M�sica Medieval

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Motetos Organum Descante e Clausula Download
Palavras-Chave: cantoch�o, modos, canto-gregoriano

 

� a m�sica mais antiga que conhecemos, tanto sacra como profana. Em sua primeira fase, a m�sica religiosa conhecida como cantoch�o n�o tinha acompanhamento, e consistia em uma �nica melodia, com uma tessitura do tipo monof�nica. 

Suas melodias flu�am livremente, quase sempre se mantendo dentro de uma oitava e se desenvolvendo, de prefer�ncia com suavidade, atrav�s de intervalos de um tom.�Possu�a maior tend�ncia para sons contrastados do que combinados.

Os ritmos eram irregulares, fazendo-se de forma livre, de acordo com as acentua��es das palavras e o ritmo natural da l�ngua latina, base do canto dessa m�sica. Alguns cantos eram expressos de modo antif�nico, isto �, os coros cantavam alternadamente. Outros eram cantados no estilo respons�rio, que se faz com as vozes do coro respondendo a um ou mais solistas. Ainda hoje, em muitas igrejas e abadias, o cantoch�o � usado normalmente. Fa�a o download de Benedicamus Domino (854Kb) .

A m�sica medieval, que vai at� o s�culo XII, empregou um sistema especial de escalas �s quais se d� o nome de modos. Por exemplo, basta come�ar tocando uma nota branca tipo o R� e ir subindo nota por nota tocando somente nas teclas brancas. Se tentar fazer a mesma coisa come�ando por outra nota, ver� que os modos nunca tem a mesma seq��ncia de tons e semitons. 

O modo em que a melodia est� escrita � identificado pela sua final, isto �, pela nota em que ela come�a e termina, e n�o pelo �mbito da melodia, dado por suas notas mais altas e mais baixas.

Cada modo medieval apresentava duas formas: uma aut�ntica que possuem as mesmas final, por exemplo r� a r�, e a forma plagal que tem o mesmo modo e o mesmo final diferenciando-se apenas pelo fato de a s�rie come�ar uma quarta abaixo. Neste caso, o prefixo "hipo" � acrescentado ao nome do modo, por exemplo, uma s�rie que v� de l� a l�, cuja nota final seja r�, passa a ser o modo hipod�rio.
Existiram seis tipos de modos.

D�rio (aut�ntico) Fr�gido L�dio Mixol�dio E�lio J�nico
r� - r� mi - mi f� - f� sol - sol l� - l� d� - d�


As tessituras polif�nicas foram observadas a partir dos motetos, que eram composi��es resultantes da sobreposi��o de melodias e palavras, e a partir do organum, que eram pe�as elaboradas a partir de cantoch�es preexistentes.

Dan�as e Can��es Medievais

Em sua maioria, as dan�as e can��es medievais s�o monof�nicas (tessitura de uma linha s�). Durante os s�culos XII e XIII, houve intensa produ��o de obras na forma de can��o, compostas pelos troubadours, os aristocr�ticos poetas-m�sicos do sul da Fran�a, e pelos trouv�res, a contrapartida destes no norte. S�o duas palavras que est�o associadas ao moderno verbo franc�s trouver, que significa "descobrir", assim troubadours e trouv�res eram aqueles que descobriam ou inventavam poemas e melodias. Dentre as can��es troubadours uma das mais conhecidas � Kalenda Maya:

"Primeiro de maio,
mas nenhuma folha, flor ou canto de p�ssaro
pode me dar prazer,
enquanto not�cias de meu amor n�o receber..."


Eram melodias que davam clara id�ia do tom, mas n�o dos valores reais das notas, que advinham certamente do ritmo natural das palavras. N�o existe qualquer informa��o sobre os instrumentos que deveriam acompanh�-las, mas � pouco prov�vel que fossem cantadas sem acompanhamento. Tamb�m � poss�vel que houvesse uma introdu��o e interl�dios entre os versos, executados por algum instrumento.

Instrumentos Medievais

  • galub� e tamborim (flauta e tambor)

  • charamela (sopro)

  • corneto (parecido com trompete)

  • �rg�o

  • carrilh�o (conjunto de sinos)
    harpa

  • rebeca (instrumento em forma de p�ra geralmente com tr�s cordas)

  • salt�rio (dotado de cordas que eram tocas com bicos-de-pena, um em cada m�o)


Canto Gregoriano
(Formas de Canto)

- Hino - canto versificado, estr�fico, sem refr�o e regular. O hino � normalmente sil�bico e respeita uma estrutura m�trica fixa. A simplicidade da forma explica, de um lado, a sua origem popular e, de outro, contribuiu para a sua f�cil difus�o. Os hinos lit�rgicos encontram-se reunidos no hin�rio, livro normalmente anexado ao salt�rio (conjunto de salmos b�blicos). Os hinos s�o normalmente cantados por toda a assembl�ia ou pelo coro. Os versos dos hinos na liturgia cat�lica n�o s�o tirados da B�blia, tendo sido compostos por poetas como Santo Ambr�sio e Santo Hil�rio de Poitiers.�

- Respons�rio � antes de designar uma forma, o canto responsorial se refere a uma pr�tica em que ocorre uma altern�ncia entre a estrofe cantada pelo solista e o refr�o cantado pelo coro (responsa). A forma musical que o caracteriza � ABA: refr�o, estrofe e refr�o.�O Aleluia, canto do pr�prio da missa � exemplo de uma aclama��o em forma de respons�rio. A palavra origina-se do hebraico halleloujah, que significa �louvai Yahv�. O canto �, com freq��ncia, bastante ornamentado.Ant�fona � a altern�ncia sim�trica de coros � o que caracteriza o canto antifonal. Acredita-se que essa pr�tica tenha se iniciado na cidade italiana de Mil�o, na �poca de Santo Ambr�sio (s�culo IV). O estilo mel�dico da ant�fona pode ser sil�bico, presente na comunh�o, ou neum�tico, encontrado no intr�ito ou no ofert�rio.Cantos com estrofes solistas � dentro do repert�rio gregoriano, muitas pe�as em estilo responsorial que continham estrofes solistas relativamente curtas e simples, foram sofrendo transforma��es nessa parte que se tornaram mais e mais complexas e ornamentadas por meio das chamadas f�rmulas-tipo, incisos mel�dicos que aparecem recursivamente em diversos cantos do repert�rio. Tal transforma��o se deu, por exemplo com o Tractus ou com o Gradual.
A Abadia Beneditina de Solesmes, na Fran�a, entre Les Mans e Angers, foi pioneira na revitaliza��o do Canto Gregoriano a partir de 1833. O enorme trabalho empreendido pelos monges, resultou em publica��es mais tarde declaradas livros oficiais da Igreja Cat�lica Romana. Entre essas publica��es tomemos o exemplo do Gradual, que cont�m os cantos da Missa para todo o Ano Lit�rgico. A edi��o do Gradual Triplex, tem o seu nome derivado das tr�s nota��es que apresenta: a nota��o Vaticana (com os neumas inseridos na pauta), os neumas do manuscrito de Laon acima e os da Abadia de Saint Gaal abaixo, para compara��o, sendo muito �teis para a interpreta��o.�
O desejo de hegemonia do Canto Lit�rgico Romano, sonhado pelo Papa Greg�rio I n�o p�de ser perpetuado, mas pode-se dizer que o Canto Gregoriano encontrou o seu lugar perene na Hist�ria da M�sica.�

 
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