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"No novo tempo... Apesar dos castigos
Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Pra nos socorrer...  Pra nos socorrer...
No novo tempo, apesar dos perigos
De todos os pecados, de todos os enganos, estamos marcados
Pra sobreviver... Pra sobreviver..."

Música "Novo Tempo", do Ivan Lins e do Vitor Martins.


Mais um ano, mais um tempo.
Pra repetir os mesmos pecados e enganos, apesar dos perigos e castigos.

Estamos crescidos, atentos, mais vivos.
E com marcas cada vez mais profundas. Por sobre-viver.
Quinta, 24 de janeiro
Às vezes é melhor não escrever, não registrar os momentos.
Apenas vivê-los.
Domingo, 06 de abril
Pausa. Como se fosse possível não pensar.
Como se fosse possível não sentir.
Talvez seja. Tão possível como não respirar e continuar vivendo.
Terça, 08 de abril
Recebi dois grandes presentes: a publicação de mais nove poemas no Portal Blocos foi um deles.
Hoje, agora há pouco, recebi um convite da Ligia Tomarchio para publicar poesia no site dela.
Nossa! Eu? Que maravilha!
Sempre digo que meu anjo da guarda não descuida um único segundo de mim.
Ele  vê meu coração.
E sabe os momentos em que preciso que me leve lá em cima, na nuvenzinha dele.
E hoje eu estou lá.
Domingo, 13 de abril
Barulho de ondas.
Sonhei com o mar essa noite.
Mar.
Águas largas
de mistério,
vagas
de esperança.
Se não te conhecesse
os perigos e profundezas,
diria que navegar é possível.
Sábado, 26 de abril
Publiquei trabalhos no  Recanto das Letras.
Um sítio fantástico de publicações,  troca de idéias, sentimentos e impressões.

Estou adorando!
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Quarta, 07 de maio
Barulho de palavras.
Dessa semana.
Há palavras que fazem bem.
Escritas ou ditas.
São motivos. Bons motivos.
Para fazer sorrir escondidinho o pensamento.
Terça, 13 de maio
Centro de gravidade é o ponto em torno do qual o peso de um corpo
está igualmente distribuído, em todas as direções.
O equilíbrio de um corpo depende da posição relativa do seu "centro de massa" e de seu "centro de gravidade".
Toda vez que o centro de massa de um corpo sofre um deslocamento significativo em relação
ao seu centro de gravidade, desaparece o equilíbrio e o corpo entra em movimento.
Essa posição relativa determina o tipo de equilíbrio, que pode ser:


Estável, instável ou indiferente
.

Meu centro de gravidade não tem obedecido às leis da Física.
Culpa no coração que, ao ficar maior, sofre um deslocamento significativo
em relação ao meu centro de gravidade.
A posição relativa do meu coração deslocado não me permite determinar precisamente
o tipo de equilíbrio em que se encontra. Mas de uma coisa eu sei:

Ele não é indiferente. E já foi estável, uma vez.
Quarta, 14 de maio
Sempre ouço música, no carro, nos meus trajetos.
Deixo as janelas fechadas, ligo o som, aumento o volume.
Gosto desses momentos de "silêncio do mundo".
Fico a sós com a música e o pensamento.
Às vezes, nem ouço o que toca, porque o volume do pensamento é maior.
Outras, canto junto e o pensamento cala.
Hoje, entrei no carro, coloquei Fagner pra cantar. Adoro.
Cliquei "ordem aleatória". Queria uma música-surpresa.
Tive duas. Fagner e Florbela Espanca. Ele gravou versos dela.
Cantei junto, mais alto do que de costume.
Mudei o roteiro habitual, como se fizesse um passeio.
Bem-estar, arrebatamento, momento feliz, intenso, gostoso.
Talvez culpa da música. Talvez do trajeto, inusitado e tão bonito. Talvez dos versos.
Ou quem sabe, efeito de tudo isso junto?...
Não sei. Mas talvez não importem os motivos.
O que importa são as emoções que a vida, às vezes, põe de presente no coração da gente.
Quarta, 21 de maio
Não quero escrever nada lógico hoje.
Só quero palavras. Umas palavras que gosto de ver escritas. Soltas, entre reticências, entre vírgulas,
no meio das frases, no começo, no fim, entre parênteses, entre aspas.
Sozinhas também, porque são frases inteiras, às vezes.
decifrar
abraçar
traduzir
sonhar
emocionar
revelar
seduzir
beijar
ousar
apaixonar
desejar
amar
alegrar
envolver
pensar
percorrer
cantar
arriscar
Verbos. A serem conjugados. Ou sendo, a todo instante, mesmo que às vezes a gente nem perceba.
viver
surpreender
Sexta, 13 de junho
Abandonei um pouco meus rascunhos. Não tenho muito desenvolvida a capacidade de fazer várias coisas
ao mesmo tempo. Acabo dando atenção maior a algumas, mas não esqueço as outras.
Só as deixo esperando um pouco e descansando de mim.
Deixei passar uma porção de momentos sem registrar aqui. Bons momentos.
Mudanças, mudanças... Coisas boas. A vida tomando novos rumos, ganhando novas cores e aromas,
trazendo novos presentes. Entre eles, passinhos de filhos chegando em casa.
O coração tá grandão assim. E feliz.
Sábado, 19 de julho
Ouvindo música, hoje.
Um jeito, um gesto, um golpe de ternura
e a vida volta logo pro lugar...
Uma palavra é uma coisa dura
só sentimento pode libertar...

