TERCEIRO
BARÃO DO RIO BONITO
POR LEONI IÓRIO
CAPÍTULO 4
JOSÉ PEREIRA DE FARO
ROLE
A PÁGINA OU CLIQUE SOBRE OS TÍTULOS ABAIXO:
Quem
foi o criador de Barra do Piraí
Fazendas
de “Santana” e “Aliança”
Títulos
de Nobreza da Família Faro
QUEM FOI O CRIADOR DE BARRA DO PIRAÍ
Alta
era a estirpe de José Pereira de Faro. Filho do comendador Joaquim José
Pereira de Faro, português, e de D. Angélica Joaquina Vergueiro, aquele
fidalgo cavaleiro da Casa Imperial, Moço da Imperial Câmara e Guarda
Roupa de
Sua Majestade, esta, filha de Nicolau Pereira de Campos Vergueiro,
membro da Regência
Provisória de 1831 a 1835 - nasceu ele, na província do Rio de Janeiro,
a 6 de
março de 1832 (*)
Aspecto
da sede da fazenda “Floresta”, no distrito de Ipiabas,
onde
nasceu o 3o Barão do Rio Bonito (Anuário de Barra do Piraí –
1935)
Era
neto paterno de Joaquim José Pereira de Faro, 1o Barão do
Rio
Bonito e da Baronesa D. Ana Rita de Faro; e neto materno do Regente do
Império,
Senador Nicolau Pereira de Campos Vergueiro e de D. Maria Angélica de
Vasconcelos, esta, filha do capitão José de Andrada
Vasconcelos e de D. Eufrosina de Cerqueira Câmara; convindo
ainda,
assinalar, por não menos importante, a sua condição de bisneto, pelo
lado
paterno, do Brigadeiro José Pereira e de D. Francisca Tereza de Bugarim
de Sá,
esta, filha de D. Jacó de Bugarim Sá e Sarmento, e neta de D. Gregório
de Sá;
e, pelo lado materno, bisneto do Dr. Luiz Bernardo Vergueiro e de D.
Clara Maria
de Campos.
Estudou
José Pereira de Faro, primeiro na França, e depois, em afamado
estabelecimento
de ensino na cidade de Nova Friburgo, no Estado do Rio de Janeiro.
Vivo,
inteligente como todos os Faro, deixou na sua passagem pelos bancos
escolares, a
indelével lembrança de uma cultura geral aprimorada e reconhecida pelos
seus
contemporâneos.
Não
basta apenas considerar-se o terreno e a semente para avaliar-se a
planta; ela
pode provir de condições muito favoráveis, mas, desmentir a origem.
Cumpre
apreciar-lhe o desenvolvimento, os galhos, a fronde, para conhecer-lhe
os méritos.
De que o grande roble
-
3o Barão do Rio Bonito - não comprometeu os altos foros da
sua
procedência, temos as provas mais completas - o que é dos maiores
serviços
que o cidadão pode prestar ao futuro de sua Pátria.
D.
Francisca Romana, esposa do
Barão do Rio Bonito.
Casou-se
ele, no Rio de Janeiro, a 12 de maio de 1855, com sua prima D.
Francisca Romana
Larrigue de Faro, filha dos Viscondes do Rio Bonito, nascida em 25 de
julho de
1838 e falecida em 3 de dezembro de 1926. O casal foi residir na rua
São
Clemente, no Rio, num grande prédio assobradado, que posteriormente,
passou a
ser propriedade dos Padres Jesuítas, transformado em colégio.
No lar, foi um excelente chefe de família. Por sua velha mãe e sua ama de criação, demonstrava dedicação sem par, pois era simples, bondoso e sincero, como, em geral, os homens finos de sua geração. Pela sua envergadura moral e linhagem, José Pereira de Faro dispunha de notável prestígio, pois, na Corte, sua figura se impunha pela simpatia e confiança, como sucedia aos seus ilustres ascendentes sediados no município de Valença.
Descendência do Barão do Rio Bonito
O casal Larrigue-Faro
teve 5
filhos.
