APREMELGO- ASSOCIAÇÃO VIRTUAL DOS PROFESSORES DE LÍNGUAS DAS REDES ESTADUAL E MUNICIPAL DE GOIÁS

Material desenvolvido por:
 Prof: Euripedes Garcia Batista
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USOS E LIMITAÇÕES DA TEORIA DOS ESQUEMAS

 

As pesquisas teóricas sobre os esquemas apontam os problemas relacionados à ausência de esquemas específicos da cultura, como também a ausência de ativação dos esquemas, e ate mesmo o uso excessivo desses esquemas, conhecimento prévio.

 

Segundo Caril, Devine e Eskey (1988:4) a teoria dos esquemas tem promovido inúmeros benefícios ao ensino de inglês como segunda língua, e na verdade, a maioria dos livros didáticos atuais faz uso da ativação dos esquemas através de atividades de pré-leitura.

 

Apesar disso, as atividades de pré-leitura podem ser limitadas no tocante suas eficácias, também, há uso excessivo do conhecimento prévio e negligenciamento de outras estratégias.

 

 

Os esquemas e o Processo de Leitura

 

No processo de leitura, a compreensão da mensagem depende do levantamento de informações tanto da mensagem quenato dos esquemas internos ate que esses dois se reconciliem, agrupam como um esquema ou mensagem única. (unilateral) (anderson, Hudson, 1982:187). A primeira parte de um texto ativa os esquemas...Os quais e confirmado ou desconfirmado pela informação que se segue: (Wallace 1992:33) porem, esse processo se inicia muito antes: esse ambiente estabelece expectativas poderosas, isso porque já estamos preparados para certos gêneros, mas não par adúltero, mesmo ante de abrirmos um jornal, livro ou uma caixa com uma maquina que acabamos de comprar (Swalles 1990:88).

 

O processo de leitura, portanto, envolvem a identificação do gênero, da estrutura formal e do tópico, todos os quais ativam os esquemas e permitem ao leitor compreender o texto (Swalles 1990:89). Desse modo, considera se que o leitor possui não somente todos os esquemas relevantes, mas também que esses esquemas não e o caso, então alguns transtornos de compreensão podem ocorrer. Na verdade, e provável que nunca haverá coincidência total dedos esquemas entre o leitor e o escriturais como coerência e a propriedade individual do leitor (Wallace 1992:82).

 

Esquemas e diferenças em compreensão: Diferenças de interpretação

 

A diferença entre a intenção do escritor e leitor e determinada pela diferença de experiência de vida entre esses dois. Muitas das vezes que o leitor parece ter entendido um texto, essa interpretação difere da do autor **emissor (Hudson 1992:187).  Um dos aspectos relevantes a serem levados em consideração e a questão de como e abordado o humor, há casos, por exemplo, em que o texto pode apresentar uma conotação humorística par o emissor, mas por outro lado, esse mesmo texto pode apresentar conotação pejorativa, ou chocante para o receptor.

 

Uma das razoes mais obvias pelas quais um determinado esquema de conteúdo pode deixar de existir para um determinado leitor pode estar relacionado ao fator cultural, isso porque os esquemas dependem de fatores específicos de cada cultura e não parte de um determinado conhecimento prévio do leitor.

A cultura do leitor  pode afetar  tudo, desde a  forma que esse leitor  percebe a própria leitura, o esquema de conteúdo e o esquema formal que esse leitor possui e ate mesmo sua compreensão de conceitos individuais.  Alguns conceitos chaves podem não estar presente nos esquemas do falante não nativo, por exemplo, ou eles podem carregar conotações diferentes ou ate mesmo conotações alternativas. O conceito de lua cheia na Europa, por exemplo, este ligado ao esquema que inclui estórias de horror, loucura, enquanto que no Japão, esse mesmo conceito ativo uos esquemas  d relacionados à beleza e festividades realizadas em noites de lua cheia, especifico daquela cultura.

 

Para o leitor ler no limitai de sua habilidade lingüística, se a tópica esta fora de sua experiência ou base de conhecimento, eles ficam navegando num imenso mar, a deriva (Aebersold e Field 1997:41). Ao se deparar com tais tópicos desconhecidos, alguns alunos, leitores tentam  superar essa falta de conhecimento prévio fazendo uma leitura lenta, outros alunos tentam recompensar a ausência dessa estratégia fazendo adivinhações irrelevantes (Carrel 1988ª:101). Ambas estratégias inevitavelmente resultam em dificuldade de compreensão.

Por outro lado, pesquisas como a de Johnson, Carrel e Eisterhold 1983:80)  sugerem que o uso de textos com topicos familiares e melhor lembrado doque aqueles textos de relacionados a assuntos desconhecidos. Swales (1990:87) concorda com os pesquisadores acima e acredita que outras pesquisa apresentam tambem evidencias de que quando a forma e o conteudo de um texto são familiares esse texto se tornara, sem duvida, mais acessivel pelo leitor.

