Romantismo no Século XIX
Texto retirado do livro "Uma Breve História da Música" de Roy Bennett.
A palavra Romantismo foi
primeiramente empregada para descrever o despontar das novas idéias que
passaram a prevalecer na pintura e na literatura, no final do século XVIII.
Mais tarde, os músicos também adotaram o termo para descrever as mudanças no
estilo musical ocorridas logo depois da virada do século.
Os compositores clássicos haviam objetivado atingir o equilíbrio
entre a estrutura formal e a expressividade. Os românticos vieram desequilibrar
a balança. Eles buscaram maior liberdade de forma e de concepção em sua música,
e a expressão mais intensa e vigorosa de sua emoção, freqüentemente
revelando seus pensamentos e sentimentos mais profundos, inclusive suas dores.
É claro que a emoção é encontrada, em maior ou menor grau, em quase todo
tipo de música, qualquer que seja seu período ou estilo, mas sua expressão
mais forte se dá no período romântico.
Muitos compositores românticos eram ávidos
leitores e tinham grande interesse pelas artes plásticas, relacionando-se
estreitamente com escritores e pintores. Não raro, uma composição romântica
tinha como fonte de inspiração um quadro visto pelo compositor, ou algum poema
ou romance que lera. Imaginação, fantasia e espírito de aventura são
ingredientes fundamentais do estilo romântico. Dentre as muitas idéias que
exerceram enorme fascínio sobre os compositores românticos, temos: as terras
exóticas e o passado distante; os sonhos, a noite e o luar; os rios, lagos e
florestas; a natureza e as estações; as alegrias e tristezas do amor
(especialmente o dos jovens); as lendas e os contos de fadas; o mistério, a
magia e o sobrenatural.