Mariana de Larrigue de Faro:
Descendentes do primeiro filho:
|
|
||
|
Foto do ano de 1910 - Da esquerda para a direita: De pé: os casais Julieta e Henrique, Maria José (Bebê) e Augusto, Regina e Oscar. Sentados: Mariana, Francisca (Dindinha, viúva do Terceiro Barão do Rio Bonito) e Lindolfo. Crianças: Sylvio, Flávio e Marina Observação: Na tabela de descendência abaixo discriminada, os nomes das pessoas que pousaram para a foto, aparecem em branco para melhor identificação. |
||
|
PRIMEIRO FILHO |
NETOS | BISNETOS |
| Mariana de Larrigue de Faro - casou-se com o comerciante
e
fazendeiro Lindolfo de
Carvalho. Pais de: |
Neto 1 - Julieta de Faro Carvalho - casada com Dr. Henrique Carneiro Leão Teixeira, filho do Visconde do Cruzeiro. Pais de: | Flávio de Carvalho Leão Teixeira, casado com Maria Antonieta Vieira Martins, com sucessão. |
| Marina de Carvalho Leão Teixeira, sem sucessão. | ||
| Sylvio de Carvalho Leão Teixeira, casado com Maria Luiza de Oliveira, com sucessão por parte da esposa. | ||
| Neto 2 - Augusto de Faro
Carvalho - casado com sua prima Maria José S. |
Maria de Faro Carvalho, religiosa Salesiana. | |
| César Augusto de Faro Carvalho, sem sucessão. | ||
| Irene de Faro Carvalho, sem sucessão. | ||
| Edgard de Faro Carvalho - casado com sua prima-irmã Olga Cecília São Clemente de d´Azevedo, sem sucessão. | ||
| Sílvia Regina de Faro Carvalho, sem sucessão. | ||
| Neto 3 - Regina
de Faro Carvalho - casada com Oscar Guimarães Sant'Anna. |
Raul Oscar de Carvalho Sant'Anna, casado com Diva Sampaio. | |
| Vítor Oscar de Carvalho Sant'Anna, casado com Marília de Dirceu Soares de Souza, com sucessão. | ||
| Heitor Oscar de Carvalho Sant´Anna, casado com Ana Maria Soares de Souza. | ||
| Hilda de Carvalho Sant´Anna, sem sucessão. | ||
| Cecília de Carvalho Sant´Anna casada com Francisco Figueira Alvim. | ||
| Mário Oscar de Carvalho Sant´Anna, casado com Eleonora Morandi Quadros. | ||
| Roberto Oscar de Carvalho Sant´Anna casado com Bianca Moreira d´Ana. | ||
| Vera de Carvalho Sant´Anna casada com Fausto de Feitas e Castro Neto. | ||
| Cláudio Oscar de Carvalho Sant´Anna, casado Norma Maciel Correia Meyer. | ||
| Hélio Oscar de Carvalho Sant´Anna, casado com Maria Teresa de Almeida e Silva. | ||
| Eduardo Oscar de Carvalho Sant´Anna, casado com Maria Cecilia de Miranda Ribeiro, sem sucessão. | ||
| Regina de Carvalho Sant´Anna, casada com Ronaldo Corrêa Pizarro, com sucessão. | ||
Frederico de Larrigue de Faro:
|
SEGUNDO FILHO |
NETOS |
BISNETOS |
| Frederico de Larrigue de Faro - casado com sua prima-irmã
D. Maria
Rosalina de Larrigue de Faro. Pais de: |
Neto 4 - Frederico de Larrigue de Faro - casado com Maria Eulália Pires de Sá. Pais de: | Frederico de Larrigue de Faro Filho, casado com Catarina Daudt Lyra, com sucessão. |
| Neto 5 - Renato de Larrigue de Faro - casado com Alice Dilon Bittencourt. Paiss de: | Ione Bittencourt de Larrigue de Faro, solteira. | |
| Marina Bittencourt de Larrigue de Faro, casada com Antônio de Araujo Ferreira Jacobina Filho, com sucessão. | ||
| Neto 6 - D. Vera de Larrigue de Faro, sem sucessão. |
Clotilde de Larrigue de Faro:
|
TERCEIRO FILHO |
NETOS | BISNETOS |
| Clotilde de Larrigue de Faro - casada com seu primo Pero Vergueiro Lecocq de Oliveira. Pais de: | Neto 7 - Celestina de Faro Lecocq, sem sucessão. |
Angélica de Larrigue de Faro:
| QUARTO FILHO | NETOS | BISNETOS |
| D. Angélica de Larrigue de Faro, casada com seu primo Roberto Martins Lage. Pais de: | Neto 8 - Maria José de Faro Lage - casada com Pedro Teles da Rocha Faria, pais de: | Maria Angélica da Rocha Faria, casada com Sinval de Sá e Silva, com sucessão. |
| Carlos Alberto Lage de Rocha Faria, sem sucessão. | ||
| Neto 9 - Roberto Lage Filho - casado com sua prima Maria Luiza de Faro Courrége, filha de Alberto Courrége e de Maria Madalena de Faro, pais de: | Dulce
Maria Lage, casada com Luiz Aranha |
|
| Roberto Lage Junior, casado com Maria Lucia Ibirocahy de Lamare, com sucessão. | ||
| Neto 10 - Dulce Lage - solteira. | ||
| Neto 11- Alberto Lage, casado com D. Clarisse Courrège, pais de: | Alberto Courrège Lage, casado com Edith de Magalhães Castro, com sucessão. | |
| Aluisio Courrège Lage, casado com Beatriz Borges Soares, com sucessão. | ||
| Arnaldo Courrège Lage, casado com Eloá Teixeira Colares, com sucessão. | ||
| Neto 12- Álvaro Antonio Lage - casado com D. Carmem Dias da Rocha, pais de: | Carmem Lage, casada com Pompílio Bafero, com sucessão. | |
| Maria Helena Lage, sem sucessão. | ||
| Neto 13- D. Ana Rita de Faro Lage, casada com Agostinho Ornelas de Souza, pais de: | Maria Teresa Lage de Souza, casada com Luiz Teixeira Alves de Lima, com sucessão. | |
| Agostinho Lage Ornelas de Souza, casado com Maria de Lourdes Leal de Barros, com sucessão. | ||
| Heloisa
Lage Ornelas de Souza, sem sucessão. |
Georgina de Larrigue de Faro:
| QUINTO FILHO | NETOS | BISNETOS |
| D. Georgina de Larrigue Faro, casada com Barão de São Clemente. Pais de: | Neto 14 - Maria José de São Clemente, casada com seu primo-irmão Dr. Augusto de Faro Carvalho (Neto 2), pais de: | Ver sucessão descrita na linhagem do primeiro filho. |
| Neto 15- Clotilde de São Clemente, casada com o Dr. Alceu Guimarães d´Azevedo. Pais de: | Alceu Guimarães d´Azevedo Junior, sem sucessão. | |
| Maria da Gloria São Clemente d´Azevedo, casada com o Dr. Miguel Couto Filho, com sucessão. | ||
| Eduardo São Clemente d´Azevedo, casado com Noêmia Ferreira Cândido, com sucessão. | ||
| Luiz São Clemente d´Azevedo, sem sucessão. | ||
| Clotilde Maria São Clemente d´Azevedo, casada com Silvio Piza Pedrosa, com sucessão. | ||
| Olga Cecília São Clemente d´Azevedo, casada com seu primo Edgard de Faro Carvalho, sem sucessão. | ||
| Neto 16 - Antonio de São Clemente, sem sucessão. | ||
| Neto 17 - Jorge de São Clemente, sem sucessão. | ||
| Neto 18 - Mário José de São Clemente, casado com Ana Helena Bruhns. Pais de: | Flávio Brhuns de São Clemente, casado com Mercedes Carmona Correia, com sucessão. | |
| Maria de Lourdes Bruhns de São Clemente, sem sucessão. | ||
| Geraldo Bruhns de São Clemente, casado com Maria Regina Bolívar Moreira, com sucessão. |
Obs. - O autor pesquisou no "Anuário Genealógico", de Salvador de Moya - Vol. III pág. 313, nota 709 e Vol. II pág. 58, nota 165 A, dados sobre a descendência do Barão. Dados esses, enriquecidos por Jorge Iório, até o ano de encerramento do livro pelo autor (1953), em pesquisa no livro A FAMILIA FARO de Carlos G. Rheingantz - 1977 - Rio de Janeiro, cedido por Regina de Sant´Anna Pizarro, bisneta do Barão.
