A bobina secundária L2 normalmente possui entre 500 e 1000 voltas, com uma relação altura-diâmetro (aspect ratio: ar) entre 3 e 6. Além do valor da indutância L2 determinado pelas dimensões físicas da bobina e o número de voltas, o comprimento total do condutor empregado possui uma certa resistência elétrica R2 porém, o detalhe característico do secundário, é que este possui uma capacitância C2 distribuída ao longo do bobinado.
Esta capacitância própria combinada com a indutância da bobina determinam um circuito ressonante.
Na Figura 1 observa-se o detalhe de uma bobina secundária e as 3 capacitâncias que nela aparecem por ordem de importância:
Como as espiras se encontram separadas entre si por algum dielétrico (ar, esmalte, etc.), aparece uma certa capacitância Cesp (distribuída) ao longo da bobina.
Se as espiras encontram-se muito juntas, então temos uma superfície condutora lateral de forma que acaba funcionando como uma das armaduras de um capacitor; a outra é o plano terra: uma armadura infinitamente afastada da primeira; por isso esta capacitância Csup é chamada de isotrôpica.
A soma de estas duas capacitâncias: Cesp e Csup, determinam o valor da Capacitância Distribuída C2 do secundário, o qual, obviamente depende da geometria da mesma.
O Terminal Secundário também é um capacitor isotrôpico, ou seja, é resultante de funcionar como uma das armaduras de um capacitor. Seu valor Ct depende exclusivamente das dimensões do terminal, embora deva guardar uma proporção com o valor da capacitância C2 do secundário.
Desta forma, a bobina secundária possui 2 valores de capacitância: o próprio C2 que depende de sua geometria, e um externo proporcionado pelo terminal secundário Ct.
ATENÇÃO: Sendo ambos valores isotrôpicos, resulta que são influenciados pela presencia de objetos perto da bobina.
Como exemplo do valor da capacitância de um terminal secundário de forma ESFÉRICA de diâmetro D, podemos partir da formula do valor da capacitância de duas esferas concêntricas de diâmetro externo Øext e interno Øint:

logo, para determinar o valor da capacitância isotrôpica da esfera, procedemos a afastar infinitamente a esfera externa. O limite da função anterior na condição desejada nos proporciona o valor procurado:

e como a permitividade do vácuo vale 0.0885 pF/cm, resulta que a fórmula pode ser simplificada para:
