Enviado especial num território em ocupação, para uma reportagem em directo-live, um diário dia-a-dia. Sem fios, nem uma menina. É obvio o perigo latente que está escondido num outro. Mas, que importa, sendo o meu leme escrito em filigrama nas minhas veias, fiz o máximo para o ser. E de vos oferecer os cintilamentos da situação banhada de luz.Então, é assim, durante o tempo perigoso, ficamos positivamente com a ambição de nossa própria esperança. O que isso significa ? Não sei mas foi bonito a escrever e fica bonito a ler. Faz-me pensar nas marés que riam olhando-nos a olhar com cuidado, perguntando-se se vamos tomar uma bolinha de gelado de baunilha ou duas de chocolate (estamos melomaníaco ou não). Nunca se cansam e não faltariam para nada o deitar de nossas pestanasSim, mesmo que nem saibamos se isto vale a pena, façamos o próximo passo em direcção deste mesmo. Visto que nós, somos também um pouco o outro. O que seria o carteiro sem os leitores e os escritores doidos ? O que seria o professor sem os jovens estúpidos sedentos de saber ? Um organismo complexo e inteligente que não presta para nada. Que pintura ! Quem estendeu a tela de nossas limitações relacionais se não a nossa própria cor desesperado. O pretissimo. O tonalidade mais baixo, a tintura destinturada. Atiramos barris de pinturas brancas e subimos. Para ver melhor, mais claras, mais longe. Visto que não importa. O importante é que o horizonte seja sem fim. Digo eu, meus amigos, mesmo no mês de Março, é possível ter uma insolação, basta estar no sítio correcto para o efeito desejado. Uma simples questão de estar lá e no momento certo. Visto que pode chover, nascer o mau tempo, e raiar dias de calor. E neste mundo onde tudo está do nosso lado, é melhor voltar as costas desde que seja necessário esticar os braços se fôr o caso. Sei, sou um chato as merças. Mas quem não diz que as merças não eram as retretes de nossas amargas revoltas, escondidas debaixo da camada dos outros dias. Com uma predilecção para a sexta-feira, sendo ele o dia o mais longe das merças. Mas sem favoritismo a cerca dos outros, (não quero ser injusto ao falar das segundas que são odiadas pela maioria das pessoas). Aqui, posso descartar-me, com lágrima nos olhos. Um livro aberto sobre um universo sem piedade.