José
Pereira de Faro era primo-irmão do dr. Antônio de Souza Queiroz, sogro
do
grande mestre e historiador Afonso de Taunay, autor de "História do
Café
no Brasil" e outras obras, com cujo primo Lindolfo de Carvalho casou-se
a
primeira filha do futuro 3o Barão do Rio Bonito - D. Mariana
de
Larrigue Faro.
Entre
os muitos descendentes de José Pereira de Faro, destacam-se: o ilustre
fazendeiro Ministro
Antônio de São Clemente (1),
proprietário da fazenda de "Areias", em Boa Sorte, no Estado do Rio
de Janeiro, onde segue as tradições agrárias de seus ilustres
antepassados; D.
Carmem de Faro Lacerda (2)
e Dr. Sarmento Faro, residentes no Rio de Janeiro.
(1) e (2) - Forneceram informações sobre o Barão do Rio Bonito para o autor.
Sentia-se
o biografado atraído pela agricultura; daí, o ter sido considerado um
dos mais
adiantados e caprichosos agricultores da Província do Rio de Janeiro.
Não
fossem o espírito agrário e a ação econômica dos aristocratas, o Brasil
não
teria alcançado o grau de civilização a que chegou.
As
fazendas eram, no Império, os profundos alicerces que mantinham a
existência
de uma Corte pobre, dentro de uma nacionalidade nascente. O imperador
distribuía
sua atenção aos grandes senhores das terras imensas, estimulando-os na
formação
de núcleos humanos capazes de realizar um Brasil forte e coeso e,
concedendo-lhes, na autoridade de suas decisões, as honras e títulos a
que
faziam jus por suas atividades patrióticas.
Aspecto
geral da fazenda Aliança, com seus imensos terreiros
de café, de
lajes
polidas, vendo-se o grande edifício, ao
centro, antiga
enfermaria dos
escravos.
E
os senhores rurais viviam suas pompas nobiliárquicas, no conforto de
seus
solares requintados, cumprindo, apesar do pesares, a nobre missão de
tornar o
Brasil imperial consolidado e poderoso.
José
Pereira de Faro, notável cidadão rural e senhor de muitas terras no
município
de Valença, vivia como aristocrata, mas, simples e humano, dentro de
sua
fazenda de "Santana", essa célula-mater de suas ricas propriedades,
trabalhando pelos seus ideais em prol da economia rural.
O
seu devotamento à terra fez com que seu nome fosse levado até às
esferas
governamentais, de onde, por força de sua dedicação e obras de
benemerência,
lhe veio o título de comendador.
O
comendador José Pereira de Faro já não era apenas o senhor das terras
imensas, mas, agora, o agraciado cidadão, que se tornava digno da
estima
particular de D. Pedro II.
Fidalgo
sem orgulho, o comendador José Pereira de Faro foi um dos reis do café,
e do
alto de seu reinado, onde se formou o solar da família, fez surgir uma
benemérita
descendência, não só para honrar a sua digna ascendência como para
engrandecer a elite do futuro.
Na
sua fazenda de "Santana", prédio de estilo colonial, outrora visitada
pelos mais altos titulares da Corte, que aí se entretinham em
inesquecíveis
reuniões festivas, a acolhida era, como a dos
Faro, em geral, tradicionalmente, cavalheiresca e transbordante
de
espiritualidade.
Naquele solar, de fama quase nacional, entretanto, tudo era simples; e essa simplicidade se refletia no aspecto arquitetônico, que se ajustava ao ambiente, onde os móveis raros, os quadros de autores célebres, as baixelas de prata, os jogos de ricas porcelanas com emblema de armas dos Faro, formavam, com a alegria dos campos de verdes cafezais, o pacífico e salutar meio, propício ao espírito e às virtudes da casa, sob cujo teto se discutiram e resolveram os muitos problemas nacionais, inclusive, os atinentes àquela parte do Paraíba.


