LEONI IÓRIO 

 

 

 

 

 

Menções, Homenagens, 

 

 

Títulos e Reconhecimentos
 

 

 

 

em Niterói
 

 

 

 

 


I - MEMBRO DA ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS

II- TÍTULO DE "CIDADÃO BENEMÉRITO" DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

 

Academia Fluminense de Letras
 

 

 

 


I - MEMBRO CORRESPONDENTE

 

Em 12 de outubro de 1953, Leoni Iório recebia o título de membro correspondente da Academia Fluminense de Letras. Temos o registro de duas cartas que marcaram a ocasião:

 

 

Niterói, 14 de novembro de 1953

 

  Exmo Sr.

  José Leoni Iório

 

          Tenho a satisfação de levar ao seu conhecimento que, em sessão de 12 de outubro p. passado, fostes distinguido com a láurea de membro correspondente desta Academia.

 

          Subscreveram a respectiva proposta, os acadêmicos Arnaldo Nunes, Lacerda Nogueira, Prado Kelly, Ramon Alonso e Kleber de Sá Carvalho, a qual, depois de debatido e apreciado o mérito da sua obra Valença de Ontem e de Hoje, foi acweita por unanimidade.

 

         Ao novel confrade que, deste modo, vem cerrar fileiras com aqueles que trabalham pela cultura fluminense para a glória das boas letras do Brasil, em nome da Academia e do meu próprio, tenho prazer de apresentar os protestos dos nossos mais sinceros parabéns.

 

 

                                                                                            Nelson de Lacerda Nogueira

                                                                                                     (Secretário Perpétuo)

 

 

¨¨¨¨¨

 

Niterói, 14 de novembro de 1953.

  

 

  Meu caro confrade

  Snr. Leoni Iório

 

                  Acabo de receber, com a alma em alvoroço, com entusiasmo imenso, com uma das maiores emoçoes, a tua obra alentada e magni­fica, tanto ao íntimo me fala ela, pelo motivo,pelo mérito, e pelo autor.

 

                  A vida de hoje é como um pêndulo oscilando entre a me­diocridade e a loucura. Pouquissimos se aguentam pela linha in­termédia, afastados desses extremos alarmantes.

 

                  Por isto, desde ha muito, quando queremos boa literatura,capaz de criar alguma cousa, temos que ir as estantes, onde se enfileiram os autores da ge­raçao passada para traz. Um setor, entretanto, há, felicissimo, não tentado por aquela dupla terrivel (mediocridade e loucura):- o setor da historia,em que a teratologia modernista nao encontrou meios de intrometer-se. Aliás, se o fizesse,havia do ser uma cou­sa deliciosissima...

 

                   E’ possivel que ainda apareça algum Quasimodo, para inventá-la. Até agora, porem, não surgiu esse herói. E daí, a razao de ser possivel deparar-se-nos obras modernas como “Valença de ontem e de hoje”.

 

                   Em 1924, ao oferecer-te um exemplar de sua “História de Valença”, disse o saudoso Luis Damasceno que fosses o continuador dela. A intimação (bendita ordem!) não caiu em terreno estéril. Começou a trabalhar-te o cérebro, a amadurecer idéias, a sugerir-te planos. Em 1936, de corpo e alma, a ela te dedicaste. Em 1952, deste-a por concluida. E neste final de Agosto de 1953, ei-la circulando. Cerca de trinta anos de esforço intelectual,de abnegaçao cívica e (nestes últimos) de lutas incriveis para a letra de for­ma, quando te surgiu, providencial Mecenas, o Snr.Floriano Pelle­grini, a quem as letras da terra, e tambem do proprio paiz, ficarão devendo essa inestimavel cooperaçao. Bravos! Estamos de parabéns.

 

                    Abrindo o teu livro, aproveitaste aquele conceito: ”A Tra­dição vive o passado, alimenta o presente e modela o futuro. Sem ela, não há Historia, e sem historia não há povo forte”. E’ isso mesmo. Com uma historia tão bela, por tão pouco divulgada, conhce­mos os tristes efeitos da quasi completa ignorância do que somos. Nem os grandes histotiógrafos de fora, por falta de elementos, nos dão nas suas obras, o lugar que merecemos. Agora, com a tua, e mais completa no gênero, hão de as cousas mudar-se. E’ um dos maiores serviços que já alguém prestou á sua terra. E êsse te será devido. Não só devido, mas também reconhecido. Sei da sofreguidão com que os nossos conterraneos o aguardam, e confio na justiça que te se­rá feita.

 

                   Apezar de tudo,certo á caturrice da critica nao falta­rão brechas para reparos. Quem deles já se livrara, mesmo em tra­balhos como êsse, de tão largo fôlego? De qualquer modo, hão de reconhecer que surges, não apenas corno um ótimo estreiante, mas como um triunfador de pulso firme e alto merecimento.

                                       Um grande e fraternal abraço do confrade, amigo e admi­rador,

 

                                                              Arnaldo Nunes                          

 

Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro
 

 

 


II - TÍTULO DE "CIDADÃO BENEMÉRITO" DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

 

        Em 04 de abril de 1984, a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, concede o Título de Benemérito do Estado do Rio de Janeiro a Leoni Iório, iniciativa do deputado Luiz Antônio. Temos o texto do Projeto de Resolução:

 

        A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro resolve:

 

        Art. 1o  - Fica concedido o Título de Benemérito do Estado do Rio de Janeiro ao Senhor José Leoni Iório, nos termos da legislação em vigor.

 

        Art. 2o – Esta resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

 

         Sala de Sessões, em 1o de dezembro de 1983.

 

                                                              Deputado Luiz Antônio

 

 

JUSTIFICATIVA

 

                         Medida das mais justas será esta Assembléia homenagear o Senhor José Leoni Iório, um de seus filhos mais ilustres e de maior capacidade de trabalho, nascido no Município de Va­lença.

 

Fez, o nosso agraciado, o curso primário e secundário em Valença, este no antigo “Ateneu Valenciano”, prestando exa­mes no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, completando o gina­sial na Academia de Comércio em Juiz de Fora-MG. Em 1920, ma­triculou-se na Escola de Farmácia de Ouro Preto-MG, diplomando-se em 1922. Foi, por concurso, Agente de Estatística (IBGE) em Valença, até 1948, sendo transferido para Barra do Piraí, onde foi chefiar a Agência Modelo de Estatistica, em cujas funções se aposentou em 1963. Nesta mesma cidade lecionou, por muitos anos no Colégio Estadual Nilo Peçanha.

 

Em 1922 publicou duas peças teatrais e em 1953, sob o patrocínio do Jornal de Valença e da Associaçaa Comercial de Valença, publicou o livro “Valença de Ontem e de Hoje”, trabalho substancioso que vem prestando ao público em geral e aos estudantes, a história completa de Valença no período de 1789 / 1952. É um livro precioso, inteiramente esgotado, comemorando neste ano, seu 30o aniversario de edição.

 

Jornalista, escritor e poeta, fundou os jornais “O Lince” e “Jornal de Valença”. Em sua modéstia, não admite que lhe chamem de poeta, afirmando: “...fiz alguns versos, como é dever de todo brasileiro quando se tem alguma inspiração”.

 

Membro efetivo da Academia Valenciana de Letras, ocupa no quadro de Efetivos, a cadeira n. 35, patronímica de Lúcio da Mendonça.

 

Em novembro último recebeu da Câmara Municipal de Va­lença, o título de “Cidadão Benemérito do Município”.

 

 

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