"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine." (1 Coríntios 13:1)

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É possível ser "cristão" e não ter amor?

Falar sobre amor é algo verdadeiramente belo. O homem provavelmente já escreveu milhares de poesias, letras de música, livros e declarações a respeito deste sentimento. Considerado nobre por alguns, piegas por outros, às vezes exagerado, em certas ocasiões ingênuo. Quase infinitas são as palavras que tentam discorrer sobre este tema. No contexto social do início do século XXI, o mundo é marcado pelo egoísmo, individualismo exacerbado e crescente violência, dentre outros fatores negativos. Qualquer voz contrária ganha espaço facilmente. Até as polêmicas sem argumentações concretas ganham destaque nas conversas entre muitas pessoas.

Falar sobre sentimentos em um planeta marcado pelo materialismo traz, no mínimo, audiência aos emissores desta temática. Teorizar sobre este assunto é fácil. Mestres, doutores, cidadãos com os mais variados graus de instrução formal, pessoas de todas as classes sociais e com as mais diversas crenças: os indivíduos mais diferentes entre si já leram algo escrito sobre o amor. Entretanto, ler e escrever é fácil. Difícil é praticar o significado deste simples vocábulo, que no idioma português possui apenas quatro letras. Alguns já cometeram até mesmo assassinato em nome de um suposto sentimento amoroso.

Ao ler o Antigo Testamento da Bíblia, encontramos um interessante livro intitulado Rute. Esta passagem das Escrituras Sagradas é uma ótima sugestão de leitura para quem quer saber se é realmente possível praticar o amor. Este precioso texto bíblico traz belíssimos exemplos de serviço amoroso ao próximo. Em uma época em que a Lei moral e religiosa vigente poderia endurecer os corações devido a rigidez, alguns dos personagens dão exemplos vivos sobre como agir em favor do próximo.

A história do oitavo livro da Bíblia é fascinante. O fraternal sentimento de Rute por sua sogra, Noemi, é digno de exemplo a ser seguido por toda a humanidade. É triste constatar que, mais de dois mil anos após os fatos ocorridos nessas passagens bíblicas, este exemplo continua ignorado no dia-a-dia de muitos homens e mulheres. Leia e confira!


Autor: Leonardo Silva Horta – Correio Eletrônico: [email protected]  –

Publicado no Site:  Revista Partes (São Paulo – SP, em julho de 2006);

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