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1- TÍTULO DE "EFETIVO" PELA ACADEMIA VALENCIANA DE
LETRAS
5- HOMENAGENS POS-MORTEM:
DECRETO QUE CRIOU A
BIBLIOTECA MUNICIPAL LEONI IÓRIO
DECRETO DE LUTO OFICIAL POR 3
DIAS
Em 17 de dezembro de 1955, Leoni Iório toma
posse, com o título de efetivo, na Academia Valenciana e Letras, em cerimônia
realizada no salão nobre do Lar José Fonseca. A abertura da sessão foi feita
pelo Presidente da Academia Valenciana de Letras, Dr. Antonio Siqueira, e o
discurso de recepção, pelo acadêmico Arnaldo Nunes. Em seguida, usou da
palavra, o recipiendário, que fez elogio ao seu patrono Lúcio de Mendonça.
Na segunda parte do programa
apresentaram-se diversos artistas:
Adhemar Teixeira ao violino, executando a
valsa “Capricho do Destino” de Zequinha de Abreu.
Glória Maria Carneiro – “Exaltação à
Bandeira”, versos de Antônio Siqueira.
Teixeira Filho ao violino – “Intima
Lágrima”, valsa de C. das Neves.
Oscar Bernardes, ao bandolim, com a valsa
de sua autoria “Guiomar”.
Glória Maria Carneiro – “Atire a primeira
pedra”, versos de de Sebastião Lasneau.
Adhemar Teixeira, ao violino, com o tango
“Inspiração”.
Oscar Bernardes, ao bandolim, com a valsa
de sua autoria, “Margarida”.
Glória Maria Carneiro – “Céu do Meu
Brasil”, versos de Antônio Siqueira.
Teixeira Filho e Adhemar Teixeira, em dueto
de violino, com a valsa “E o destino desfolhou” de Zequinha de Abreu.
“Presidente Antônio Siqueira” – marcha de
de Oscar Bernardes, executada por todo conjunto, constituido dos Srs. Gerson
Marques, Carolino de Oliveira, José Oliveira e Mariano Silva.
Por fim declamaram versos de suas próprias autorias,
os poetas de Barra do Piraí, Srs. Waldemiro Portugal, Sebastião Lasneau,
Alberto Paiva, José Guida Filho e Júlio Ribeiro.
2- HOMENAGEM PELOS 30 ANOS DO LIVRO “VALENÇA DE ONTEM E DE
HOJE”
Em 26 de novembro de 1983, Leoni Iório era
homenageado pela segunda vez, pela Academia Valenciana de Letras, com a entrega
de MEDALHA DE HONRA AO MÉRITO, pelo trigésimo aniversário de seu livro.
Na ocasião, usou da palavra o Sr. Inácio Loyola
Brandão:
Sr. Presidente.
Srs. Acadêmicos.
Sras. e Srs.
Ao ensejo da XXIV FESTA DA INTELIGÊNCIA; nesta oportunidade em que, a
Academia Valenciana de Letras abre suas portas para receber o Ilustre Médico e
Literato – Professor Dagmar Chaves, na Cadeira Patronímica de Fábio Luz – não
se poderia deixar de registrar outro fato de notável importância – o trigèsio
aniversário da edição de “Valença de Ontem e de Hoje” – obra de nosso imortal
confrade José Leoni Iório.
Dedicando-se à pesquisa, colecionando documentos, consultando arquivos
e uma vasta bibliografia, pôde Leoni Iório, após 16 anos de exaustiva e difícil
tarefa, publicar o livro que, modestamente, ele chamou de “Subsídios para a
História de Marquês de Valença”.
Vinte e nove anos depois do lançamento da “História de Valença”, de
Luiz Damasceno Ferreira, em 1953, veio
a lume, o extraordinário trabalho de Leoni Iório, que sem dúvida, é um dos
livros mais procurados para quem deseja conhecer o passado de nossa histórico
de nossa terra.
