ARNALDO
NUNES
—
Arnaldo de Alvernaz Rodrigues Nunes, filho de João
Rodrigues Nunes e de D. Ambrozina de Alvernaz Nunes, nasceu, na cidade de
Valença, Estado do Rio de Janeiro, aos 2 de janeiro de 1890. Fez seus primeiros
estudos na cidade natal, nos colégios “Facioti” e “Faceira”.
Revelou-se
poeta aos dez anos de idade. Já nessa idade se manifestaram suas
tendências poéticas, a princípio em versos
humorísticos. Moacir Silva, poeta de “Penumbra”, escrevendo n’“O
Valenciano” uma pequena biografia sôbre Arnaldo Nunes, conta-nos o seguinte: —
“Era hábito, nas rodas dos amigos, em Valença, pilheriarem com qualquer
pessoa, em pequenas estrofes que se publicavam nos periódicos locais. Arnaldo
Nunes, apesar de seus dez anos de idade, não perdia tais reuniões, a que era
assíduo
o seu pai, tido como a maior cultura de Valença, na época. O dr. Francisco de
Paula Monteiro de Barros, inspirado poeta e
violonista (irmão e mestre de
Luiz Carlos, da Academia de Letras, segundo êste mesmo dizia), que tratava a
Arnaldo Nunes com todo o carinho, não só por ser uma criança, como pela
amizade que tinha pelo pai, disse, um dia, a Arnaldo, puxando-o pelo braço:
—Quando
farás também o teu versinho? Quero
vê-lo antes de me ir embora de Valença (O dr. Monteiro de Barros acabava de
deixar a promotoria pública de Valença).
No
dia seguinte, lá estava Arnaldo Nunes com a incumbência cumprida: uma sextilha
a propósito de uma discussão havida, dias antes, entre Monteiro de Barros e o
seu barbeiro, o conhecido Gerôncio Monteiro de Barros, longe de zangar-se, deu
gostosas gargalhadas, retocou a sextilha e publicou-a no semanário local —
“A Atualidade”:
Lá
no Gerôncio, o Monteiro
Fiado,
um dia, a barba fez,
E
“fiado” falava um pouco
Na
porta com outro freguês.
Zangado,
disse-lhe o barbeiro:
—
Doutor, espera o seu trôco?...”
Bento
Barboza, referindo-se ao passado de Arnaldo Nunes, assim se expressa:
—
“A luta pela existência, mui cedo e cruelmente começada, obrigou-o, aos 14
anos, a interromper o curso de humanidades e
deixar Valença, essa pequenina mas encantadora cidade, que, para êle, para
o seu grande
coração,
guarda muito de um passado feliz. No exílio involuntário, o
poeta sente através pequena prova fotográfica, que lhe chega às mãos a
mesma impressão como quando se deixava ficar pelas manhãs de sol ou pelas
tardes primaveris ao canto do jardim, sob a gigantesca paineira, preparando suas
lições ou recebendo os amigos. No seu agitadíssimo passado, embrenhou-se por
vários Estados, desempenhando diversos misteres, sempre em constante luta, em
que só saem vencedores os heróis ou os afortunados, mas nunca os que, ao sol
crestante da adversidade tombam na curva extrema do caminho extremo”. Arnaldo
Nunes nunca pressentiu faltarem-lhe as fôrças, o desânimo tolher-lhe os
passos. Jamais o ânimo se lhe entibiou nos instantes amargos da sorte madrasta.
A angústia jamais galvanizou-lhe a alma, nem o coração jamais, no peito, lhe
bateu tão forte... E para vencer, bastou-lhe apenas a confiança em si próprio,
exultando o Bem e a Vida, como verdadeiro crente”.
Arnaldo
Nunes, levando sempre uma vida agitada em São Paulo, Mato Grosso e Goiaz, não
demorou a regressar definitivamente ao Rio de Janeiro, onde se dedicou ao magistério.
Foi professor em vários colégios, diretor e proprietário dos estabelecimentos
de ensino secundário, à rua D. Teresa, 118, e à rua Dias da Cruz, 138, na
Capital Federal.
