A importância de regras na educação dos jovens

A volubilidade da família também concorre para a não aprendizagem de valores e normas sociais. Muitos adultos já contraíram dois e três casamentos, tendo, por vezes, deixado filhos ou tendo filhos de cada um deles. As crianças sentem-se perdidas sem saber muito bem qual é o seu lugar naquele amálgama familiar. Por vezes, vêem o progenitor com quem vivem a trazer os seus amantes para casa, cada dia um ou uma diferente. Ou então vêem-se sozinhas, porque aqueles fazem noitadas, principalmente aos fins-de-semana, chegando tardíssimo a casa ou não chegando.

Fernanda Moreira

Colaborador

Nessas famílias, existem os irmãos, os meios-irmãos, o padrasto que abusa sexualmente do(a) enteado(a), a mãe que é maltratada por outros filhos do anterior casamento do pai, etc. Para maior confusão, ainda se começou a defender a ideia da homosexualidade como sendo algo de normalíssimo. Fazem-se anúncios publicitário alusivos ao facto, ou colocam-se personagens em séries televisivas ou em filmes que, devido à sua maneira de ser cativante, indefesa ou impulsiva, começam a encher de ternura os espectadores. Aos poucos, pretende-se fazer aceitar o inaceitável, o anti-natural. Que tenhamos conhecimento, em nenhuma outra espécie animal se pratica tal acto. Isto não significa que não respeitemos a livre escolha de cada um e o seu modo de viver ou que sejamos intolerantes. Recordemos o modo como os gays, na América, comemoram o dia 28 de Junho - o Dia Mundial dos Gays e das Lésbicas: mostram o corpo e comportam-se obscenamente, pretendendo, deste modo, fazer crer à sociedade em geral que lutam de uma forma sadia pelos seus direitos! Respeitar alguém ou um grupo não é o mesmo que aceitar ou concordar com as suas atitudes e as suas imposições. Como podem as famílias aceitar que comportamentos desses corrompam ainda mais a família e todo o corpo social já tão doentes? Já dizia São Paulo: "ama o pecador, não o seu pecado". Tudo aquilo que vai contra as leis de Deus e, portanto, contra as leis da natureza é uma anomalia, uma perversão. E esta perversão vai-se espalhando, devido a toda uma mudança de mentalidades cada vez menos cientes dos valores fundamentais que devem pautar a vida do homem, enquanto se encontra na terra a caminho da eternidade.

Quando se equiparou os que viviam maritalmente aos casados, abriram-se brechas que vão sendo aproveitadas por outros grupos afins que se sentem com o mesmo direito.

Quando se aprovam leis que visam equiparar os que vivem maritalmente aos que contraíram matrimónio, fomenta-se a ruptura da família, que é a instituição fundamental da sociedade. Se os que vivem maritalmente não querem assumir as mesmas responsabilidades que aqueles que se encontram casados, que direito têm de beneficiar das mesmas regalias? Muitos dizem que o que importa é o que sentem no coração, não o que afirmam num pedaço de papel. Mas se o que lhes vai no coração é assim tão forte, porque têm medo de um papel que apenas certifica, perante a lei, aquilo que lhes vai no coração? Talvez o que lhes vai no coração não seja tão forte! Mas o matrimónio não é apenas um acto de folclore, é um sacramento que une os esposos na presença de Deus. Como as pessoas parecem ter medo de testemunhar o seu amor perante Deus!

Todas estas concessões feitas a certos grupos levaram também outros a reivindicar os mesmos direitos. É o caso dos homosexuais, que, por terem feito manifestações junto dos cartórios e terem reclamado o mesmo direito que os casais que vivem maritalmente, conseguiram ver aprovadas, em muitos países, a união de facto. Mas isto ainda não lhes basta, também reivindicam a adopção de crianças...

Dizia Jesus, Quando se encontrava no meio das crianças: "E qualquer que escandalizar um destes pequeninos (...), melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma mó de moinho, e que fosse lançado ao mar." (Marcos 9, 42).

Mas já que estes pares de homosexuais se acham tão iguais aos casais heterosexuais e acham que o seu amor é legítimo que concebam e criem uma criança, se é que são capazes! Se não são capazes de conceber, então esse amor não é lícito e vai contra as leis da natureza e de Deus.

Parece que o homem esqueceu as leis de Deus, principalmente aqueles que se dizem cristãos, e esqueceu também que foi este um dos principais pecados que fez com que o Senhor destruísse as cidades de Sodoma (=sodomia) e Gomorra (=gomorreia). No entanto, devido provavelmente ao facto de estas evidências se terem passado há muitos séculos, de muitos acharem que são uma anedota, ou porque os que se dizem cristãos não dão importância à Bíblia, onde se encontram registadas as palavras de Deus, ou ainda devido a factores de outra ordem, cada vez mais se defende estas anomalias.

No livro do Génesis (19,13), dizem os enviados do Senhor: "(...) vamos destruir todas estas terras porque o clamor que se eleva contra os seus habitantes é enorme diante do Senhor e o Senhor envia-nos para os aniquilar".

Para muitos homens, Deus está adormecido. Para os que crêem verdadeiramente, Deus está à espera que o homem se converta. Estamos no tempo da graça, depois virá o tempo da justiça divina! E se naquele tempo "o Senhor fez cair sobre Sodoma e Gomorra uma chuva de enxofre e de fogo (...) e destruiu estas cidades, toda a planície e todos os habitantes das cidades e até a vegetação da terra" (Gn 19,24), qual não será o castigo das sociedades actuais que cometem os mesmos pecados torpes?!

Isto tudo leva-nos a pensar que valores estamos dando aos nossos jovens!





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