Interpretando os fatos históricos com admirável profundidade, co
largueza e convicção, não deixa dúvidas ao mais cético dos leitores e colocar
seu autor na galeria dos homens perservantes e inteligentes. “Valença de Ontem
e de Hoje” é um livro indispensável na biblioteca de todos os valencianos.
Empreendimento corajoso e dos mais penosos é escrever História; é
narrar fatos de que não se foi testemunha; é se responsabilizar pela descrição
verdadeira do passado que gerações presentes e futuras deverão conhecer e
acreditar. Mas, os obstáculos, as crítricas e os naturais percalços não
intimidaram a Leoni Iório que civicamente cumpriu o seu mistér.
Acostumado aos embates da vida, filho de gente humilde, com sacrifícios
e abnegação, Leoni Iório estudou e trabalhou, diplomando-se Farmacêutico pela
tradicional Escola de Farmácia de Ouro Preto.
De regreesso a Valença, aliando à sua profissão, os seus pendores
literários, dedica-se ao jornalismo, funda os jornais “O Lynce” e o “Jornal de
Valença” e sua produção poética também é farta e inspirada.
Merecedor de admiração e do respeito de seus conterrãneos, hoje,
vergado ao peso de seus oitenta e quatro anos, Leoni Iório, embora lúcido e
afável, não pode estar aqui conosco para receber as singelas, mas, expressivas
homenagens desta Casa.
Sua ausência é excusável por justas razões, ainda porque faz-se
representar por seu filho, o não menos valoroso Acadêmico, Pedro Antônio
Carneiro Iório.
Ilustre Confrade Pedro Iório.
Este sodalício que representa a mais alta expressão da cultura e da
intelectualidade de nossa terra, quer que V. Excia. leve ao grande historiador
Leoni Iório, o reconhecimento de todo o povo valenciano, que tanto tem se
valido de seu inestimável trabalho.
Diga a ele que os pais, os jovens estudantes, os políticos da
atualidade, pouco saberiam sobre Valença, não fossem as horas de sono por ele
perdidas.
Diga mais ainda, que o exemplo de sua perseverança e o desassombro de
seu esforço, encoraja-nos e nos preocupa para que os trinta anos de nossa
História, que se seguem ao seu livro, não fiquem sem o devido registro.
A Leoni Iório, as nossas homenagens e
o tributo de nossa de gratidão.
Ignácio de Loyola
Brandão
3- Do livro de NABOR FERNANDES:

À página 137, assim se refere
Nabor Fernandes:
José Leoni Iório, filho de
José Iório e Silvéria Leoni Iório, nasceu em Valença, a 31 de agosto de 1899.
Fez o curso primário com a professora D. Noemia Lopes Ielpo e Paulino de
Aquino, e secundário no antigo Ateneu Valenciano, prestando exames no Colégio
Pedro II, no Rio de Janeiro, completando o ginasial na Academia de Comércio, em
Juiz de Fora. Em 1920, matriculou-se na Escola de Farmácia, de Ouro Preto,
Minas, diplomando-se em 1922. Foi, por concurso, Agente de Estatística (IBGE),
em Valença até 1948, sendo transferido para Barra do Piraí, onde foi chefiar a
“Agência Modelo” de Estatística, naquela cidade, em cujas funções se aposentou
em 1963.
Como Farmacêutico responde
pela Farmácia Brasil, em Valença, e, como professor, leciona em Barra do Piraí,
no Colégio Estadual “Nilo Peçanha”.
Em 1922, publicou duas obras teatrais e, em 1953, pela
Gráfica Companhia Dias Cardoso S/A, Juiz de Fora, a sua grande obra, “VALENÇA DE ONTEM E DE HOJE”, sob o patrocínio do Jornal de Valença e da
Associação Comercial de Valença. Trabalho substancioso, que vem prestando de
uma forma geral, ao público e à classe estudantil, a história completa de
Valença, no período 1789/1952. É um livro precioso que encontramos em nossas
Bbliotecas, ao lado de“História de Valença”, do saudoso Historiador Luiz
Damasceno Ferreira, publicado em 1925, ambos com as edições esgotadas.