Membro
fundador do “Grêmio Carioca de Letras e Artes”, que durou alguns anos, nêle
pôs em prática a sua curiosa e original
idéia da “Festa da Poesia”, lançada pelas colunas de “O Globo” em
meiados de 1930, de parceria com os poetas Luiz Carlos, Moacir Silva e
Theodorick de Almeida. Teve larga repercussão essa idéia, e
algumas festas se realizaram, como a da “Primavera”, em salão
profusamente ornamentado de flôres. Coube a Luiz Carlos uma curta palestra,
seguindo-se-lhe declamação, fina música e canto, tudo a propósito da estação,
tendo Arnaldo Nunes encerrado a solenidade com uma poesia, especialmente escrita
para êsse ato, intitulada “As estações”, que provocou intermináveis
aplausos. O espírito de Arnaldo Nunes nessa festa memorável foi até ao
requinte de, além das flôres escolhida, ornamentar o salão com as mais notáveis
telas e estatuetas sôbre a Primavera, que, para êsse fim, obteve, por empréstimo,
aqui e ali.
Jornalista,
não lhe é estranho a leve crônica, nem e comentário político. Foi redator
da “Gazeta de Notícias” e da “A Batalha”, do Rio. Colaborou no
“Correio da Manhã”, no “O Malho”, na revista ‘O Cruzeiro”, em que
teve premiado o conto Entêrro na Roça, no
“O Globo”, na “Revista do Brasil”, de São Paulo, no “Diário da Manhã”
e “Vida Capichaba”, de Vitória, no “O Norte”, no “Diário de Notícias”,
no “O Estado”, de Niterói, etc. Usou, por vezes, o pseudônimo Rounald
Sena, anagrama de seu nome. Além disso, dedicava-se Arnaldo Nunes ao estudo
de assuntos de finanças e economia política, bem como de questões sociais.
Como músico, o seu instrumento
predileto era a flauta, que, segundo as crônicas da época, era ouvida “em
noites lindas, enluaradas, na poética cidade natal” e
que tão sua amiga -— no dizer de um seu biógrafo — muitas vezes, no
“prégo”, tirou-o de apertadas “aperturas”, até que, um dia, até se
foi ... Arnaldo
Nunes
—
escreve Bento Barboza
—
em matéria de música, ouve, com prazer,
até o gramofone e o realejo.
Na
sua vocação pela arte do verso, Arnaldo Nunes tornou-se um verdadeiro artista,
Data de 1919 com um volume de “Poesias” (Rio — Tip. Venus), a sua estréia
nas letras, livro que logo repudiou, por julgá-lo muito fraco, embora bem
recebido. Depois dêle, o que produziu ficou disperso em jornais e revistas,
pois que o seu segundo volume só em
1926 apareceu, e, aliás, em prosa. Tem por titulo À
Margem da Crítica. Após
outro largo interregno, surgiram, então, em 1935, nada menos de três volumes: Escalada,
versos (Editor — A. Coelho Branco Filho — Rio) Relâmpagos,
versos, (editor A. Coelho Branco Filho — Rio) e Religião
da Beleza, prosa, (editor A. Coelho Branco Filho — Rio), com que voltou de
novo à arena da publicidade. Vieram depois: Américo,
poema —1a edição (1936), 2a edição (1939) e 3a
edição definitiva, em 1945, refundida, aumentada e com um erudito estudo
sôbre
a palavra “América”; Epopéia de
Alcazar de Toledo, outro poema, em 1939; e,
em 1940, o poema histórico intitulado Laguna
(ed. da Biblioteca Militar do Exército e ilustrado por Jorge Tibiriçá).
Laguna, no dizer de Adaucto Fernandes
— é
“obra
de larga investigação histórica, em que o autor procura, acima de tudo, — não
confundir a arte com o verso chulo
dos modernistas, nem a verdade com
a crítica, nem o elogio
ou a censura com o senso
da exatidão estética”.
E
conclui, por fim:
——
“Laguna — a grande epopéia heróico-militar,
tem como obra de arte o pitoresco das
formas cívico-patrióticas e o brilho doirado dos coloridos do sol”.
