"Amar ao próximo como a si mesmo." (Marcos 12:33 b)

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Amar ao próximo como a si mesmo

Marcos 12:33 b

Até mesmo quem não é cristão, ou não tem nenhuma religiosidade, provavelmente já leu ou ouviu estes dizeres. Repetido inúmeras vezes, parece ter virado chavão. Apesar de já fazer parte do senso comum, seria fácil coloca-lo em prática? A princípio, parece ser afirmativa a resposta à esta questão. A maior parte dos cidadãos de bem concorda ser importante amar o próximo. Entretanto, esta prática de amor aos outros parece cada vez mais distante da realidade na sociedade brasileira.

Primeiramente, constata-se a dificuldade de amar ao próximo no Brasil através da crescente violência. Estatísticas apontam paulatinamente o aumento da criminalidade em todos os estados da federação, nas diversas classes sociais e em diferentes níveis de educação formal. Há inúmeras razões para tal fato, de ordens sociais, econômicas, políticas, dentre outras. Certamente, um dos inúmeros motivos para este acontecimento é a falta essencial da prática da frase em questão.

A falta de amor no país também é evidente ao perceber-se a condição miserável em que vive determinada parcela da população. Este é outro problema envolvendo inúmeros fatores e, certamente, um deles é a falta de caridade. Obviamente, um simples sentimento não mudará o mundo. Apenas um conjunto de melhorias econômicas, políticas públicas, dentre outras ações coordenadas, pode reverter esta situação. Entretanto, se as pessoas não tiverem, no mínimo, um bom sentimento para com as vítimas da pobreza, dificilmente conseguirão elaborar planos e efetivar ações concretas para mudanças sociais no Brasil.

Outros fatos também demonstram a falta de caridade pelo próximo nesta nação. O desvio de verbas públicas, por parte de alguns corruptos, é uma das facetas da indiferença quanto aos contribuintes honestos. O desperdício de alimentos em um país onde vivem milhares de pobres, ostentação desnecessária em algumas construções luxuosas, numa nação onde há pessoas sem locais para morar... Pode-se escrever vários outros exemplos concretos da inexistência de amor ao próximo no Brasil.

Verdadeiramente existem brasileiros praticantes do amor ao próximo. A maioria anônima, e alguns exemplos famosos, dos quais não é necessário citar nomes. Contudo, é preciso mais caridade, além de um número infinitamente maior de pessoas com este espírito caridoso. Como já citado neste texto, um só sentimento não muda o mundo. Todavia, somente com este princípio bíblico – amar ao próximo como a si mesmo – aplicado indistintamente a todos, independente da religiosidade pessoal de cada indivíduo, os brasileiros poderão iniciar verdadeiras mudanças no atual quadro social caótico da nação.


Autor: Leonardo Silva Horta – Correio Eletrônico: [email protected]  –

Publicado no Site:  Portal Parnanet (Parnamirim – Rio Grande do Norte, em outubro de 2005);

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