SIMÕES CORRÊIA

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Francisco Simões Corrêia, filho de Francisco Simões Corrêia e D. Maria
Francisca da Conceição Corrêia, nasceu na cidade de Valença, na província
do Rio de Janeiro, a 21 de
março
de 1848, e faleceu a 6 de março de 1930. Era tio do grande poeta valenciano
Hermano Bruner, Doutor em medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro, em 1876,
tendo servido antes como interno das clínicas cirúrgica e médica da mesma
Faculdade. Catedrático de clínica pediátrica em 1910. Catedrático de clínica
pediátrica médica e higiene infantil em 1911. Presidente da Sociedade de
Medicina e Cirurgia. Cirurgião do corpo de saúde da Armada em 1877, cargo de
que pediu demissão. Premiado com diploma de honra na exposição de 1881.
Escreveu: “Da febre amarela sob o ponto de vista de sua gênese e propagação
— quais as medidas sanitárias que se devem aconselhar para impedir ou atenuar
seu desenvolvimento ou propagação”. — tese inaugural, em 1876, “recomendável,
como diz o Dr. Ramos Monteiro pelo seu mérito científico e também literário”,
“Imprensa Acadêmica”, periódico de estudantes de medicina, cujo
redator-chefe era Nuno de Andrade; “Arquivos de Medicina”, revista mensal,
com Licurgo Santos; “Associação dos medicamentos e incompatibilidades”;
“Valor do tratamento do tétano
traumático” : “Aclimatamento de raças em geral e particularmente em
relação
ao Brasil”, além de grande número de artigos científicos e literários em
periódicos nacionais e estrangeiros.
Clínico
e mestre de medicina, deixou largo círculo de admiradores entre os seus colegas
e discípulos, que lhe veneram a memória, Sacramento Blacke, Fernando de Magalhães
e outros biógrafos ocupam-se da sua personalidade em obras de alta importância,
como o “Dicionário Biobibliográfico Brasileiro” e o “Centenário da
Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro”.