Publicou ainda: “Discurso” de recepção na Academia Fluminense, edição
desta, em 1941; “Basílio da Gama”, conferência, edição da Academia
Fluminense, 1942: “Alma Valenciana”, edição do “Jornal de Valença”,
1944; “Agnelo França —Poeta dos Acordes”, biografia, edição da
Sociedade Amigos de Valença, 1946; e os trabalhos inteiramente originais,
reveladores da sua alta cultura estética e de seu talento de escol, em três
fascículos: “A Sílaba Métrica e o
Tempo Musical” e “A Côr das
Vogais e o Verso, membro da frase musical”, editados pela Livraria Universitária,
de Niterói, em 1946 e 1947, e
que se completarão com o terceiro, já no prelo: “O Ritmo Poético”.
Em
entrevista concedida pelo grande maestro Francisco Braga ao “Diário da
Noite”, do Rio de Janeiro, em 1942, pergunta-lhe o repórter:
—
“Poder-nos-ia o mestre dizer qual o seu grande programa futuro, de
compositor ?
—
Sempre acalentei a esperança de aproveitar “Y Juca Pirama”, o belíssimo
poema de Gonçalves Dias, o que ainda me está latente. E agora Laguna,
magnífico e brilhante poema de Arnaldo Nunes, poeta que, aliás, não conheço
pessoalmente, um livro editado pelo Ministério da Guerra. Laguna,
como obra de arte, como obra de poeta, de autêntico poeta, é, como obra de
patriotismo, trindade indispensável a tamanho feito, cujo assunto, além de
tudo, se presta admiràvelmente a uma ouverture
dramática, conjunto êsse que muito me impressionou”.
Em
razão disto, fizeram-se logo bons amigos os dois artistas, possuindo Arnaldo
Nunes uma fotografia do maestro, em que copiamos a seguinte dedicatória, em
agradecimento dos livros que lhe mandara o poeta:
—
“Com muitos agradecimentos e admiração ao grande Arnaldo Nunes, o amigo Francisco
Braga”.
Convenhamos
em que é preciso ser realmente grande poeta para provocar espontâneamente tal
entusiasmo e tão funda impressão em
um artista da envergadura do maestro Francisco Braga, legitima glória
brasileira, de projeção universal.
Arnaldo
Nunes é membro da Academia Fluminense de Letras, para a qual foi eleito em 6 de
dezembro de 1940. Ocupa a cadeira que pertenceu ao cônego Olímpio de Castro,
patrocinada pelo bispo Dom J. J. da C. de Azeredo Coutinho. Arnaldo Nunes é
ainda autoridade de renome em contabilidade, de que foi professor, tendo lançado,
em 1936, um livro que recebeu o título de “O que é a contabilidade” (ed.
do Inst. da Ordem dos Contadores), e, por último, “A Contabilidade”,
trabalho em que lhe estuda a formação e
desenvolvimento. Faz parte da Associação Brasileira de Imprensa e também
da “Associación de Escritores y Artistas Americanos”, de Cuba.
Na
literatura, Arnaldo Nunes sempre teve o pensamento voltado para a sua terra
natal. Vejamo-lo em o soneto:
TERRA
NATAL
Eis
que, transposta a aspérrima subida,
do
lado oposto, ao pé da serra imensa,
cresce,
sôbre dois cerros estendida,
minha
velha cidade de Valença.
Ei-la
que, numa grande diferença,
se
me depara apara engrandecida,
mais
cheia de belezas e com a vida
incontestàvelmente
mais intensa!
E
eu, muito embora admire, muito embora
estime
vê-la assim —
penso em outrora:
E
do passado, numa dôr sem nome,
Em
tudo apenas vejo, com saudade,
a
vagar, a ilusão que não se evade,
mas
que o
tempo impiedoso aos poucos some...
