gavi�o

Lenucha

O gavi�o e o beija-flor

��� O acaso quis que dois p�ssaros diferentes se encontrassem naquela noite, onde a escurid�o igualava suas dimens�es, suas plumagens, seus gestos e seus sem-coloridos.

_ De onde vens e o que fazes nesse breu da noite?

_ Venho do dia claro que furta as cores de minhas penas. Tenho nas asas o cansa�o dos altos v�os e nos p�s a certeza de meu alimento. Trago em meu bico o beijo n�o dado e em minhas narinas o cheiro da sobreviv�ncia. Meu corpo tem o tamanho dos meus esfor�os e minha cauda segue infinitamente a dire��o do infinito. Meus gestos escondem a leveza de meu f�lego e minha voz grita minha presen�a. Meu olhar se embrenha nas profundezas da exatid�o e minha cabe�a assume a gravidade do avesso da beleza. Sou um viandante em busca da minha sombra. E tu, quem �s ?

_ Sou apenas um beija-flor no breu da noite.

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