FRANCISCO TIAGO

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Francisco Tiago Alves, nascido na cidade de Valença, Estado do Rio de Janeiro,
em 6 de agôsto de 1880, é filho de José Faustino Alves e de D. Amélia
de Jesus Alves.
Aos
seis anos de idade, já sabendo ler e escrever, ingressou em classe adiantada,
na escola pública, então dirigida pelo hierático e casmurro professor Paulino
de Aquino. Depois, teve por mestres Cândido da Costa Moura, D. Margarida
Brandão Costa e D. Emilia França.
Aos
doze anos de idade, era empregado de uma casa comercial de grande movimento, na
esquina da rua Vito Pentagna, justamente onde se achava instalada a “Casa do
Arturzinho”. Ainda no comércio, trabalhou no Rio e São Paulo. Praticou telégrafo
na antiga estrada de ferro “União Valenciana”. Em 1901, era escrivão da
policia, servindo com Júlio Medeiros Corrêa Frias, José Joaquim Veloso Guimarães,
Clarimundo Marques Faria, Domingos Ferreira Anosa e Nuno Alvaro Pereira, então
delegados de polícia do Município de Valença. Exerceu, também, o cargo de
escrivão do Juízo de Paz, com o major
João
Moreira de Lima, e as funções de Oficial do Registro Civil até 1903.
Nessa
época, publicou, com Jaime da Cunha Veloso, o jornal “O Direito”, que
ostentava
a legenda Jus potestas
justitia est, fornecida
pelo latinista dr. João Batista Furtado de Mendonça.
Colaborou
no “Correio de Valença”, quando diretor o dr. Teodorico Fonseca no “O
Valenciano”, de David Alves dos Santos, e, com maior regularidade e frequência,
na “A Comarca de Valença”, que tinha então como diretor o jornalista dr.
Dario Furtado de Mendonça. Ora assinando simplesmente F. Tiago, ora assinando o
pseudônimo João da Terra, tem
dado excelentes colaborações aos jornais locais. No Rio, fundou, já há
alguns anos atrás, o vespertino “A Tarde”, que teve pouca duração.
Dirigiu, com Artur Machado e Alvaro Brandão da Rocha, páginas e colunas de
assuntos doutrinários nos grandes diários “A Nação”, “O Radical” e
“A Tarde”.
De
1917 a 1922, foi Comissário de Polícia no Rio de Janeiro, retornando, em 1923,
ao Ministérío da Viação, onde se aposentou.