"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu." (Eclesiastes 3:1)

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Vida paralisada

Há momentos em que nada de novo acontece.

Existem determinados períodos da vida em que tudo parece estar parado. Nada acontece: nem para melhor, nem para pior. Há pessoas que estão no mesmo emprego há anos, exercendo as mesmas funções, recebendo praticamente o mesmo salário. Estes indivíduos dão graças a Deus por não estarem desempregados, porém, não conseguem melhorar em nada suas vidas profissionais – apesar de sempre distribuírem currículos e fazerem cursos especializados. No campo afetivo, os problemas são os mesmos de anos atrás: não se agravam, mas também não são solucionados. A família encontra-se da mesma maneira que sempre esteve na última década, mesmo cercada por orações e jejuns. A vida espiritual não cresce – continua no ponto em que parou há muito tempo.

"O que está acontecendo comigo?", alguns podem questionar. Existe algum aprendizado neste momento peculiar da vida? Algumas pessoas ficam desanimadas, outras começam a questionar o próprio Deus sobre os motivos de tanta estagnação. Mas, o que dizem as Sagradas Escrituras a este respeito? Será que a Bíblia tem uma resposta específica para este problema? A resposta é sim: a Bíblia traz, em diferentes passagens, respostas para este "paradeiro" que pode acontecer na vida de alguém.

O primeiro (talvez mais famoso) trecho bíblico sobre este assunto diz: Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar; tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora; tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz. (Eclesiastes 3.1-8.) Há momentos da vida em que se deve agir, procurar crescimento em todas as áreas: espiritual, profissional, familiar e social. Entretanto, há também um instante em que se deve refletir sobre os objetivos e alvos já alcançados, sobre novos rumos a tomar, novas prioridades a serem definidas. O momento de estagnação na vida pode ser uma ótima oportunidade para rever metas, repensar realizações e rever alvos. Será que tudo o que uma pessoa almeja está debaixo da vontade de Deus? Ou será que algo da vontade humana deve ser mudado para encaixar-se na vontade do Pai Celestial?

Outro interessante trecho bíblico diz que: Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado. Todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação (Habacuque 3.17-18.) Mesmo que todos os objetivos de vida de um homem estejam dentro dos padrões divinos ainda sim, determinadas metas, aparentemente, podem não ser alcançadas. Entretanto, o que há de mais importante para se fazer é amar a Deus sobre todas as coisas. Este amor pelo Rei do Universo sobrepõe quaisquer expectativas por resultados práticos para o dia-a-dia de um indivíduo.

Independente das circunstâncias, o momento em que a maioria das áreas da vida estão estagnadas pode ser uma excelente oportunidade para glorificar o nome do Criador, e pedir a Ele orientação para o que fazer nesta situação. Quando nada parece ir para frente, orações parecem não ser respondidas, o melhor a ser feito pode ser adorar a Deus. Uma adoração sincera e verdadeira pode trazer conforto aos corações, além de tranqüilidade para tomar decisões necessárias para sair da estagnação. Afinal de contas, está escrito: Em tudo daí graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco (1Ts 5.18.).


Autor: Leonardo Silva Horta – Correio Eletrônico: [email protected]  –

Publicado no Site da Igreja Batista da Lagoinha (Belo Horizonte – Minas Gerais, em março de 2003);

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