Parte2
Residência das irmãs Halliwell – San Francisco – Manhã seguinte.

Eram em torno das 7:30 horas, Phoebe bebia o final de sua xícara de café, sentada na cozinha de casa de frente pra Piper, que encontrava-se de pé, pensativa, com um pano de prato nas mãos. Quebrando o silêncio, Phoebe comenta:
-Eu sinto como se ela fosse entrar por aquela porta a qualquer momento.
-Eu também – Piper larga o pano sobre a mesa. Era difícil lidar com a situação.
Respingos de luzes se formam do nada na cozinha, ao lado de Piper, e deles se materializa o seu anjo da guarda e também marido: Leo. Ele estava um gato usando terno e gravata. Num tom cordial, diz:

-Estou pronto – pausa. - Como se sente, querida?
Voltando-se para Leo, ela responde ríspida:
-Como acha que me sinto?
Dito isso, Piper sai da cozinha quase ao mesmo tempo em que um lampejo surgia próximo de Phoebe. Desta vez, era um homem alto e bonito que se materializava: Cole, o namorado-demônio da irmã mais nova. O amor que sentia por Phoebe era tão intenso e verdadeiro, que foi capaz de salvá-la das garras da Triade (poderoso trio malígno) arriscando sua própria vida. Agora, Cole era perseguido por um tipo de “caçadores de recompensa” que queriam o seu pescoço. Sabia que sua ida ao casarão, mesmo que por pouco tempo, era perigosa, mais ainda assim precisava vê-la. Graças a esse amor, se transformara em um homem de bem, aprendendo a impedir que seu lado dem. prevalecesse sobre o lado humano.

Abraçando-o forte, Phoebe confessa:
-É tão bom que tenha vindo.
-Vim vê-la agora porque não poderei ir ao funeral, há caçadores demais atrás de mim, seria... Arriscado.
Phoebe o encara por um instante e pede:

-Preciso de você lá, Cole. Eu ajudo se eles aparecerem, e depois, estaremos no cemitério, não tinha dito que era mais difícil localizarem o seu rastro lá?
-Ok! - concorda Cole dando um beijo nela. Nunca tinha visto Phoebe assim, tão pra baixo, apesar de não demonstrar um só minuto o que sentia.
Sem querer interromper o beijo, mas já interrompendo, Leo passa por eles, dizendo:
-Vou ver como Piper está.
***
No quarto de Prue, Piper olhava tudo a sua volta relembrando da irmã e nem percebeu quando Leo apareceu logo atrás de si:

-Piper. Talvez se desabafasse o que tanto a aflige ajudasse um pouco.
-Por que não a salvou? -esbraveja ela. - Você devia tê-la salvo, era a irmã mais velha, a mais decidida de nós três, a mais forte... Eu quem devia ter morrido, não Prue.
Piper começa a chorar e Leo a abraça, murmurando:
-Sinto muito. Não tive como salvá-la dessa vez. Mas, soube por “Eles” lá em cima, que ela está bem e que, se aconteceu dessa forma foi por um motivo.
Piper olha em seus olhos:
-Um motivo? Do que estão falando?
Leo balança a cabeça, assim como Piper, ele “ainda” não sabia...
***Perto dali-
Toda atrapalhada no escritório onde trabalha, cheia de relatórios por fazer, Paige ouve a voz grossa do chefe a chamando em sua sala, na certa mais serviço que iria lhe empurrar. Levantando da cadeira onde estava, bastou dar um passo para que um jornal vindo do nada caísse como mágica diante de seus pés... Intrigada, Paige se abaixa e repara na página que está, mais precisamente em uma nota, que lê em silêncio:
![]()
-Prue Halliwell, irmã querida. Funeral às 8:00 am, no cemitério da cidade.
Aquela notícia chama sua atenção de tal modo, que mesmo vendo o chefe se aproximar e parar a sua frente, inconformado pela demora, Paige levanta e dispara:
-Preciso sair. É um assunto que não pode esperar.
Sem esperar a autorização dele, Paige sai correndo.
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