Jornalista, escritor e poeta, fundou os jornais “O
Lynce” e o “Jornal de Valença”. Não admitia que lhe chamassem de poeta,
afirmando... “fiz
alguns versos, como é dever de todo brasileiro, quando se tem alguma
inspiração”. Mas, foi um grande
poeta, como podemos ver nos trabalhos que publicou.
Membro da Academia Valenciana de Letras, ocupou no
Quadro Efetivo, a cadeira N. 35, patronímica de Lúcio Mendonça”.
Observação: Os
comentários de Nabor Fernandes sobre alguns versos de Leoni Iório, os quais,
foram incluidos por ele, em seu livro, estão na seção “LEONI IÓRIO, O POETA”.
"CIDADÃO
BENEMÉRITO"
DA
CIDADE DE VALENÇA
DISCURSO PROFERIDO POR PEDRO ANTÔNIO CARNEIRO IÓRIO, POR
OCASIÃO DA ENTREGA AO HISTORIADOR LEONI IÓRIO, DO TÍTULO DE “CIDADÃO BENEMÉRITO
DO MUNICÍPIO DE VALENÇA”
em 03 DE DEZEMBRO DE 1983.
“Ao meu filho Pedro que você tenha em
cada página deste livro o exemplo do amor e da dedicação daqueles que souberam
e sabem honrar as tradições de nossa querida terra engrandecendo por obras ou palavras, o nome de Valença. Seu
pai, Leoni Iório”.
Com estas palavras escritas como dedicatória, meu pai me oferecia
um exemplar de seu livro “Valença de Ontem e de Hoje”. Em suas páginas encontrei mais do que aquilo que ele me
propunha. Descobri, em todos os seus capítulos, em cada frase redigida para a
posteridade, mais do que exemplos e amor pela terra natal. Estavam ali
edificados, os portais de uma civilização, as relíquias de um passado e as
efemérides de várias épocas numa prosa versátil, fluente, muitas vêzes tão
poética, confundindo o historiador com o vate, explodindo, em cada parágrafo, o
intenso amor de um valenciano que, como ninguém, soube amar a sua terra natal.
Ao longo dos 16 anos que transcorreram entre o inicio e
a conclusão de sua obra, imagino os dias e as noites de vigília passados entre
documentos, tintas, papéis e uma mente fervilhante de déias, um cérebro
irrigado por fatos, locais e datas circulantes, um coração impulsionado por um
idealismo que só alguns privilegiados podem dele possuir. Creio que só a
tenacidade, própria dos grandes homens, pode levar a termo, empreitadas de tal
envergadura. Os momentos presentes de sua vida que não os gozou pelo compromiso
com sua emprêsa, estão naquelas páginas transformados nos momentos de nossa
história, precisos, reais, indeturpáveis, como o são o tempo e a própria vida.
Excelentíssimos Senhores Vereadores da
Câmara Municipal de Valença e, em especial a Senhora Maria lzabel de Oliveira
Lima, responsável pela indicação e dignificação que ora recebo, em nome de meu
pai, por motivo de uma doença transitória que impede meu pai de, pessoalmente,
aqui comparecer para receber essa honraria a ele concedida,
em
reconhecimento pelo muito que fez por meio de suas obras e atualmente, por suas
palavras aos amigos que o procuram, pelo engrandecimento de Valença, eu, honrosamente, o faço, em meu nome e
no de meu irmão Jorge Luiz representando-o, e creio que também em nome dos
valencianos de muitas gerações, daqueles que conviveram pessoalmente com ele,
enquanto morou em Valença, e mesmo, dos mais jovens que só têm notícias suas,
por meio de pesquisas e estudos que fazem em seu livro que, é a história viva
de todos nós.
