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15 de setembro de 1964
O valenciano
e um devotado extraordno à sua terra. Traz, no sanque o calor do entus asmo
pelas coisas de Valença. A sua devoção bairrística é um sentimento viril,
acariciado pelos lições oue nos dá o Passado. Vivemos um bairrismo sadio, que é
orgulho, um bairrismo sincero, que é tradicão.
Quem vive
fora de Valença é que sabe avaliar como é ecoante êsse bairrismo valenciano que
tem feito o grande milagre de unir os homens em prol do progresso local. Todos
os esforços se conjugam e a união faz a força entre valencianos e amigos de
Valença. Aqui não se perde oportunidade quando temos à vista uma iniciativa
que esboce prosperidade, pelo bem de todos.
As ideologias
partidárias e religiosas exaltam, harmonícamente, os mesmos ideais, os mesmos
anseios e os mesmas esperanças. Os espiritos indiferentes aqui não têm lugar.
O bairrismo
dos valencianos é a própria existência de Valença.
Com a
inauguração simbólica do Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia de
Valença, os valencianos deram, mais uma vez, no dia do santa Padroeiro, o
testemunho de sua vocação fraternal. E’ uma obra,sem dúvida alguma, de grandes
proporções técnicas e de alta finalidade assistencial. E’ uma obra que se
alinha a tantas outras que engrandecem a nossa terra.
Há muito,
ainda, o que fazer, entre nós, nos setores da assistência social. Aí estão os
abrigos, para meninos e meninas, desprovidos de rendas suficientes para sua
manutenção. E’ claro que não se deve pôr a perder essas joias patrimoniais —
eloquente manifestação do nosso sentimento de fraternidade.
Cabe-nos,
agora, junto aos govêrnos, a responsabilidade da sobrevivênvia dessas obras de
benemerência que Valença está realizando.