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APREMELGO- ASSOCIAÇÃO VIRTUAL DOS PROFESSORES DE LÍNGUAS DAS REDES ESTADUAL E MUNICIPAL DE GOIÁS |
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I - Novas demandas num mundo pós guerra
O fim da segunda
grande guerra mundial em 1945 abriu novas expansões nas atividades científicas,
técnicas e econômicas em escala internacional. Essa expansão criou um mundo
unificado e dominado por duas grandes forças: a tecnologia e o comércio, os
quais, logo fizeram surgir também uma vasta demanda para uma língua
internacional. Por várias razões, mais notavelmente devido o poder econômico dos
Estados Unidos no mundo pós-guerra, coube à língua inglesa esse papel.
Em conseqüência desse desenvolvimento, surgiu se uma outro tipo de aprendiz da língua, desta vez, não por prestígio ou por prazer, mas sim pela necessidade de usá-la como língua internacional do comércio e da tecnologia.
Anteriormente as
razões para aprender inglês ou qualquer outra língua não havia ainda sido bem
definidas. O conhecimento de uma língua estrangeira era tido como um sinal de
ascensão social, porém poucas pessoas já haviam questionado a razão pela qual
eles a estudavam. Waters & Hutchinson (1992:6:7)
Uma vez que a
língua inglesa se tornou aceita como língua internacional da tecnologia e do
comércio, foi criada uma nova geração de aprendizes que já aviam definido
exatamente o motivo pelo qual eles estavam aprendendo esta língua.
Os comerciantes
porque queriam vender seus produtos, mecânicos necessitando ler manuais de
instrução, médicos que necessitavam manter informados e atualizados em sua área
de atuação, por outro lado uma enorme gama de estudantes dos quais seus
materiais de estudo incluíam livros textos e jornais disponíveis apenas em
inglês. Todos esses profissionais e muitas outras pessoas necessitavam do
inglês, e mais importante eles sabiam que precisavam da língua e tinham um
propósito definido para o estudo do inglês.
Esse
desenvolvimento foi acelerado pela crise do Óleo dos anos 70, o qual despertou
o interesse massivo de fundos de investimento nos países do oriente médio. Com
isso o inglês se tornou extremamente importante e a pressão comercial começou a
ser influenciada pela necessidade de aprendê-lo.
O efeito geral
de todo esse desenvolvimento causou uma enorme pressão e demanda na profissão do
ensino de língua inglesa.
Enquanto a língua inglesa havia
tomado seu próprio destino, nesse momento passou a ser sujeito de desejos,
necessidades e demandas de todas as pessoas e não apenas dos professores de
inglês. O inglês havia se tornado obrigatório no mundo todo, estudá-lo apenas
por prazer havia deixado de ser levado em consideração, agora era a grande
necessidade que movia a grande demanda de professores nessa área.
II - Revolução
lingüística
A medida em que a demanda para
o ensino aprendizagem do inglês para objetivos e necessidades específicas foi
crescendo, idéias novas começaram a influenciar o estudo da língua inglesa.
Tradicionalmente o objetivo da lingüística era de apenas de descrever e explicar o uso da gramática do inglês. Porém, o novo estudo redirecionou o ensino aprendizagem da língua para uma outra habilidade, atentando se para a definição das características e formas reais nas quais a língua estava sendo usada em comunicação real (Widdowson, 1978).
Com base na
afirmação de que a língua variava muitíssimo no que se relaciona a diferentes
propósitos, deveria ser estabelecido uma forma de caracterizar as
características em várias áreas de atuação da língua e encontrar uma forma mais
plausível e base do curso de línguas.
Em resumo, foi observado que o
inglês usado por um determinado grupo de usuários poderia ser identificado
através da análise das características lingüísticas da área de atuação de
trabalho ou estudo de cada profissional. “ me diga para que você precisa da
língua inglesa que eu lhe digo o tipo de inglês que você precisa” se tornou o
guia principal do curso de ESP.
Novos desenvolvimentos na
psicologia educacional contribuíram para o desenvolvimento do ESP, enfatizando
a importância central do aprendiz e suas atitudes a aprendizagem (e.g. Rodgers,
1969). Ficou observado que as pessoas interessadas em aprender a língua inglesa
apresentavam diferentes necessidades e interesses devido sua área de atuação, a
qual teria uma grande influência em sua motivação para aprender e portanto
afetaria positivamente em sua aprendizagem.
Esse fator contribuiu para a
criação de cursos nos quais eram enfatizados as necessidades e interesses dos
alunos.
Uma forma padronizada de alcançar esses objetivos foi através do uso de textos da área de atualização dos estudantes -textos como na área de Biologia para alunos de Biologia, etc.
A hipótese relevância do curso
era que através do curso de inglês direcionado a suas necessidades aumentaria
também a motivação e conseqüentemente aceleraria a quantidade e qualidade da
aprendizagem Tom Hutchinson and Alan Waters (1992)
Goiânia, fevereiro de 200
HUTCHINSON
& WATERS, English for Specific Purposes: A learning Centered Approach