Se meu pai estivesse aqui, agora, usando
da palavra, por certo, com muito mais eloqüência e vigor do que a
minha, como historiador nato que é, lembraria a Vossas
Excelências que no ano de 1983, comemoram-se dois aniversarios importantes para
nossa história: o primeiro, os 160 anos da criação do Município de
Valença, por decisão Imperial de 17 de outubro de 1823, instalando-se três anos
após a Câmara Municipal provisória presidida até 1829 por Antonio Pereira
Barreto Pedroso, Ouvidor da Comarca do Rio de Janeiro; o segundo, aniversário
dos 30 anos da edição única e totalmente esgotada de seu livro “Valença de
Ontem e de Hoje”. São dois fatos históricos que hoje se aglutinam nessa
merecida homenagem que Vossas Excelências prestam à sua pessoa.
Em sua residência, junto ao seu filho
Jorge Luiz e à sua esposa Esther, tenho a certeza de que, nesse instante, o
valenciano e historiador José Leoni Iório estará com seus pensamentos voltados para sua terra
natal, em comunhão com todos nós e com os também agraciados nessa festa. Sei
que deverá estar comovido por essa homenagem, agradecido pelo reconhecimento
público e oficial de seu valor como cidadão valenciano pesaroso por não poder
estar aqui pessoalmente.
Meus prezados conterrâneos: nossa terra
cognominada pe!o historiador Moreira Pinto, como “a formosa Princesa do Estado
do Rio”, foi enaltecida, em versos, por poetas como Arnaldo Nunes, retratada em
suas imagens primitivas e sertanejas viajantes ilustres como Saint-Hilaire e
Debret; emoldurada por paisagens exuberantes pelo gênio criador de Glaziou:
dignificada pela cultura de seus homens de letras, artes e ciências:
fertilizada pela miscigenação do sangue indígena com o dos colonizadores;
cultuada, através de gerações, pelos seus benfeitores e beneméritos como José
da Siqueira Silva da Fonseca: ressurgida, várias vêzes, do ostracismo e da
apatia, por seus dirigentes municipais com suas mentes abertas, para o
progresso e para a prosperidade: inundada por entre seus montes e colinas, desde a Serra dos Mascates à
ondulante Serra das Cobras pelas bênçãos de sua Padroeira, Nossa Senhora da
Glória.
E os fatos se passariam, se diluiriam na
azáfama do tempo se não extstissem homens da estirpe de Luiz Darnasceno e Leoni
Iório, verdadeiros guardiões de nossas tradições, reportando com a paciência
dos sábios e o saber dos iluminados, para as gerações presente e futura, a
beleza e a magnitude de nosso passado.
A pessoas como essas, todos nós devemos
nosso respeito e admiração porque um povo sem sua história nunca será um povo
com cultura.
Muito obrigado.
1 - DECRETO QUE CRIOU A "BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL
LEONI IÓRIO"
TRANSCRIÇÃO DO TEXTO REFERENTE AO PROJETO DE LEI, O QUAL DISPÕE SOBRE NOVA DENOMINAÇÃO PARA A BIBLIOTECA MUNICIPAL DE VALENÇA.
A Câmara
Municipal de Valença resolve:
Art. 1o
- A Biblioteca Pública Municipal de Valeença, passa a ser denominada de
Biblioteca Pública Municipal JOSÉ LEONI IÓRIO.
Art. 2o
- O Executivo Municipal providenciará a confecção da placa denominativa, bem
como sua afixação no referido local.
Art. 3o
– Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Art. 4o –
Revogam-se as disposições em contrário.
Sala de
Sessões, 20 de agosto de 1985.
Nely Machado
Gonçalves
Perpetuar o nome do
insígne Historiador JOSÉ LEONI IÓRIO, na Biblioteca Municipal de
Valença, sem resquício de dúvida, é uma justa e mereceida homenagem. Este é um
meio que possuímos para evidenciar e resgistrar o reconhecimento, a gratidão
que lhe é devida e o nosso mais profundo respeito.
