Os Centelhadores são dispositivos que permitem a passagem de correntes intensas empregando para isto a ionização do espaço entre os eletrodos. De esta forma se estabelece um canal de descarga entre os mesmos permitindo assim a passagem da descarga principal do eletrodo A para o B.
Os eletrodos são feitos preferivelmente em tungstênio para suportarem as altas temperaturas dos arcos assim como a eletroerossão. Especial atenção deve ser dada ao item dissipação de calor durante o desenho do centelhador para evitar alterações nos parâmetros da descarga.

A ionização inicial do percurso de descarga entre eletrodos pode ser de dois tipos:
A descarga no centelhador é mantida enquanto houver condições para isto, do contrário o arco desaparece e o circuito é aberto. Normalmente isto ocorre quando a tensão cai por baixo de determinado valor ou, quando a distancia entre eletrodos é excessiva ou então, quando já não mais há um agente ionizador. Porém, estás condições dependem dos elementos do circuito de forma que o arco pode continuar 'acesso' por um tempo maior que o necessário; neste caso devemos encontrar algum método para extinguir o mesmo.
Desta forma é importante conhecer a duração da passagem da corrente pelo centelhador, dito em outras palavras: durante quanto tempo o centelhador permanece "fechado", conduzindo.
Basicamente podemos classificá-los em: estáticos e dinâmicos. Os estáticos conduzem quando a tensão atinge determinado valor (ou é injetado o pulso de disparo) e os dinâmicos quando a distância entre os eletrodos é suficiente como para permitir a formação de um arco de descarga. Isto leva a dois tipos práticos: centelhadores estáticos múltiplos e centelhadores rotativos.
A idéia é fracionar a distância entre eletrodos, ou colocar em série vários centelhadores, usualmente 2 tubos de cobre em paralelo, fixados em base isolante. Desta forma é possível obter diferentes distâncias de descarga e por conseguinte diferentes tensões de disparo (quanto maior o número de tubos, maior a tensão)
Observando a figura vemos 8 tubos de cobre dispostos sobre a parede interna de um tubo de PVC. A corrente entra pelo ponto A e sai pelo ponto B' após dois saltos. Poderiamos ter feito uma derivação em B e neste caso obtido 7 saltos.
Para dirigir o sentido da descarga colocamos uma placa isolante entre os tubos A e B (mostrada em vermelho).
O processo pode ser acompanhado na seguinte animação (em vermelho o sentido da corrente, em amarelo o arco entre eletrodos):

Os tubos de cobre são colocados dentro de PVC pois desta forma podemos enviar um fluxo de ar pelo tubos, melhorando assim a extinção do arco. A idéia é "soprar" os arcos formados para durarem o menor tempo possível!


A idéia aqui é dispor os eletrodos num disco giratório cuja velocidade podemos controlar. Desta forma é possível definir o número de 'contatos' (BPS-Breaks Per Second) que acontecem a cada segundo.


Um dos problemas existentes na disposição axial de eletrodos ocorre por conseqüência dos deslocamentos axiais, vibrações do eixo do motor.
Ditas alterações produzem distancias variáveis entre os eletrodos a - a' e b - b', de forma que a freqüência de disparo resulta bastante errática.
Um possível arranjo para evitar isto consiste em apresentar os eletrodos de forma lateral, produzindo-se o arco ao longo das generatrizes dos cilindros.
