A História do Techno
Texto: Dj Titan
Sobre o
significado do nome "techno" existem
várias teorias. Umas verdadeiras, outras não.
Verdade é que esse nome foi usado em épocas
diferentes para dar nome a gêneros musicais
diferentes. Os criadores desse nome com certeza são os integrantes o grupo
KRAFTWERK, que no
começo dos anos 70 criaram a "música
sintética". O nome techno, identificava todas as músicas que eram feitas exclusivamente
por computador, e assim, sem fazer uso de
instrumentos musicais tradicionais. Visto assim,
com os modernos estúdios de gravação, qualquer
tipo de música poderia ser considerada um
"techno". Assim é certo dizer que
techno são essas músicas que não só usam os
computadores, mas sim aproveitam seu imenso
espectro de sons artificias.
Nos anos 80
existiam inúmeros movimentos musicais na Europa, que hoje são chamados de Industrial,
Electro, Synthipop ou Electronic Body Music, mas
que se chamavam de techno na época. Uma prova
disso, é o "Techno-Club Frankfurt",
fundado em 1984, que a mais de 14 anos é o
templo da dança e lugar de culto do movimento techno.
Na segunda
metade dos anos 80, uma variação dance de
Detroit, que também se chamava techno. Ela segue
os tipos de sons surgeridas pelo Kraftwerk, junto
com os ritmos da música "House" de
Chicago, criada em 1986. "Acid Hous" é
a nova moda em 1987/88 nos EUA, e um anos mais
tarde na Inglaterra, onde nos primeiros dias
foram celebrados os primeiros RAVE. Isso tudo
aconteceu, pela evolução de novos instrumentos
(Roland 303 e Roland 909). Nessa época na Europa o "New Beat", uma variação dançante
do Electronic Body Music, tocava nas boates.
1990 foi o
ano no qual aconteceu a fusão, e a
"Revolução Techno", como é conhecida
hoje, começou. O "House Groove"
americano e o "Techno" europeu deram um
novo estilo de música: O "TECHNOHOUSE". Esse
estilo é a direção musical dos jovens nos anos
90 MUNDIALMENTE!!
Texto: Dj Titan
A História do Techno
Texto retirado da página Grupo DJ
Com a invenção dos sintetizadores, no final dos anos 50, a música começou a ganhar os contornos de experimentação e inovação que fazem o gênero eletrônico ter fôlego para ser o som da virada do milênio.
estúdios de gravação, essas máquinas evoluíram para À principio restritas a o sistema possibilidade de serem programadas e terem ampla digital com a memória, microprocessador. Vinte anos separamos primeiros como um equipamentos dispositivo dos digitais synclaviers, criados na década de apenas um de 70. foram necessários para que a música sintética que sai dos Outros vinte anos computadores gosto da massa.caísse no
Hoje, a eletrônica, como é chamada nos EUA, é assunto de todo dia nos jornais e revistas e embala desfiles de moda, comerciais de TV e filme como The Saint ou Batman e Robin. Do link de sintetizadores e samplers, que capturam qualquer tipo de som, saem os climas viajantes que são a principal caracteristicas de todos os subgêneros criados até hoje - da house music ao jungle. Os DJs tornaram-se quase popstars, gravam seus próprios discos, e por causa deles ninguém mais dúvida que música pode ser feita sem vocal, guitarra, baixo e bateria. Para fazer techno não é preciso sequer saber tocar um instrumento. Estão aí Ed Simons e Tom Rowlands, os Chemical Brothers, gabando-se de que nem mesmo os autores sampleados são capazes de reconhecer suas obras depois que elas passam pelas mãos da dupla.
A história conta que a house music nasceu nos EUA na segunda metade dos anos 70, quando o DJ novaiorquino Frakie Knuckles passou a comandar as noites do clube WareHouse, em Chicago. Influênciadospor ele, outros DJs passaram a misturar beats eletrônicos com todo o tipo de música negra, do blues ao hip hop. Nessa época, o mundo já conhecia os vocais computadorizados dos pioneiros alemãs do Kraftwerk. Não deu outra, No começo dos anos 80, a novidade se espalhou rapidamente - e muitas outras misturas vão acontecer até o fim do século.
Na Europa, a popularização do Ecstasy fez a coisa acontecer na virada da última década. O techno, criado em Detroit nos anos 80, passou a ter como cenário grandes festas, as raves, em locais afastados da cidade, com pessoas viajando ao som da música e sob o efeito da nova droga.
Com a chegada do gênero ao mainstream, a polícia chega cada vez menos para acabar com a festa - ainda mais com a feliz entrada dos trabalhistas no poder britânico, que vêm mudando as coisas por lá. Hoje, eventos de música eletrônica movimentam na Europa muitos milhões de dólares e são patrocinados por grandes empresas. É o caso da festa alemã MayDay que reúne mais de 40 DJs e milhares de pessoas - como a de 30 de abril de 98. O Glastonbury, festival famoso desde à época dos hippies, também vem reservando em suas últimas edições um grande espaço para os beats eletrônicos de trance, house, jungle, trip hop, atraindo a moçada mais animada para a festa de verão que dura três dias, perto de Londres. Há ainda um grande evento dedicado ao gênero: O Tribal Gathering, que acontece a Ih30 de Londres, by train. Este ano, 40 mil pessoas pagaram ingresso de US$ 60 para ver a apresentação da maior atração do evento, o veterano Kraftwerk.
Nos anos 90, a facilidade de acesso à tecnologia e a evolução dos instrumentos multiplicaram selos e artistas de música eletrônica, sempre com DJs como personagens principais. Entre as novas estrelas do cenário da música mundial estão os Ingleses The Prodigy, o daft Punk e os Chmical Brothers, autores de Dig Your Own Hole, segundo a Rolling Stones, um dos 200 discos essenciais de todos os tempos. Artistas como Bono Vox, do U2, e David Bowie também se renderam às influências do gênero.
No Brasil, foi somente em 1997 que o techno
deixou de ser consumido por um pequeno segmento
de freqüentadores de clubes para chegar ao grande
público. No eixo Rio-São Paulo, as raves vêm
acontecendo com freqüência mensal e várias casas
noturnas e bares trocaram suas trilhas sonoras
pelas batidas aceleradas. Como no resto do mundo,
o movimento por aqui tende a ser muito mais que
uma febre passageira.
Texto retirado da página Grupo DJ