O saudoso Historiador JOSÉ
LEONI IÓRIO, provou na plenitude dos seus dias que, fez de sua vida um
verdadeiro sacerdócio.
Antes de entrarmos
diretamente na seqüência do registro de sua vida, para demonstrar o seu
invejável currículo e outros dados colhidos a seu respeito, queremos ressaltar
três pontos fundamentais de sua peculiaridade que despertaram nossa atenção:
- como intelectual, foi uma inesgotável fonte de
sabedoria, semeando cultura;
- como pessoa humana, foi uma inquebrantável
força moral, patenteando a firmeza de seu caráter.
- como religioso, foi um verdadeiro cristão,
cumprindo sempre os desígnios do Onipotente.
Injustos seríamos se não
fosse registrado que – desde a sua infância, já era distinguido como um menino
exemplar, como aluno brilhante que foi, sempre zeloso e apicado. Aí começam
seus belos dias. Durante muitos anos, foi coroinha na Catedral Excelsa
Padroeira N. S. da Glória.
Embora, logicamente, a
homenagem que se pretenda prestar, por si mesma já se justifica, mesmo assim,
com a intenção de justificar o presente Projeto, propusemo-nos a rebuscar dados
e através de uma pequena pesquisa, encontramos na obra “Antologia de Poetas
Valencianos”, de autoria de Nabor Fernandes, o seguinte:
“Nasceu em Valença, a
31 de agosto de 1899, filho de José Iório e Silvéria Leoni Iório.
Fez o curso primário com a professora D.
Noêmia Lopes Ielpo e Paulino de Aquino, e secundário no antigo Ateneu
Valenciano, prestando exames no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro,
completando o ginasial na Academia de Comércio, em Juiz de Fora. Em 1920,
matriculou-se na Escola de Farmácia, de Ouro Preto, Minas, diplomando-se em
1922. Foi, por concurso, Agente de Estatística (IBGE), em Valença até 1948, sendo
transferido para Barra do Piraí, onde foi chefiar a “Agência Modelo” de
Estatística, naquela cidade, em cujas funções se aposentou em 1963.
Em 1922, publicou duas obras teatrais e,
em 1953, pela Gráfica Companhia Dias Cardoso S/A, Juiz de Fora, a sua grande
obra, “VALENÇA DE ONTEM E DE HOJE”, sob o patrocínio do Jornal de Valença e da
Associação Comercial de Valença. Trabalho substancioso, que vem prestando de
uma forma geral, ao público e à classe estudantil, a história completa de
Valença, no período 1789/1952. É um livro precioso que encontramos em nossas
Bibliotecas, ao lado de“História de Valença”, do saudoso Historiador Luiz
Damasceno Ferreira, publicado em 1925, ambos com edições esgotadas.
Jornalista, escritor e poeta, fundou os
jornais “O Lynce” e o “Jornal de Valença”. Não admitia que lhe chamassem de
poeta, afirmando... “fiz alguns versos, como é dever de todo brasileiro, quando se
tem alguma inspiração”. Mas, foi um grande poeta, como podemos ver nos trabalhos que
publicou.
Membro da Academia Valenciana de Letras,
ocupou no Quadro Efetivo, a cadeira N. 35, patronímica de Lúcio Mendonça”.
Por outro lado, encontramos que, no dia 7 de julho de
1927, na inauguração do Ginásio Diocesano São José, após a missa campal,
presentes as autoridades locais e grande número de pessoas naquele
acontecimento marcante de repercussão social, em nome da sociedade, usou da
palavra Leoni Iório, prestando homenagem ao grande benfeitor Dom André
Arcoverde, por sua contribuição patriótica à terra valenciana.
Por portaria de 13 de setembro de 1928, do diretor do
Departamento Nacional de Ensino foi o Sr. José Leoni Iório, nomeado Inspetor
Federal de Ensino, junto ao Ginásio Diocesano São José.
