Arte Cristã
Antiga
Fase Catacumbária
Ocorreu em Roma, no século primeiro de nossa era, a existência simultânea de duas culturas de filosofias opostas: a civilização cristã, que nascia, e a antiga civilização romana, cujo crepúsculo já era anunciado pela sua grande decadência espiritual. Os cristãos, empolgados com a doutrina de Je-sus Cristo, que pregava o amor, o respeito, a igual-dade e a fraternidade entre os homens, foram consi-derados subversivos pelos poderosos que nada disto sentiam ou praticavam . E uma perseguição cruel se iniciou, culminando em espetáculos sangrentos nas arenas dos teatros romanos, onde os cristãos eram sacrificados, lançados às feras, crucificados ou in-cendiados vivos, sempre com uma palavra de amor e perdão aos seus perseguidores. Os cristãos sepultavam seus mortos nas cata-cumbas, túmulos subterrâneos, verdadeiros labirin-tos ladeados por galerias em diferentes níveis. Ali oravam e exprimiam seus sentimentos de fé, espe-rança e amor, através da arte. Entoavam um tipo de oração cantada, a uma voz, em ritmo prosódico do texto em latim, sem acompanhamento musical. Era a salmodia, de origem hebraica, que São Pedro ha-via trazido da Antioquia, no ano 54. A música cristã, depois denominada cantochão ou cantus planus, pelo seu sentido horizontal, com suaves ondulações melódicas, era simbólica e de maravilhoso efeito místico.