Parte da porcelana francesa, do serviço do Barão.
(Fotos
cedidas pela Sra. Regina Pizarro, bisneta do Barão)
José
Pereira de Faro não era tão somente o dono de "Santana", "Aliança",
"Monte Alegre" e "São Pedro", mas, um grande administrador:
sabia dar e aceitar os mais úteis alvitres. As produções de suas
fazendas
eram alvo da mais séria inspeção.

Visão da sede da fazenda Sant'Anna, então a principal propriedade do Barão.
Rio
Bonito via as suas fazendas "em sua exata missão econômica, política e
social", trabalhando por um Brasil maior, por cuja altura, era ele, a
viva
expressão consolidadora da aristocracia rural, na imensa obra de uma
época.
"...
até 1899 - escreve Afonso de E. Taunay - o grande sustentáculo da
economia e
da prosperidade do Império, é o vale do Paraíba do Sul. Tal
preponderância
assume que, para se designar, se dispensa a adenda do topônimo. Basta
dizer,
simplesmente, "o vale", que todo o Brasil sabe o que
significa.
(36)
(36)
- "Pequena História do Café no Brasil", páág. 233 e 234.

Escudo decorativo com o nome da fazenda e as iniciais de seu antigo proprietário, o Barão do Rio Bonito.
Rio
Bonito era um modelo de diligência e um exemplo forte do trabalho.
Essencialmente meticuloso, tinha muito cuidado pelo funcionamento do
engenho e
da serraria, e sobre a mais rigorosa preparação dos terreiros
destinados à
secagem do café. Faro revistava, não como um senhor de chicote à mão,
mas,
como um amigo e cavalheiro dos escravos, auscultando-lhes as
necessidades,
examinando-lhes as condições de saúde e visitando os que se achavam
hospitalizados às suas expensas, assistidos por médico e farmácia, na
sua
confortável fazenda "Aliança".
O
3o Barão do Rio Bonito, católico modelar, fazia suas orações
quotidianas, pela manhã, na capela da fazenda, percorrendo, em seguida,
em
revista diária, todas as seções em torno da sede e, por fim, a cavalo,
as
imensas lavouras de café, para depois inspecionar o gado selecionado e
respectivas pastagens.

Outra visão da Fazenda Sant´Anna, vendo-se o terreiro de secagem e antigas tulhas.
Por
vezes, à tarde, achava que uma nova inspeção devia ser feita,
realizando-a;
quando de volta, recolhia-se ao seu gabinete, para despachar o
expediente do dia
e preparar o do dia imediato.
José Pereira de Faro reprovava o fogo nas matas e nos pastos. Quanta terra inútil havia no Brasil por causa das queimadas! Quanta campanha fez ele, contra esse recurso primitivista!
Com
a súbita Abolição - lei de 13 de maio de 1888 - os fazendeiros se
viram, de
uma hora para outra, na rudeza dos golpes profundos na sua economia,
passando a
enfraquecer, de dia a dia, a fortuna rural, dada a paralisação do braço
escravo, sem medidas que previssem o desastre que se operou.
A
pujança econômica do café era, agora, transformada em ruína, e com ela,
o
progresso do País. Toda a lavoura fluminense sofria o terrível golpe.
Mas, José
Pereira de Faro, o 3o Barão do Rio Bonito, recebera, com
calma e
estoicismo, a lei abolicionista, curvando-se, sem nenhuma queixa, aos
imperativos da sorte, que lhe punham por água abaixo, de um momento
para o
outro, todas as suas organizações. Estava ele com Marco Aurélio, quando
disse: "Nada de desgostos, nem desânimo; se acabas de fracassar,
recomeça."
Rio
Bonito, porém, não perdera tudo. Ao seu lado, permanecera um grupo de
escravos
que não o quiseram abandonar. E assim, mau grado o baixo preço do café,
Faro
resistiu, providenciando a vinda de colonos estrangeiros, que
atenuariam a
tremenda crise.
Há
quase meio século, um grande poeta valenciano, num belo soneto de
impecáveis
alexandrinos, inspirado e comovente, lastimara o prematuro esquecimento
de tão
grande vulto, como o Barão do Rio Bonito, que equiparara ao Barão de
Mauá,
com muita justiça. E o que é mais, o saudoso poeta-engenheiro
vaticinara a
reparação.
VISITA
À FAZENDA DE SANT'ANA
Desce
o morrão solar no poente. Um sino plange,
Melancolicamente,
ao longe - Ave Maria!
E
o céu se apaga, a pouco e pouco... ''e o negro alfanje
Da
trava, decepando a existência do Dia!
Surge,
porém, radiosa, a faiscante falange
Dos
astros, reacendendo a altura em ouro; e a fria
Deusa
da Noite, a Lua eterna e doce, abrange
O
silêncio augural da Terra em letargia...
Imagino,
Fazenda, o tempo desse Faro,
Esse
Mauá na ação, e na bondade raro,
Cujo
olvido me pesa e em tristeza me invade!
Mas
tal da treva a luz, a sua História ingente,
Viva
estância de Fé, a Lua, mansamente,
Hei
de fazer surdir do Reino da Saudade...
