Música e Educação: um casamento feliz
Chris
Bueno
Texto retirado do site: http://cafemusic.com.br
O que
era senso comum agora tem poderosa base científica para sustentar-se: a música
é uma poderosa aliada educacional. Não só para acalmar e disciplinar aquela
classe de adoráveis exus mirins, nem para deixar aquela insuportável aula de
física quântica mais interessante, mas para estimular diversas áreas do cérebro
e facilitar o aprendizado.
Quem trabalha com educação ou psicologia infantil sabe que durante o desenvolvimento
das crianças várias ''janelas'' se abrem e se fecham. Essas ''janelas'' nada
mais são do que um período de tempo em que certa porção do cérebro está mais
ativa, facilitando o desenvolvimento de certas áreas do conhecimento. Assim,
existem janelas de literatura, matemática, linguagem, etc. A janela musical
se abre aos 3 anos, fechando-se aos 10. Durante esse período, a criança terá
sua habilidade musical desenvolvida ao máximo. Depois de fechada a janela ainda
é possível aprender música, mas certamente será muito mais difícil e demorará
muito mais tempo, não apresentando os mesmos resultados de quem aproveitou a
janela musical aberta.
Desenvolver a musicalidade nas crianças nessa faixa etária (3 a 10 anos) é muito
importante não só para sensibiliza-las para a música ou para que se tornem artistas
extremamente virtuosos, mas para que outras áreas do cérebro sejam estimuladas
também. Sabe-se que a que a área cerebral responsável pela música está muito
próxima da área de raciocínio lógico-matemático (as conexões nervosas acionadas
ao se executar uma obra clássica são muito próximas daquelas usadas ao se fazer
uma operação aritmética ou lógica, no córtex cerebral esquerdo). A música é
um dos estímulos mais potentes para estimular os circuitos do cérebro. Além
de ajudar no raciocínio lógico-matemático, contribui para a compreensão da linguagem
e para o desenvolvimento da comunicação, para a percepção de sons sutis e para
o aprimoramento de outras habilidades.
Pesquisas realizadas com o intuito de provar essa característica de estímulo
cerebral da música mostram que, depois de meses de aula de piano e canto, crianças
mostraram melhores resultados na cópia de desenhos geométricos, na percepção
espacial e no jogo de quebra-cabeças do que as que não tiveram aulas de música.
Assim também se observou que músicos destros têm mais habilidade com a mão esquerda
do que pessoas canhotas e que alunos de medicina habituados a ouvir música clássica
tem maior facilidade para auscultar corações e pulmões.
Casar música e educação dentro de uma sala de aula, além de gerar resultados
animadores e gratificantes, faz com a difícil tarefa de ensinar seja muito mais
gostosa e divertida. E não é só o aluno que ganha com isso...
Chris
Bueno
Redatora, jornalista
e repórter com textos publicados na revista Rock Brigade e no site dgolpe.com
Texto retirado do site: http://cafemusic.com.br