O tempo faz o jogo dos desejos,
eu sei que você sabe esperar
o dia amanhecer por entre os dedos
e aí saber que o sonho é bom demais...
Felicidade!...
Brilha no ar,
como uma estrela
que não está lá...

Conto de fadas,
história comum...
Como se fosse uma gota d'água
descobrindo que é o mar azul...
Trechos da Felicidade do Fábio Jr.
E minha também.
Terça, 30 de julho
Adoro avaliar o olhar de algumas pessoas sobre mim.
Percebo-lhes, pelas emoções e respostas, os sentimentos em que me guardam.
A algumas, provoco sensações boas e percebo isso. Porque são as mesmas sensações que provocam em mim.
A outras, sinto que tenho o dom de despertar a mesma raiva que em mim despertam.
Só que as minhas reações diante dessa "raiva recíproca" são diferentes.
Não fico me escondendo em meias palavras e indiretas. O que tenho que dizer, eu digo.
Não me afundo em falsos poços e solidões. Detesto parecer "chorosa". E detesto quem parece.
Detesto me fazer de vítima. E abomino que age assim na tentativa de angariar ombros às suas dores.
E talvez seja exatamente o meu jeito de sair "por cima" nas situações o que as pessoas
que me olham "atravessado" não gostem em mim.
Fazer o que?
Se eu for fazer uma comparação entre os meus "gostares" e "não-gostares",
o saldo dos "gostares" é imensamente, infinitamente maior. E penso que devem ser recíprocos.
Portanto, o saldo dos "não-gostares" (que tenho certeza serem recíprocos)
é tão insignificante como as pessoas que o motivam.

Foi só um desabafo. E nada poético.
Tomara que quem deva ler, leia. E provavelmente vai se sentir ofendida e injustiçada,
e vai chorar e se derramar em lamúrias mais um pouco.
Haja paciência!
Sexta, 01 de agosto
O aniversário de uma pessoa é um dia muito, muito especial.
É (mais um) dos momentos de dizer a elas o quanto são especiais e o quanto significam em nossas vidas.
É um dos momentos em que os abraços são mais macios, os pensamentos mais carinhosos
e os beijos ainda mais doces.
E a gente faz um delicado pacotinho de presente com isso tudo,
embrulha com muitos desejos de felicidade e paz.
E enfeita isso tudo com uma fita bem colorida de
Feliz Aniversário.
Ao enviar um presente assim, com certeza o coração vai junto.
Quarta, 06 de agosto
Sempre procuro manter distância das situações, pessoas e lugares que me causam algum tipo de mal-estar.
Evito qualquer contato com coisas que me parecem "sombrias".
Mas mesmo que eu passe longe delas, às vezes elas me invadem os espaços e tentam me assombrar... .
Vã tentativa.
Essas coisas ruins jogo todas por terra. E é lá que as deixo.
Estou feliz.
E nada nem ninguém vai me tirar isso.
Minha trilha sonora de hoje.
Dessa semana.


Quem dera ser um peixe
Para em teu límpido aquário mergulhar
Fazer borbulhas de amor pra te encantar
Passar a noite em claro, dentro de ti
Um peixe, para enfeitar de corais tua cintura
Fazer silhuetas de amor à luz da lua
Saciar esta loucura, dentro de ti
Canta coração!...

(in)pulso



           Incontrolado o pensamento
           que num instante traz em si
           um frêmito,
           um suspiro,
           um intenso sentir de divindade...
                       
