UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE CIÊNCIA HUMANAS, LETRAS E ARTES
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO ARTÍTICA
DISCIPLINA: INTRODUÇÃO A MÚSICA DO SÉC. XX
PROF.: AGMAR DIAS
ALUNO: LEONARDO AMÉRICO B. VIANA
Do Serialismo ao Computador
I - A Música Concreta
II - A Música Eletroacústica
III - A Música Científica
A Arte dos Sons Inéditos
Nos anos 50 surge uma nova música, deixando de se dedicar a escrita para se dedicar ao
próprio som. Essa música surge com o nome de música concreta, os criadores dessa
música foram: Pierre Schaefer e Pierre Henry, na França e Herbert Eimer, na Alemanha.
Surge também a música eletrônica.
Nos anos 70 com a utilização da informática a música eletrônica evolui, confiando a
técnica a síntese dos sons ao computador.
A maior parte das músicas são produzidas em estúdios, com a utilização de material
sofisticado para a criação de novos sons.
Nascida na França nos anos 50, a música concreta baseia-se na gravação de sons ou
ruídos naturais em fitas ou máquinas afim de manipular e trabalhar com os sons gravados.
Já na música eletrônica so utiliza sons de proveniência artificial e de origem
eletroacústica.
A Europa
São fundados estúdios em Milão e Varsóvia.
O Mundo
O primeiro estúdio de música concreta foi também aberto nos Estados Unidos nos
anos 50, por Vladimir Ussachevsky, na Universidade de Columbia ( Nova Iorque). A
California, o Canadá e a América do sul deram uma contribuição mais ou menos ampla
para esta movimento. Vários estúdios foram criados em San Francisco e na Universidade de
Toronto. O mesmo em Santiago do Chile em 1958. Na Argentina e em São Paulo em 1959.
O Japão
Este país, cujo avanço tecnológico é considerável, pertence ao grupo de
países cujas criações devem ser tomadas em considereção.
Paris
O estúdio de Pierre Schaeffer atraiu inúmeros compositores e, entre eles alguns
mestres do serialismo.
Os compositores da música concebida eletronicamente tinham como critério utilizar só
sonoridades impossíveis de obter com instrumentos clássicos.
O impacto dessa música leva à criação de numerosos estúdios, por toda parte do mundo
e à abertura de cursos.
O Material
A composição pressupões a utilização de aparelhos de base, entre os quais um
micro para captar os sons, um ou vários gravadores, um amplificador para ler e fazer
montagem nas bandas magnéticas. Os sons podem ser concretos ou gerados a parti de um
aparelho eletrônico ou um sintetizador.
A Criação
Uma vez obtidos os sons, fica por fazer todo o trabalho de organização,
iniciando-se a composição no momento da criação dos sons. No processo de organização
passa por inúmeras manipulações como: leitura das bandas, montagem, dosagem das
intensidades, variações de velocidade de leitura, filtragem para modificar os timbres,
utilização de efeitos, e outros.
III - A Música Científica
Sem defender cegamente o serialismo, alguns compositores viram nele uma oportunidade para fazer da música uma disciplina, se possível científica, à qual seria possível aplicar os métodos matemáticos, quer para conhecer melhor, quer para lhe dar uma outra dimensão.
A Música e as Matemáticas
Os compositores viram na utilização do computador, uma possibilidade de racionalizar
a teoria musical ou de tentar definir os limites entre a exatidão e o empirismo, ou ainda
entre o objetivo e o subjetivo.
Iannis Xenakis, desde as suas primeiras tentativas, conciliou matemática e música, a fim
de melhor inscrever esta última num pensamento muito especial. Centrou, pois, o seu
raciocínio na integração das progressões geométricas nas componentes da linguagem
musical (duração, freqüência, altura , intensidade) a fim de obter uma soma de
acontecimentos sonoros cujas coordenadas individuais e cuja aparição no discurso musical
seriam calculadas segundo as leis das probabilidades e, por isso, submetidas ao acaso.
A Música por Computador
A utilização do computador ultrapassa aqui as funções de cálculos, controles e
pesquisa, para passar ao estágio de criação, porque ela se liga de forma sistemática
à formação dos sons.
O computador pode também transformar o resultado de seus cálculos (números) em música.
É possível, portanto, compor por computador, mas na condição de equipar a montante os
periféricos necessários ao trabalho dos músicos e a jusante os periféricos que
convertem os números em impulsos elétricos, amplificando-os e difundindo-os.
A Informática Musical
Felizmente, os recentes progressos da informática trouxeram uma solução com a
miniaturização do material e, entre outros aparelhos, o aparecimento dos
microcomputadores. As vantagens desta situação consistiram em permitir a utilização da
informática a um custo razoável e em deixar de fazer da música eletroacústica uma
música cara.
Com a utilização de software musical , oferece uma exploração muito completa do
computador, pedagógica ou criativa: jogos educativos, aprendizagem da escrita e do
solfejo, tratamento do som, manipulação de sintetizadores para atuação.
E também com a utilização de periféricos, como: impressora, sequenciador, gravadores,
mesa de mistura e as interface MIDI, fazem do computador um verdadeiro instrumento de
música e de criação.