A
convite e sob o patrocínio de “Jornal de Valença”, Arnaldo Nunes realizou
em sua terra natal, nos dias 27, 28 e 29 de junho de 1944, três belíssimas
conferências, sendo que a primeira — “A Alma Valenciana”, efetuada no salão
nobre do “Lar José Fonseca”, teve intensa repercussão nos meios sociais de
Valença, onde o poeta recebeu inequívocas demonstrações de afeto e de muito
carinho. Da sua conferência “A Alma Valenciana” extraímos os seguintes
versos, quando Arnaldo se refere à terra do seu berço:
VALENÇA
Ardo
em estrofes de calor e vida,
Na
floresta do ideal, longe dos
landes:
Sonhos
muito maiores do que os Andes,
Catadupas
de luz pela subida.
Amo-te,
águia imponente, a fronte erguida
Êsse
arrojo brutal em que te expandes:
A
vertigem da altura, as coisas grandes,
Furacão
da Beleza na investida.
E
êste Etna de eterna sinfonia,
Que
não conhece tempo nem espaço,
Porque
tudo em presente êle descerra,
Vem
dos trovões do meu primeiro dia,
Vem
da glória estelar do teu regaço,
O’
minha santa e
extremecida Terra!
E
mais adiante encontram-se mais êstes versos:
Valença!
O’ minha extremecida terra!
Nome
que para mim, grandioso encerra
-
A expressão do de Mãe ou do Brasil!
Amo-te,
e exulto, ao sonho do meu ninho,
Em
cujas asas sempre estou vizinho
Dos
resplendores dêste céu de anil!
Festejado
pela limpidez do estilo, pela segurança técnica e pela fluência dos versos,
tem sido assinalado em Arnaldo Nunes o condão de dizer com a maior leveza as
coisas mais profundas. Um dos exemplos frequentemente citados é “O
Remanso”, contido em seu livrinho “Relâmpagos”. Ei-lo:
O
REMANSO
Eis
o
remanso,
Cuja
superfície calma
Não
mostra a profundeza
Em
que a alma
Se
abisma.
Lá
vai a correnteza
no
seu eterno avanço:
E
êle, afastado, luta, sofre, cisma.
Eu
sou como o remanso...
A
inação ali não medra,
Vêde
bem, é a altivez, o
justo orgulho
Da
serenidade présa
ao
seu prisma.
A
pedra
Que
se lhe atire vai ao fundo, mas retorna
Logo
no borbulho:
Sorriso
de perdão que a face lhe orna.
Eu
sou como o
remanso...
Lá
vai a correnteza
No
seu eterno avanço:
E
êle, afastado, luta, sofre, cisma...
Arnaldo
Nunes tem muitas composições poéticas musicadas, entre as quais se destacam:
“Hino
Valenciano” — música de Agnelo França;
“O
Coração” — soneto, musicado por Francisco Braga;
“Hino a Nossa Senhora da Glória de Valença” — versos, musicados por Luiz Seabra;
“Como
Nasce o Amor”
—
poesia musicada por José Lamarca;
“Hino
Escolar” — música de Agnelo França;
“Sonho
de Orfeu” — opereta, música de Domingos Raimundo e Djalma Lopes Guimarães,
ambos catedráticos do Instituto Nacional de Música.
Sôbre
Arnaldo Nunes já se pronunciaram as nossas maiores autoridades em todos os
ramos da cultura. Do muito que há, na impossibilidade de dar tudo, aqui vão
alguns excertos:
João
Ribeiro:
“E’ poeta, e sabe escrever.”
Xavier Marques escreveu: “Dos seus versos não se pode dizer senão bem. Como
amigo da natureza, apreciei devidamente a linguagem harmoniosa com que canta
“Três Lagôas”,
a “Serra das Cobras” e outras
belezas da terra brasileira. Também deliciou-me o quadro histórico de “Vila
Rica”, e outras composições, que tôdas auguram muito bem dos seus incontestáveis
dons de poeta.”
Afonso
de E. Taunay
disse: — “Belo “Escalada”!
Apesar de meu deficientíssimo senso poético, e da infração positiva à sábia
advertência de poetas por poetas...
percebo perfeitamente quão elevada é a sua arte, aliás já bem minha
conhecida.”
Conde
de Afonso Celso
assim se manifestou: — “Ao
consagrado e grande poeta agradeço o precioso exemplar de “Relâmpagos”,
em que há o brilho, mas não a instantaneidade dessa cintilacão.”
