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Costumo dizer que:
Não me arrependo do que faço,
Mas sim do que deixei de fazer.
Porém...
Já me arrependi do deixei de fazer
E chorei amargamente pelo que já fiz...
Costumo dizer que:
Sou forte e determinada,
Que poucas coisas me abalam..
Porém...
Sou frágil como flor
Determinada... ponderada.
Sensível demais e chorona totalmente
Costumo dizer que:
Nunca mais iria amar novamente
Que homem nenhum me merecia
E que creio não os merece-los...
Porém...
Você me cercou de todas as maneiras,
Plantou várias sementes
Dizendo falsamente me amar, ou "Gostar muito"
Costumo dizer que:
Não te queria, não estava preparada ainda
E você me cercando...de todos os lados
Mexeu com minha sensibilidade
Com minha emoção...carência
Chegou pequeno homem como és
Se fez um gigante dentro de mim
Costumo dizer que:
Não iria te amar, que fugiria de você
Que não me tocaria, que não faríamos "amor"
Você foi chegando, chegando, chegando
Brincou com meu coração...
Se fez vivo, vibrante e candente
E... agora se foi...
Costumo dizer que:
Não choraria se fosses,
Que não lamentaria tua ausência
E... jamais sentiria saudades
Costumo dizer que:
Quando em minha cama me amou
Sentindo nossos corpos vibrarem
Nos tornaríamos um só corpo
Um só desejo, um só sentimento
Não te doei o meu corpo, eu te dei minha alma
Costumo dizer que:
Não sonharia nunca mais
Que não amaria nem após a morte
Mas, ironia desta vida...
Senti novamente meu coração
Bater acelerado, mãos suar frio
E... mais uma vez o terrível sabor
Amargo da desilusão...lágrimas e desamor
Costumo dizer que:
Não andaria de mãos dadas com
A velha amiga e companheira "Solidão"
O olhar perdido através da janela
Olhando as luzes piscando na cidade
E meus olhos embaçados feito
Chuva na vidraça...
Costumo dizer que:
Ah! Não direi mais nada...
Até a dor passar e a saudade ir embora... 
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