Igual e diferente


Quadradinhos flutuando sobre os verde campos à beira do prédio iluminado. São sombras que se animam conforme o vento canta nas árvores. Contam vidas que começam, que irão desaparecer e outros que irão nascer. Falam de olhares tristes numa cara sorridente porque as vezes nem é possível tudo esconder. Elas olham as nuvens azafamadas nas suas viagens, nem sequer observando as sombras que chamam. Querem tambem passear, sair dos verde campos úmidos, dos terrenos abandonados. Vi a pena delas de não poder pintar o resto do dia, que só escuta a lua, esquecendo do universo a sua volta, faltando de pouco o seu papel, acabando umas horas cançadas. Hoje era agora. Depois disso é mais tarde, passado dum futuro para vir. Foi uma história que continua, uma idéia de instantâneos estendidos no tempo, relâmpagos silenciosos e que perduram. E crer que amanhã, tudo volta à mesma, e diferente.


 
 


 
 

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