ardente cólera do Todopoderoso é eterna. Seria já terrível suporta-lo só um momento, mas deverão sofre-lo durante toda a eternidade. Esta miséria aguda e horrível não terá fim. Levantando os olhos para o futuro, não haverá mais que uma duração ilimitada que absorva os vossos pensamentos e golpeie a vossa alma com um perfeito desespero. Uma perfeita desesperança de nunca conhecer a libertação, nen un afroujamento da condeia dominará-te. Conhecerás certamente a certeza de dever suportar esta vingança impiedosa durante todos os séculos sem fim, dos milhões de milhões de séculos. E mesmo então, saberás que representam apenas uma respiração o que espera ainda. Sim, a vossa punição será realmente infinita. Oh, que pode exprimir o estado da alma em tais circunstâncias! Qualquer palavra dá apenas uma fraca e pálida representação. Tal destino é indicível e inconcebível, porque quem conhece o poder da ira de Deus? Qual em terrível estado vivem os que, cada dia e cada hora, correm o perigo desta grande cólera e desta infinita miséria! É no entanto o estado de qualquer alma que hoje ainda não nasceu outra vez, qualquera que seja a sua moralidade, a sua rectidão e a sua religiosidade. Oh, suplico-vos pensar, sejais jovens ou não! Há razões para pensar que, algúns dos que lêem estas linhas, sofrerão realmente para toda a
eternidade a miséria aqui descrita. Não sei quem são, nem onde vocês encontram-se, nem quais são os vossos pensamentos. Talvez vocês sentem-se cómodos, e as minhas palavras não os preocupam. Não são aplicáveis à vocês, pensam, e asseguram-se de poder escapar de tal destino. Como é terrível dizer-se que um dos meus leitores, só um, sofrerá tal punição! E qual horrível espectáculo seria conhecer esta
pessoa! Todos criariam certamente um grito lamentável e amargo por ele. Infelizmente, não é um, mas sem dúvida vários, que recordar-se-ão as minhas palavras no inferno! E seria surpreendente se alguns não houver pronto, pelo menos antes que o ano termina-se. Não me surpreenderia mesmo se vocês, que ouvem-me neste momento, tranquilos e em boa saúde, partiram cara lá amanhã de manhã. De qualquer modo, os entre vocês que continuarão a viver sem Jesus-Cristo, e residirão o mais tempo possível fora do inferno, lá chegarão contudo antes de pouco tempo! A vossa condenação não durme, mas vem rapidamente e, com toda probabilidade, abater-se-á muito de
repente sobre muitos de vocês. Muitos de vocês devem de surpreenderse de não estarem já no inferno. Muitos dos vossos conhecidos estão indubitavelmente lá, sem te-lo merecido mais que vocês. Pareciam taõ vivos como vocês aparentam, mas hoje urram com uma extrema miséria e um perfeito desespero. Para vocês, que continuam vivos, propõe-se falar de Deus, e tem aqui a ocasião de obter a salvação. Que não dariam estas pobres almas condeiadas por só uma ocasião como à que vocês têm neste momento! Vivem por conseguinte uma ocasião extraordinária, um dia em que Jesus-Cristo abre amplamente a porta da misericórdia, e permanece lá chamamdo os pobres pecadores com uma forte voz. É um dia em que muitos aproximam-se a Ele entram no reino de Deus. Vêm do leste, o oeste, do norte e o Sul, saem da miserável condição onde você mesmo está, e entram num estado de felicidade, o coração cheio de amor
em relação a Quem o amou e lavou os seus pecados pelo seu próprio sangue congratula-se na esperança e a glória de Deus. Qual horror permanecer trás em tal dia, ver os outros convidados ao banquete, e padecer na perdição! Qual desgraça de ver os outros congratular-se, enquanto que só a tristeza habita o vosso coração, e que o vosso espírito urra de frustração! Como podem suportar tal condição um
momento mais? A vossa alma não é preciosa aos vossos olhos? Não fazem parte dos que têm vivido por muito tempo neste mundo, sem contudo ter voltado a nascer outra vez? São estranhos às alianças da Promessa e, desde o dia do vosso nascimento, amasais os tesouros de cólera. Oh, meus amigos, o vosso caso é extremamente perigoso. A vossa culpabilidade e a dureza do vosso coração são muito grandes. Não vêem como este presente e notável benção da misericórdia de Deus deixa indiferentes a muitos dos vossos semelhantes? É-vos necessário pensar profundamente no vosso caso, e despertar-se do vosso sono. Vocês não podem suportar a ardente cólera do Deus infinito. E vocês, jovens homens e jovens mulheres, negligenciarão este momento precioso do qual gozam actualmente, à escuta deste convite de Jesus-Cristo? Para vocês, em especial, é uma ocasião extraordinária. Mas, se negligenciam-o, não demorarám em assemelhar-se aos que passam toda a sua preciosa juventude em pecado, e que estão agora na cegueira e a dureza. E vocês, as crianças ainda inconverssas, não
sabem que vão para o inferno, e que suportarão a pavorosa cólera deste Deus que está hoje incessantemente irado contra vocês? Satisfá-los-ão de ser as crianças do diabo, num dia em que tantos outros nesta região convertam-se e tornam-se as santas e felizes crianças do Rei dos Reis? Que cada um que não pertence a Jesus-Cristo, que pendura acima abismo do inferno, qualquer que seja a sua idade, ouva as
chamadas redentoras da Palavra e a providência de Deus. Este ano de graça do Senhor, este dia de tão grande favor para os uns, será indubitavelmente o tempo de uma vingança terrível em relação com os outros. O coração do homem endurece-se, e a sua culpabilidade aumenta rapidamente se negligencia a sua alma. Estas pessoas nunca correram maior perigo de ver-se abandonados à dureza do seu coração e à cegueira do seu espírito. Deus reune os seus eleitos por toda a Terra e provabelmente a maior parte dos adultos que se salvarão, serão trazidos dentro de pouco tempo, e será como o grande repartimento do
Espírito sobre os judeus nos dias dos apóstolos. Os santos receberão a salvação, e o resto será cegado. Se este fosse o seu caso, maldirá maldirá para sempre o dia em que ouviu-me, e o do seu nascimento também ao ver o dia do repartimento do Espírito. Desejará ter morrido e ter ido ao inferno antes de o ter contemplado. É certamente hoje como no tempo de João-Baptista, onde o machado é posto de maneira extraordinária à raiz das árvores. Qualquer árvore que não leva bons frutos será cortada e lançada ao fogo. Então, que todos os que hoje não pertencem Jesus-Cristo despertem e fujam da cólera próxima. A cólera do Deus Omnipotente pende indubitavelmente neste momento mesmo sobre a maior parte da nossa raça. Saiam de Sodoma! Oh meu amigo, "salve a sua vida; não olhe de trás de você, e não pare em toda a planície; fuja você para a montanha, para que não pereças "(Gen 9:17)." |