Eliminamos o coração, pulmões, glóbulos brancos e vermelhos, plaquetas, pâncreas, glândula tireóide e todos os órgãos produtores de hormônios, rins, bexiga, fígado, parte inferior do esôfago, estômago, intestinos grosso e delgado.
O que ainda temos agora é o esqueleto, a pele, genitais, boca e parte superior do esôfago e o cérebro.
O esqueleto é uma estrutura estável, e nós já temos uma compreensão razoável de seu funcionamento. Nós substituímos partes dele hoje, apesar de nossa tecnologia para fazê-lo ter severas limitações. Nanorrobôs de interligação nos darão a habilidade de aumentar e, em último caso, substituir o esqueleto. Substituir partes do esqueleto hoje requer cirurgia dolorosa, mas substitui-lo por meio de nanorrobôs a partir de dentro pode ser um processo gradual e não-invasivo. O esqueleto humano versão 2.0 será muito forte e capaz de se consertar sozinho.
Autor do texto: Ray Kurzweil dirige o grupo Kurzweil Technologies e e autor de, entre outros, "The Age of Intelligent Machines" (MIT Press).
Este texto foi veiculado originalmente no site http://www.kurzweilai.net/ (February 17th 2003)