Barra, fev. de 1908
Hermano Brunner
De
certo modo, justifica-se esse olvido. A Barra era, então, uma jovem de
menor
idade. Adulta, pôs-se a pensar nos seus valores, e nestes últimos
tempos, vem
procurando, por honra sua, pô-los em evidência, esforço esse culminante
na
atual Administração (1952) que, sem dúvida, prestará com isso, o maior
serviço
aos foros culturais da bela e culta Barra do Piraí. Chegou-lhe o tempo
de
pensar com Lamartine: "É
a cinza dos mortos que faz a Pátria"
José
Pereira de Faro foi um bom. Possuía a serenidade dos fortes. O seu
semblante
sempre sereno, o corpo empertigado e o aspecto varonil refletiam uma
alma
cativante, de alta linhagem.
Era
um devoto do amor ao próximo.
Sabia
querer. Sabia impor-se. Sabia realizar.
Quem
o conhecesse na intimidade, não veria nele senão uma criatura dotada
das
melhores virtudes, acima das banalidades terrenas e das ambições dos
incontentáveis.
Não se dirigia a ele a frase de Sêneca: "O mundo é pouco para os
insaciáveis".
Os
que o viram ao lado da companheira dedicada, exaltavam-lhe a nobreza
dos
sentimentos de perfeito chefe de família, em cujo coração se
entronizava a
imagem da Bondade.
Foi
o 3o Barão do Rio Bonito um exemplo de boas ações, um
apaixonado
da agricultura, em que sempre revelou a força afirmativa da vontade.
Faro
era o agricultor e industrial de larga influência. Sua fama transpunha
os
limites da Província do Rio de Janeiro. Destacava-se pelas maneiras
finas e
pelo descortino dos seus propósitos.
Muito
humano para com os seus escravos, mais de cem - homens em sua maioria -
proporcionava-lhes o ensino primário, as regras da moral cristã e
divertimentos.
Em
geral, seus escravos não eram casados. Quando um casal se unia pelos
laços do
matrimônio, o barão dava-lhe um lote de terras, com moradia.
Gostava
de reuniões. Fazia questão que a vida da fazenda fugisse, quanto
possível, à
monotonia, para torná-la, socialmente, agradável. Seu prazer era
realizar
interessantes festas e dar recepções que ficaram memoráveis.
Herdeiro
de alto espírito patriarcal, José Pereira de Faro foi um padrão de
atitudes
respeitáveis. Moderado, inteligente e patriota, fazia parte da elite
dos
grandes senhores rurais, que trabalhavam para si, mas, sem perder de
mira o
progresso do Brasil.
Rio
Bonito, o titular que idealizara e trabalhara pela autonomia da Barra
do Piraí,
era um homem culto, cujo fulgor se pôs ao serviço desse grande
município, às
margens do Paraíba.
Na
vida pública do município de Valença, José Pereira do Faro revelou
atividade
ímpar: o seu prestígio e o seu valor pessoal fizeram-no recomendado ao
governo
imperial, de quem recebia as mais honrosas atenções.
Exerceu
as funções de Juiz de Paz do distrito de Ipiabas, no município de
Valença,
nos períodos de 1853 a 1860; de 1865 a 1880 e de 1883 a 1890.
(37)
(37) -
"História de Valença" - pág. 276
Durante
a guerra do Paraguai teve destacada atuação, auxiliando, em 1866, o
governo, não
só angariando donativos para a criação do Asilo dos Inválidos da
Pátria,
como reunindo e amparando com dinheiro, no antigo município de Valença,
os
voluntários para o Exército.
(38)
(38)
- "História de Valença" (pág. 264)
O
seu amor ao próximo era um sentimento hereditário e, em muitas
ocasiões, pôde
manifestá-lo em benefícios de causas públicas. Por ocasião das
epidemias de
febre amarela e da varíola, José Pereira de Faro prestou relevantes
auxílios
ao governo municipal de Valença, para atender à população atacada
daquelas
doenças.
Na
sessão da Câmara Municipal de Valença, de 18 de outubro de 1877, o
vereador
Dr. Carlos Augusto de Oliveira Figueiredo propôs se consignasse em ata,
um voto
de reconhecimento e louvor, em nome da Câmara, pelo importante serviço
que
prestaram ao município e à cidade de Valença, por ocasião das referidas
epidemias, o Barão do Rio Bonito, Dr. Aureliano Teixeira Garcia,
Antônio
Moreira dos Santos e Luiz de Souza Guimarães, o que lhe foi comunicado
por ofício.
(39)
Foram
notáveis as iniciativas do Barão José Pereira de Faro. O seu esforço e
interesse tornaram-no irredutível na questão da passagem, por Barra do
Piraí,
da antiga estrada de ferro "D. Pedro II", de cuja pendência com os
Teixeira Leite, de Vassouras, saiu vitorioso;
a sua ação direta na formação da antiga estrada de ferro de
Santa
Izabel do Rio Preto (posteriormente, Rede Mineira de Viação), bem como
o dispêndio,
não pequeno para a época, verificado com a construção, às suas expensas
exclusivas, da igreja de Santana, atual Catedral, de que é titular
Nossa
Senhora de Santana, padroeira de Barra do Piraí - foram reais motivos
para que
seu nome se projetasse nos meios governamentais da Coroa, como um
símbolo de
trabalho e patriotismo.
Tiveram,
também, repercussão, as suas iniciativas que visavam resolver, de
pronto, as
necessidades da população, não lhe faltando o acatamento e a simpatia
dos
governos da Província e do município de Valença.
A
construção do antigo cemitério de Ipiabas, teve a sua ação eficaz. O
abastecimento de água àquela freguesia deve-se ao 3o Barão
do Rio
Bonito que, generosamente, fez doação à municipalidade de Valença, para
a
serventia do povoado de Santana, das nascentes, de sua propriedade, e
de fonte
com três torneiras, existente na rua da Carioca, que ele mesmo mandara
construir.