                            Eternidade é vôo,
                            é sopro,
                            é incasto pulsar de liberdade...

            Ah, vontade!...
Momentos. Instantes.
De puro encantamento e poesia.
Doce magia.
Sábado, 09 de agosto
Como são especiais alguns momentos.
Parecem manhãs de primavera nascendo em pleno inverno. Com os encantos das duas estações, juntos.
Do frio, a deliciosa sensação de aconchego oferecida por uma lareira acesa, uma taça de vinho,
uma música suave, uma companhia interessante.
Da primavera, as manhãs claras, os dias de sol, o perfume das flores que nem precisam existir de verdade.
Basta estarem no coração, plantadas ali por palavras.
E senti-as indo e vindo, balançando ao vento. Espalhando aromas e sorrisos.
Domingo, 17 de agosto
Desmesurada...


...a dimensão do instante
que traz em si,
numa impressão,
a plenitude do infinito.
A inserção súbita
da eternidade no tempo.*

Por tua mão.
E o universo pulsa inteiro
nesse coração que habito.
Pensamento.
Quase grito.
Alguns momentos
são especiais demais.
Palavras ditas com carinho
têm o poder de nos colocar na mão
a eternidade do instante.

Talvez as pessoas que as digam
nem percebam
a dimensão que elas podem ter.
Mas o coração
que as sente,
sabe reconhecer o pulsar
do universo nelas.

Continuo feliz.
Sexta, 12 de setembro
Existem coisas com as quais, definitivamente, não sei lidar.
Não sei jogar e nem me arrisco a isso, porque fatalmente perco.
Perco porque só sei usar as regras normais, aquelas que são definidas antecipadamente
pelo que é considerado justo pela razão e pelo bom senso.
Essas regras tolas, que algumas pessoas desconhecem ou fazem questão de ignorar.
Eu poderia aprender a burlar algumas, a manipular o jogo, a esconder cartas na manga, blefar e enganar.
Mas tem um diacho duma coisa em mim que se chama CONSCIÊNCIA,
que tem o grave defeito de não caber no meu travesseiro, quando me deito, se acaso faço algo que não devo.
Por isso, procuro deixar a minha consciência sempre tranquila,
perfeitamente acomodada entre o que acredito, penso e faço.
Sendo assim, não perco o sono, mas perco o jogo.
E fico assistindo, com cara de paisagem, as pessoas empunhando a taça da vitória com  uma das mãos,
escondendo atrás do corpo a outra, cheia de truques e imoralidades.
Para estas, consciência não é problema. Importa sim estar por cima, doa a quem doer.
Delas, penso duas coisas.
Ou a consciência delas é só aquele grilo verde das historinhas que não serve para nada,
ou na cama delas deve haver um travesseiro enorme!
Segunda, 22 de setembro
Não gostaria de escrever sobre o dia de hoje, mas penso que devo registrar a data.
Há dias algumas coisas estavam me roendo a alma e hoje elas atravessaram o invólucro.
Rompimentos. Rupturas. Afastamentos. Dores.
Acabo de deixar, hoje, duas coisas de extrema importância para mim:
meu trabalho de muitos anos e minha poesia no Recanto.
Chorei sim, e muito.
Chorei a dor moral e emocional, a ponto de parecerem dores físicas.
Foram situações diferentes, mas que tiveram os mesmos motivos e efeitos destrutivos.
Dedicação, esforço, competência, seriedade, honestidade, sinceridade...
Onde ficam essas "qualidades" quando para algumas pessoas nada disso tem valor?
Onde ficam quando tudo o que importa é o que vai na cabeça de cada um, o interesse próprio a qualquer custo?
A sensação é de que estou alheia ao mundo, e que mesmo estando nele, ele não me contém.
Estou triste.
Coisas que acreditei e sonhei, perdidas e deixadas.
Não queria estar aqui contabilizando as perdas.
Queria, antes, pensar "pra cima", pensar que quando uma porta se fecha, abrem-se várias janelas.
Mas não é a mesma coisa. Passos entre portas são diferentes de janelas que precisam ser transpostas
como se as coisas que estivessem depois delas precisassem ser furtadas.
Algo foi tirado de mim hoje.
As minhas certezas, as minhas seguranças. E com elas, um pedaço do meu orgulho.
O que guardei? Os meus princípios e dignidade.

Mas não quero pensar que o preço disso foi a minha alegria.
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