Valença de Ontem e de Hoje

GALERIA VALENCIANA
ARNOLDO MEDEIROS

— Arnoldo Medeiros da Fonseca nasceu na cidade de Valença, Estado do Rio de Janeiro, em 15 de agôsto de 1894. E’ filho de Maximiano de Siqueira Silva da Fonseca e de D. Joaquina Claudina de Medeiros Fonseca.

 

Bacharel em ciências jurídicas e sociais, formou-se em 7 de dezembro de 1912, pela antiga Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro, hoje Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, tendo concluído o curso jurídico aos 18 anos de idade e obtido notas distintas em tôdas as cadeiras, pelo que lhe foram conferidos o prêmio “Pantheon” e o título de laureado doutor em Direito pela mesma Faculdade; docente livre de Direito Civil, por concurso, desde 1o de setembro de 1934, assumiu, em 1o de novembro dêsse mesmo ano, o exercício interino da cadeira, no qual se manteve até que foi efetivado. Nomeado professor catedrático do Direito Civil da Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, em virtude de haver sido classificado em 1o lugar no concurso a que se submeteu, tomou posse em 23 de agôsto de 1940.

 

Ocupou e exerceu os seguintes cargos e atividades: promotor público da Comarca de Itapemerim, no Estado do Espírito Santo, em 1913; depois, procurador geral da Prefeitura da capital do Estado, até 1917, quando se transferiu para o Rio de Janeiro, passando, então, a exercer a advocacia, e desde 1934, o professorado de Direito. E’ membro efetivo do Instituto da Ordem dos Advogados Brasileiros, no qual foi 2o secretário, 1o secretário, secretário geral e 1o  vice-presidente, tendo exercido interinamente a presidência, de 1o de julho a 6 de outubro de 1937, e de 20 de outubro a 20 de novembro de 1938. Foi membro do Conselho da Ordem dos Advogados da Secção do Distrito Federal, de 1932 a março de 1937; e, depois, membro do Tribunal de Ética Profissional e seu vice-presidente; foi, também, membro do Conselho Federal da Ordem dos Advogados, desde sua criação, como representante das Secções do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul. Foi presidente do Clube dos Advogados do Rio de Janeiro, em 1938. E’ membro correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Espirito-Santense. Tomou parte no Congresso Jurídico de 1922, do qual foi secretário geral; no Congresso de Ensino Superior, de 1927, tendo sido um dos secretários da Secção de Ensino Jurídico, e na Conferência Nacional de juristas, de 1933, da qual foi um dos vice-presidentes. Foi membro da Comissão Legislativa, nomeada em 1931, pelo Govêrno Provisório, fazendo parte da 4a sub-comissão (Propriedade Industrial). Colaborou na elaboração do ante-projeto do regulamento do Registro do Comércio, assim como no projeto do regulamento da Ordem dos Advogados. Contribuiu, como secretario geral do Instituto da Ordem dos Advogados Brasileiros, para a efetiva criação da Federação dos Advogados, por meio de Institutos estaduais filiados àquêle sodalício nacional, e para a fundação da Ordem dos Advogados. Em Vitória, foi uns dos redatores do “Diário da Manhã”, redator-secretário de “A Ordem” e um dos diretores de “Nova Senda”, diários espírito-santenses. No Rio de Janeiro, fez parte do corpo redatorial do matutino “O Brasil”, sendo colaborador efetivo de diversas revistas jurídicas.

 

Escreveu e publicou as seguintes obras: — além de inúmeros memoriais forenses, artigos doutrinários e pareceres: “Arrazoados e dissertaçôes” — tip. “Jornal do Comércio”, Rio — 1930; “Caso fortuito e teoria da imprevisão” — tip.. do “Jornal do Comércio”, Rio -— 1932; “Teoria geral do direito de retenção” — tip. do “Jornal do Comércio”, Rio — 1934; “O Projeto de Constituição Brasileira” — conferência critica -— tip. de “A Balança”. Rio — 1934; “Principais aspectos do novo Código das Obrigações da Polônia” — Rio, 1937; “O Registro Imobi!iário na legislação comparada e perante o direito brasileiro” — tip. dos “Anais”, Rio — 1937; “A reforma do Código Civil Argentino — tip. do “Jornal do Comércio” — Rio — 1938. “A conveniência da revisão do Código Civil” — Rio — 1938; “A incomunicabilidade das obrigações por ato ilícito no regime da comunhão universal de bens” — Estab. gráfico Canton & Reile — Rio, 1938; “Aos Moços’ — oração proferida como paraninfo dos bacharelandos de 1938 da Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil — tip. do “Jornal do Comércio” — Rio, 1939; e “Investigação de paternidade” — ed. da livr. Freitas Bastos, Rio —1940.

 

Pertence à Academia Valenciana de Letras.

 

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