Conseguiu da municipalidade de Valença, fosse o referido povoado de Santana iluminado a querosene. Para isso, concorreu de seu bolso, com postes e lampiões, destinados à iluminação de vários logradouros, inclusive, da ponte sobre o Paraíba.

Fachada do antigo solar do 3o Barão do Rio Bonito,
situado à rua do mesmo nome, no bairro de Santanna.
Aos
seus colaboradores, jamais faltou com sua palavra de reconhecimento,
pela ajuda
que lhe prestavam as diversas iniciativas. Relativamente à construção
da
atual Catedral de Santana, é significativa a carta de agradecimento,
com que,
José Pereira de Faro se dirige ao seu infatigável cooperador Manoel
Miguel
Correia:
"Ilmo
Snr. Manoel Miguel Corrêia,
Honrado
pelos habitantes desta localidade, com uma distinção a que sou,
particularmente, grato, venho cumprir o dever de agradecer, por esta
carta, a
cada um delles, a generosa comparticipação pela qual se associaram aos
obséquios
com que me favoreceram.
Pelos serviços que, accaso, pude prestar à obra comum da creação do Templo que, ficará sendo o testemunho perpétuo da nossa piedosa fraternidade e do espírito de união e iniciativa, de que são comparticipantes os meus conterrâneos e todos aquelles que me deram uma tão alta prova de sua estima, prezo-me de ter alcançado o prêmio que, mais grato me podia ser pela espontaneidade e pela universalidade do sentimento generoso que presidio à distincção com que fui honrado.
Cumprindo
pois, o dever de manifestar a minha gratidão a V. Sa. E a todos que se
associaram a essa generosa demonstração da minha consideração e da
affectuosa estima com que me subscrevo.
De
V. Sa.
Amigo
Aff e Obr.
(a)
Barão do Rio Bonito
Barra
do Pirahy, 1o de Agosto de 1884."(40)
(40)
- "Fragmentos Históricos do Município de BBarra do Piraí" (pág. 36)
José
Pereira de Faro fez parte da Comissão, organizada pela Corte para
angariar
donativos destinados à estátua do Duque de Caxias, conforme se lê nas
"Efemérides Brasileiras", pelo Barão do Rio Branco:
"18
de junho de 1890 - Organiza-se na Côrte uma comissão, composta do
Visconde de
Pelotas, Barão de Iguatemy, Barão de Iguatemy, Barão de São Francisco
Filho,
José M. de Oliveira Castro, Visconde da Gávea, Visconde de Figueredo,
Barão
de Mesquita, Barão do Rio Bonito e Comendador B. de Ávila e Souza, para
angariar donativos para uma estátua equestre ao Duque de Caxias."
Um
ilustre viajante inglês, Walsh, defendendo a criação de uma nobreza
agrária,
escreveu as seguintes considerações:
"No
estado presente deste país, é o lavrador o promotor dos seus mais úteis
interesses. Aquele que fez nascer do solo uma utilidade que ali jamais
existira,
merece que seu governo lhe confira grandes honras e distinções. Não só
merece, como tem o direito de exigir tal preito pelo que fez, como pelo
que
obra, como exemplo, para os seus compatriotas" (*)
(*)
- Afonso de Taunay - "Velhas Casas Grandess" - Jornal do Comércio de
25/03/1945.
"A nobilitação dos lavradores brasileiros foi uma das mais destras e fecundas realizações do sapiente e honesto segundo Imperador que, deste modo, concretamente, organizava a Nação. Dom Pedro II ampliava a libertadora obra do pai, consolidando o trono e realçando a Corôa com a fulgurância da civilização criada pelos seus titulares fazendeiros, sobretudo, pelos "barões do café" da terra fluminense, multiplicadas pelo vale do Paraíba." (*)
(*)
- "O Homem e a Serra" (pág. 298)
Em reconhecimento ao seu elevado espírito de brasilidade face aos relevantes serviços que prestou à Nação e à causa pública, durante a guerra do Paraguai e no combate às epidemias de febre amarela e varíola, em 1877 e 1889, foi o então comendador José Pereira de Faro agraciado, pelo governo imperial, com o título de 3o Barão do Rio Bonito.
Foto do Brazão de Armas dos Faro e dos Pereira, gentilmente cedida pela
Sra. Regina Pizarro
"Brazão
de Armas" - Escudo esquartelado: no primeiro, as armas dos Faro - de
prata,
uma aspa de vermelho, carregada de cinco escudos das quinas do Reino,
sem a
orladura dos castelos; no segundo, de vermelho, quatro faixas azuis;
no
terceiro, as armas dos Pereira - de vermelho, uma cruz florida, vazia
do campo;
e no quarto, burilado de prata e azul com três asnas de vermelho por
cima.
"Timbre"
- o dos Faro - um meio cavalo branco com ttrês lançadas no pescoço em
sangue,
bridado de ouro com cabeçada e rédeas de vermelho; e por diferença, uma
brica
azul com uma estrela de ouro. (Brazão passado em 20 de maio de 1857 -
Reg. no
Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls. 33)
(*)
(*)
- "Arquivo Nobiliárquico Brasileiro" - do Barão Smith de
Vasconcelos.
Corôa
- a de Barão
Criação
do Título - 3o Barão por decreto imperial de 13 de agosto de
1873.
Era ainda: Veador de S. Majestade a Imperatriz, Fidalgo
Cavaleiro da
Ordem da Rosa, por decreto datado de 29 de julho de 1864, e Comendador
Imperial
da Ordem de Cristo e da N. S. da Conceição da Vila Viçosa, de Portugal.