Foi professor de Ciências Naturais, Secretário da
Mitra Diocesana de Valença. Graças à sua cultura e capacidade administrativa,
foi Inspetor Federal do Ateneu Valenciano.
Em Barra do Piraí, durante muitos anos, foi Chefe de
Gabinete de vários executivos municipais. Com sua vasta inteligência, colaborou
com diversos jornais, naquela cidade.
Realmente podemos afirmar que militou em quase todos
os setores de sua época. A diversidade de sua atuação, nos campos: social,
cultural e religioso, no seio comunitário de Valença e Barra do Piraí, foi algo
marcante. Mostra-nos que a vocação do seu ideal identificava-se co a devoção de
“bem servir”.
Durante muitos anos, foi funcionário da Câmara
Municipal de Valença. No desempenho de
suas funções demonstrou com ampla retidão, ser um funcionário hábil,
capaz e cônscio de sua responsabilidade, a tal ponto, que foi considerado como
um dos mais eficientes funcionários que já passaram por aquela Casa.
No Estado do Rio de Janeiro, foi agraciado com o Ttulo
de Cidadão Fluminense e, em Valença, com o Título de Cidadão Benemérito do
município de Valença.
Mas, o destino que nos é imposto pela própria
natureza, e que nos surpreende a cada instante, faz findar sua bela existência.
No dia 21 de fevereiro de 1984, o nosso grande Historiador JOSÉ LEONI IÓRIO foi
chamado para ingressar na Côrte Celestial. Momentos após a sua vinda para
Valença, com a aquiescência da família e por solicitação dos Poderes Executivo
e Legislativo, seu corpo foi velado na Sala das Sessões da Câmara Municipal de Valença, onde rederam-lhe as
últimas homenagens os Poderes Executivos, Legislativo, Academia Valenciana de
Letras e outros segmentos da sociedade valenciana.
Analisando a efetividade de sua participação e a
positividade de suas realizações, concluímos que, do seu entusiasmo,
inteligência, dedicação e bondade, brotaram a pureza de sua alma, a polidez dos
atos e a sublimidade de suas atuação. Incontestavelmente, dos seus méritos e
dotes pessoais, também resultaram os sadios exemplos, sobretudo, deixando-nos
uma grande lição, digna e real.
O desprendimento do orgulho e do egocentrismo,
associado à sua grande virtude de fino trato acolhedor dispensado a todos com
os quais edificou a plataforma reta para consagrar o seu valor e a dignidade
dos quais sempre foi dotado.
Comprovadamente, seus feitos foram de cunho
extraordinário, e a prova inconteste de um deles, é a magnífica obra de sua
autoria “VALENÇA DE ONTEM E DE HOJE”. Nela se concentram as provas reais de sua
sabedoria e dedicação. Seu esplêndido trabalho deixa marcas indeléveis para a
posteridade. Em suas páginas encontramos algo a mais do que os reflexos de sua
sapiência. Descobrimos mais do que exemplos e amor pela terra que o viu nascer.
Ali estão edificados os portais de uma civilização as relíquias de um passado e
as efemérides de várias épocas, numa prosa versátil, fluente, muitas vezes tão
poéticas, confundindo o historiador com o vate; explodindo em cada frase,
parágrafo e capítulo, o intenso amor de um valenciano que, como ninguém, soube
amar sua terra natal. Os momentos de sua vida que não gozou, estão naquelas
páginas, transformando os momentos de nossa história, precisos, reais,
indeturpáveis, como o são o tempo e a própria vida.
Verdadeiramente, o Historiador JOSÉ LEONI IÓRIO, foi
um exemplo a ser seguido, principalmente, por aqueles que idealizam a
construção de um mundo melhor no amanhã para os seus irmãos.
Aquilatando a grandeza de suas obras, sua
espiritualidade e o seu modo de ser, podemos dizer que o homenageado,
indiscutivelmente, com humildade marcou a sua época.