Goulart
de Andrade
(talvez até hoje a nossa maior autoridade na arte do verso) escreveu: “...E o
que mais é: tudo absolutamente correto, sem o mínino deslise de execução”
Luiz
Carlos:
— “Meu irmão espiritual, grande poeta e grande artista.”
Agenor
Silveira
(filólogo): — “Gostei muito, em “Relâmpagos”,
da Sinfonia em lá e de Quarenta
anos. Os quatro sonetos Religião da
Beleza, em “Escalada” —
obras que honram realmente a moderna poesia brasileira e o artista de pulso que
as compôs.”
De
Sá
Barreto
são
estas palavras: — “E porque a arte só respira ideal quando é sincera, a
trilha de “Escalada” será feita
entre louros e aplausos em nosso país.”
Fábio
Luz
disse: — “Para amenizar os calháus desta crônica, vem a propósito a música
dos belos versos de Arnaldo Nunes —
em “Relâmpagos” — que iluminam
as obscuras linhas desta prosa semanal”.
Modesto
de Abreu
comentou: — “Seu estilo é simples e correntio, dentro da justeza da
forma.”
Leôncio
Correia:
— Arnaldo Nunes é um astro em ascençâo.”
Raul
Pederneiras
comentou:
“No “Escalada” sinto o ardor da
inspiração, guiado pelo ritmo que faz das estrofes a expressão canora dos
estados d´alma.”
O
diretor do “Jornal do Comércio”, do Rio, Elmano
Cardim,
declarou: -— “A tua poesia, para mim, é a verdadeira poesia, porque vem da
alma e à alma se transmite.”
Adaucto
Fernandes
escreveu: -— Arnaldo Nunes, poeta, na expressão lídima do têrmo, desconhece
a vaidade e tem o senso profundo da beleza e da arte.”
O
embaixador Afrânio
de Melo Franco
comentou da seguinte maneira: — “Li, com prazer espiritual, os seus lindos
versos, e nêles admirei o poder sugestivo, a graça da expressão, o forte traço
nacionalista nos quadros evocativos
da nossa terra.”
Oliveira
Viana:
— “Com os seus lavores literários,
o meu nobre confrade enfileira-se, sem favor, entre os fluminenses que honram as
tradições da inteligência e da cultura da nossa gleba.”
Gil
Pereira
também escreveu: — “Arnaldo Nunes é um legítimo poeta. Nêle se encontram
elementos para julgar o autor um temperamento excepcionalmente dotado, com tôdas
as virtudes essenciais à grande e bela poesia.”
Elói
Pontes
disse: — “O sr. Arnaldo Nunes escreve sempre com certa intensidade. Em
literatura a intensidade é que se conta. O sr. Arnaldo Nunes foge tanto aos
moldes frívolos que nossas simpatias se acumulam,
tomam corpo e se transformam numa vontade irresistível de aplaudir.”
Carlos
Chiachio
escreveu:
— “A frase de Arnaldo Nunes tem nobreza, tem elegância, tem distinção. Só
a forma perpetua. Arnaldo Nunes é um grande poeta. A “Religião
da Beleza” é um poema em prosa.”
Antenor
Nascentes:
—- “Agradeço a linda jóia que é a “Côr
das Vogais”. Ainda estou com a vista deslumbrada com o verso colorido, e
vem você encantar-me os ouvidos com o
“Poeta dos Acórdes”.
José
de Sá Nunes
escreveu: — “O outro volume (“A Sílaba
Métrica”) é utilissimo até para os filólogos. Devo confessar que
aprendi no seu livrinho coisas interessantíssimas sôbre sílaba métrica,
enriquecendo, destarte, o meu intelecto com os tesouros da sua sabedoria...”
“...o seu estudo acêrca da côr das vogais — estudo complementar daquela
teoria — é outro maravilhoso achado, que certamente obrigará os estudiosos a
abandonarem os preconceitos formados em décadas de cansaço.
E’
um dos fundadores da Academia Valenciana de Letras.