Na
praça Dr. Nilo Peçanha, entre flores e ramagens verdejantes, a gratidão
do
povo barrense ao seu grande benfeitor está eternizada no seu pequeno
busto em
bronze, que se assenta, singelamente, num pedestal de cantaria de
simplicidade
artística. Pequeno no seu todo, porém, maior na sua alta significação
histórica
- expressão viva e eloqüente de uma grandee amor cívico!
Busto
do Barão do Rio Bonito, localizado à praça
Nilo Peçanha.
Na
sua singeleza e modéstia, aquele momento é, sem dúvida, o símbolo da
gratidão,
iluminado pela lâmpada perene da Saudade que desperta a lembrança de
memorável
passado. É a luz que fixa e aclara no sacrário
do coração do povo barrense a veneração do 10 de março.
Barra
do Piraí sente-a cada vez mais intensa, porque a serenidade do
semblante do Rio
Bonito, desperta-lhe o respeito e a domina historicamente.
Meditemos
nas palavras lapidares do poeta fluminense Arnaldo Nunes que,
escrevendo sobre a
Tradição, assim exalta-a:
"Sem
a marca da tradição, não há povo caracterizado. Sem essa marca, não há
união.
Sem essa união, não há obra que perdure. E sem essa obra, não há Fé,
não
há Bandeira, nem há Pátria! "
Barra
do Piraí já é uma expressiva tradição dentro do Brasil, porque tem
história,
tem passado e porque sabe cuidar dos seus fastos. E por isso,
sobrevive; e por
isso, há de sobreviver.
Tudo
na vida é efêmero, mas, do Rio Bonito ficou a lembrança de um passado
de
lutas e de glórias, que é imortal. É imortal essa lâmpada perene que
abrasa
a alma barrense que, em genuflexo ante o altar da Tradição, evoca os
grandes
dias, os inesquecíveis feitos e as memoráveis benemerências que
aureolam a
personalidade do seu maior vulto.
Dentro
do seu túmulo, no Caju, cercado de flores, nada mais existe senão
cinzas;
mesmo as flores que o ornam, murcham e murcham sempre, apesar do
cuidado das mãos
que a cultivam.
Na
praça arborizada e embalsamada pelo perfume de suas flores, o monumento
se
torna perpétuo, porque perpétua é a flor da gratidão nele vicejante -
flor
sempiterna da solidariedade de um povo reconhecido.
Barra
do Piraí contempla, na projeção do seu passado, a beleza imaculada
daquela
imagem- flor imarcescível, em cujo halo, se respira um sentido novo de
sua história
imortal.
Rio
Bonito continua a viver com os barrenses, e a sua memória é e será,
pelos séculos
afora, a razão de ser da existência de Barra do Piraí.
Qual
o barrense que, diante do Passado, não inclina "a fronte gloriosa
perante
a glória desse que passou?"
Rio
Bonito é digno, por todos os títulos, de incontidos louvores.
"Só
os mortos, na sua não passividade sereníssima, podem ser louvados sem
que a
vaidade os perturbe, a modéstia os retraia, a comparação os afronte e
moleste".
O
monumento à Rio Bonito, é a perpetuação histórica da cidade de Barra do
Piraí, que o guarda com orgulho para a geração que passa e para as que
hão
de passar.
Rio
Bonito resplandece, ao abraço fraternal do Paraíba e Piraí: ele está em
Barra do Piraí, é como se vivesse!
Como
bem diz, Machado de Assis - "a veneração dos grandes homens é uma
virtude das cidades". Se, assim é, Barra do Piraí é pródiga dessa
virtude,
exaltando o seu passado consagrado pela idéia imaculada da obra
perfeita de José
Pereira de Faro, a quem não faltam as bênçãos cívicas do povo
agradecido.
Rio
Bonito será sempre uma glória humana. A sua glorificação sobre um
pedestal
de cantaria, é um ato de festivo júbilo na gratidão despertada pela
emoção
histórica de um povo. Rio Bonito não está longe porque não está nos
páramos
do esquecimento. É ele o missionário da libertação de Barra do Piraí e,
por
isso - o maior entre os seus maiores.
A
glorificação barrense consagra-o à sobrevivência espiritual. O povo da
Barra
é amigo de sua terra. E, não há nisso, nenhum estreito bairrismo ou
pretensões
exclusivistas, mas, sim o desejo sincero de que todos os municípios
assim
procedam, porque é deles que partem e se firmam com solidez, as raízes
da Pátria
comum.
E
as flores que o povo atira sobre a cabeça altiva desse grande Faro, são
as
manifestações do seu coração cheio de confiança e respeito ao paladino
da
vitória.
A
emancipação que Rio Bonito apostolarmente, evangelizou, e cuja
campanha,
derramou pelo vale do Paraíba, os princípios e ensinamento do ideal
cívico,
é planta que os barrenses cultivam com orgulho, porque a terra é fértil
e o
coração é nobre.
Bendita
seja, a grandeza de sua alma, ante a eloqüência de suas ações e
imensidade
de suas virtudes.
Benditas
sejam, a sua inteligência e a sua bondade, que esse eteno protetor da
terra
barrense pôs ao serviço da grande causa.
O
Barão do Rio Bonito vive e palpita no coração do seu povo, porque vive
para
sempre na história de Barra do Piraí.
