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Lisboa
Vou, no dia 30 de janeiro (não vou precisar o ano nem o século, será mais misterioso assim), tomar um vôo para Lisboa. Se calhar, quando você ler isto, este dia será já passado. Ou melhor, já foi. Mas pronto, eu no seu passado agora mas no meu presente, estou a falar do meu futuro que continua a ser o seu passado. Assim é diferente para mim mas igual para si. Dois passados contra um presente e um ex-futuro. Vou, portanto, dizia eu antes de estar cortada grosseiramente por mim mesmo, tomar um vôo para o casamento de minha Guirida. Para os primeiros leitores dum dacoucou’s, você deve saber que gosto de inventar novas palavras que procedem de duas diferentes e que permitem numa só palavra - está a seguir ? - transmitir uma dupla idéia. Exemplo : Guida e querida = Guirida. Onde estou agora. Ah. Pensava portanto neste vôo e pensei : « e se o avião caisse ? Nem sequer vou ter tempo para por on line essas linhas no meu dacoucou’s ainda a desabrochar. E não verei os filhos que não terei. Mas a experiencia nem vale a pena. Vou pedir ao Nuno de dar um passeio com ele no seu carro e tenho a certeza que terei todas as sensações que teria ressentido là em cima. Vou ver a minha curta vida passar diante de meus olhos. Se você está a ler isso, é que tudo correu bem ou que tive tempo antes de ir embora de por on line este texto. O que tornam as palavras escritas pesadas de sentimentos. Vou ter saudades de você. Brrr….é só loucura. Parece que casar-se doi. Vou ter de provar isso.