Reconhecidamente, podemos registrar que os relevantes
serviços prestados à sua terra e o amor que por ela nutriu, foram de tal modo,
que procedimento igual, só se manifesta naqueles que de uma predestinação são
dotados.
Por conseguinte, reverenciar a memória e perpetuar o
nome do Historiador JOSÉ LEONI IÓRIO, na Biblioteca Pública Municipal de
Valença, “é um dever”, tendo em vista que ele muito fez por merecer.
Pelo exposto, fica caracterizado que o presente
Projeto se reveste da mais lídima e salutar justiça, por isso contamos com a
Edilidade Valenciana, no que tange a unanimidade para a sua aprovação.
Sala das Sessões, 20 de agosto de 1985.
NELY MACHADO GONÇALVES
Vereador
2- MENÇÃO EM ÓRGÃO DE IMPRENSA
LOCAL
Eu estava na obrigação
de dizer umas palavras de “ADEUS”, no sepultamento do ilustre e querido
valenciano “JOSÉ LEONI IÓRIO”.
Além de outros cargos
que ocupou sempre com competência e virtudes – Leoni Iório foi – o primeiro
Inspetor Federal do GINÁSIO M. V. SÃO JOSÉ, nos idos tempos de sua fundação
pelo inesquecível D. André.
Jornalista, historiador – deixou-nos um livro – VALENÇA DE ONTEM E DE HOJE – 1789-1952. São estas suas palavras: Esta despretensiosa obra é o fruto do
coração para o coração dos meus conterrâneos. Pelo menos um manancial sincero para obra mais completa: a
pedrinha de Valença no edifício do Estado, para engrandecimento do Brasil.
Um dia, foi residir na vizinha Barra do Piraí, onde
ocupou e prestou honrosos serviços nos cargos que exerceu.
Ali, por mais de três anos, em função de sua outra
profissão, a de farmacêutico – visitava-o mensalmente, atendendo a direção da
Farmácia Brasil, da qual era Farmacêutico Responsável.
Perguntava pela sua cidade, pelo seu progresso, pela
sua gente, pelos amigos e conhecidos, além da atenção e amizade com que me
recebia. Membro da Associação dos Amigos de Valença e Academia Valenciana de
Letras que estiveram representadas no enterramento.
Levou consigo uma imorredoura saudade de sua querida
Valença e, nos últimos instantes de sua vida, para aqui, queria voltar. Em seu
esquife, parecia nos transmitir um recado: “Para os que sempre me quiseram bem, para
os que sempre me amaram – não chorem por mim – onde estou – estou feliz – estou
com DEUS – estou em VALENÇA”.
A seus queridos famliares, nossas sinceras
condolências.
2- LUTO OFICIAL DE 03 DIAS DECRETADO PELA PREFEITURA MUNICIPAL
DE VALENÇA
DECRETO N. 010, de 21 de fevereiro de 1984
JOSÉ GOMES GRACIOSA, PREFEITO MUNICIPAL DE VALENÇA, ESTADO DO RIO DE JANEIRO, ELEITO E EMPOSSADO NA FORMA DA LEI, NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES:
CONSIDERANDO os
inestimáveis e relevantes serviços prestados à coletividade valenciana pelo HISTORIADOR
JOSÉ LEONI IÓRIO;
CONSIDERANDO, finmalmente,
que o falecimento do Sr. José Leoni Iório, hoje ocorrido, cobriu de pesar toda
a família valenciana,
D E C
R E T A:
Art 1o – Fica
instituído, no Município, em virtude do falecimento do Sr. JOSÉ LEONI IÓRIO,
“luto oficial” de três dias.
Art 2o – Este Decreto
entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário.
REGISTRE-SE, PUBLIQUE-SE E
CUMPRA-SE.
GABINETE DO PREFEITO, em
21 de fevereiro de 1984.
JOSÉ GOMES GRACIOSA
Prefeito