Sobre
ele, canta o poeta Alberto Paiva, nestes belos versos:
"BARRA
DO PIRAÍ"
"Do
formoso rincão onde gravita,
E
expande a vida a sua essência plana,
Bela
o futuro como que recita
Uma
página cândida e serena!
Deu-lhe
a natura a formação bendita
Nos
surtos que o trabalho condena;
E
o coração da raça age e palpita,
Do
progresso no ritmo que lhe acena!
Há
uma impressão estética e vibrante
Na
alma da terra que de anseios, ávida,
É
da pátria a partícula pujante!
Enamorado
eterno do infinito,
O
Paraíba é a sentinela impávida
Pela
glória maior do Rio Bonito!"
FONTE: Arquivo Nacional - Em 17/05/1952
|
No. |
Solicitante
e/ou Beneficiário |
Documento |
Data |
|
01 |
José Pereira
de Faro (fazendeiro) |
Decreto
Honorífico: Comenda da
Ordem de Cristo |
18/02/1871 |
|
02 |
José Pereira
de Faro |
Decreto
Honorífico: Oficialato
da Ordem da Rosa |
29/07/1864 |
|
03 |
Camilo José
Pereira de Faro |
Decreto
Honorífico: Hábito da
Ordem de Cristo |
19/10/1829 |
|
04 |
Camilo José
Pereira de Faro |
Decreto
Honorífico: Oficial da
Ordem da Rosa |
02/12/1854 |
|
05 |
Camilo José
Pereira de Faro |
Decreto
Honorífico: Comenda da
Ordem de Cristo |
25/03/1849 |
|
06 |
João Pereira
Darrigue |
Decreto
Honorífico: Cavaleiro da
Ordem do Cruzeiro |
04/04/1826 |
|
07 |
João Pereira Darrigue |
Decreto
Honorífico: Oficial da
Ordem da Rosa |
15/07/1874 |
|
08 |
João Pereira Darrigue |
Decreto
Honorífico: Comenda da
Ordem de Cristo |
19/10/1829 |
|
09 |
João Pereira Darrigue |
Decreto
Honorífico: Cavaleiro da
Ordem da Rosa |
15/08/1830 |
|
10 |
João Pereira
Darrigue |
Decreto
Honorífico: Oficial da
Ordem da Rosa |
11/09/1843 |
|
11 |
João Pereira Darrigue |
Decreto
Honorífico: Hábito da
Ordem de Cristo |
19/10/1827 |
|
12 |
Joaquim José Pereira de Faro |
Decreto
Honorífico: Cavaleiro da
Ordem Imperial do Cruzeiro |
12/10/1828 |
|
13 |
Joaquim José Pereira de Faro |
Decreto
Honorífico: Comenda da
Ordem de Cristo |
18/07/1841 |
|
14 |
Joaquim José
Pereira de Faro |
Decreto
Honorífico: Hábito da Ordem de Cristo
|
03/05/1819 |
|
15 |
Joaquim José
Pereira de Faro |
Decreto
Honorífico: Hábito da
Ordem de Cristo |
13/05/1808 |
|
16 |
Luiz Pereira
Ferreira de Faro |
Decreto
Honorífico: Hábito da
Ordem de Cristo |
18/07/1841 |
|
17 |
Manoel
Vicente de Faro |
Decreto
Honorífico: Oficial da
Ordem da Rosa |
25/03/1849 |
|
18 |
Joaquim José
Pereira de Faro Filho |
Decreto
Honorífico: Comenda da
Ordem de Cristo |
18/07/1841 |
|
19 |
José Pereira
de Faro |
Graça
Honorífica: Neto do
Barão, pede permissão para o uso do Brasão de Armas; junto, Certidão de
Batismo |
16/04/1857 |
|
20 |
José Pereira
de Faro |
Graça
Honorífica: Requerimento
de Camilo José Pereira de Faro, pedindo Foro de Moços Fidalgos com
exercício na Casa Imperial, para seus filhos. |
26/03/1859 |
|
21 |
Camilo José
Pereira de Faro |
Graça
Honorífica: Pede o Foro
de Moços Fidalgos, em exercício na Casa Imperial, para seu filho José
Luiz Pereira de Faro |
|
|
22 |
João Pereira
Darrigue de Faro
|
Graça
Honorífica: Pede o Foro
de Moço Fidalgo, com exercício na Casa Imperial, junto Certidão de
Alvará do Fôro de Fidalgo Cavaleiro, Certidão de Batismo |
10/02/1857 |
|
23 |
Antônio
Joaquim de Faro (Capitão) |
Graça
Honorífica: Hábito da
Ordem de São Bento de Aviz Decreto
Honorífico |
13/05/1820 |
|
24 |
Camilo José
Pereira de Faro |
Graça
Honorífica: Cavaleiro da
Ordem da Rosa |
15/05/1830 |
|
25 |
Luiz Pereira
de Faro |
Graça
Honorífica: Requerimento
de Camilo Pereira de Faro, pedindo o Fôro de Moços Fidalgos, com
exercício na Casa Imperial, para seus filhos. |
26/03/1859 |
|
26 |
João Pereira
da Silva |
Sesmarias: Limites -
Jacueganga - Rio de Janeiro |
02/01/1789 |
|
27 |
José Pereira
de Faro |
Título de
Nobreza: Barão |
13/08/1873 |
|
28 |
Manuel
Joaquim José Pereira de Faro |
Título de
Nobreza: Barão |
06/10/1841 |
|
29 |
João Pereira
Darrigue de Faro |
Título de
Nobreza: Barão |
27/03/1854 |