 

A TEORIA DOS ESQUEMAS APLICADA AO ENSINO DA LEITURA

 

Aplicacao da teoria dos esquemas na leitura como ao ensino de ingles como segunda lingua.

 

Como foi descrito anteriormente, os problemas relacionados a leitura em alguns alunos estao relacionadas a insuficiencia de conhecimento previo (Carrell 1988b:245) se esse problema estiver relacionado ao assunto a ser lido, sugere que para amenizar a situacao os textos sejam curtos e  dentro da area de conhecimento ou interesse do aluno . da mesma forma, onde as deficiencias de conhecimento previo relacionados especificamente a cultura, sugere se trabalhar com textos desenvolvidos dentro da propria cultura do individuo ou textos desenvolvidos atraves da experiencia propria do leitor. (op.cit.:85)

 

Po outro lado, Carrell e Eisthold (1983:89) sugerem tambem que todo interferencia  relacionada ao aspecto cultural em sala de aula, pode representar uma oportunidade para construir esquemas especificos daquela determinada cultura, os quais estaro disponiveis para o aluno de ingles como segunda lingua e lingua estrangeira fora da sala de aula. Portanto, ao inves de tentar neutralizar textos, escolhendo os que possivelmente adaptam aos alunos e mais plausivel preparar esse aluno a construir conhecimento previo nesse assunto anters de iniciar o processo de leitura per see, e isso pode ser almejado atraves de atvidades de pre leitura apropriadas (Carrel 1988:245).

 

Carrel (1999b:245) aponta inumeras formas nas quais podemos construir dconhecimento previo relevant, dentre eles, esse autor inclui: palestras, ajudas visuais, demonstracoes, expoeriencia real de vida, discussao, atividades de grupo, reconhecimento  e analise do texto, introducao e discussao do vocabulario chave, conceitos chaves, atividades associativas.dentre os exemplos de contextualizacao podem ser citados, por exemplo, a mostra da gravura ou foto de uma cidade sobre a qual sera discutida no texto, mostra de um video clip da adaptacao de um film do obra literaria na qual irao ler. Apesar de importantes, essas atividades por si so não são suficientes e o professor necessita suplementa las com outras atividades.

 

Os problemas relacionados a leitura não são causados apenas devido a deficiencia de conhecimento previo, por tanto os esquemas devem ser ativados continuamente (Carrell 1988ª:105). Em outras palavras, o leitor pode vir para o texto com conhecimento previo sem necessariamente que seus esquemas estejam ativados enquanto o le, portanto ``as atividades de pre leitura devem almejar ambos objetivos, ou seja, construir novo conheciemnto previo como tambem ativar o conhecimneto previo existente`` (Carrell1988:248). Uma das estrategias mais comumente usadas são as atividades de ``tempestade de ideias`` do ingles `brain storming activities`, onde os alunos geram informacoes sobre o assunto baseado em seu conhecimento e experiencia propria( Aebersold e Field 1997:71._  **********exemplo

 

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Um outro ponto relevante que deve ser levado em consideracao e o fato deo aluno de baixo nivel possuir esquemas mas não possuir  abilidades linguisticas para discuti-los numa L2, nesse caso, a L1 pode ser usada para acessar o conhecimento previo, porem, o professor deve introduzir o vocabulario relevante ao assunto durante a discussao, ou por outro lado, se o professor não o fizer, os esquemas serao ativados mas a aprendizagem da L2 não sera facilitada.

 

LIMITACOES NO USO DA TEORIA DOS ESQUEMAS NO ENSINO DE UMA L2

Problemas com a aplicacao da teoria dos esquemas

 

Apesar da crescente popularidade do uso das atividades de pre leitura, elas podem apresentar limitacoes quanto aplicadas ao Ensino de Ingles como segunda lingua e podde ate mesmo não funcionar como pretende. Carrel & Wallace (1988ª:105) descobriram que fornecer um contexto não melhorou a habilidade de lembrar nem mesmo em alunos de niveis mais avancados, o que sugere que seus esquemas não estavam ativados. Hudson (1982:186) argumenta que ao encoragar o aluno a fazer uso de estrategias de leitura, esse aluno construira significado para esse texto independentemente de seu grau e conhecimento de uso da sintaxe, semantica ou analise dos problemas**constrangimentos.

      

O processo de leitura tem sido famosamente descrito como um `jogo psicolingüístico`(Goodman, Carrell e Eisterhold 1983:74), no qual o leitor eficiente minimiza sua dependencia em detalhes visuais`fazendo uso de seu conhecimento previo para fazer predicoes e confirma las no texto (goodman 1975:12) os modelos top down infelizmente, deu a o professor uma mensagem erronea de que a leitura e em sua grande maioria `apenas uma questao de fornecer ao leitor conhecimento previo...e encoraga lo a fazer uso completo desse conheciemnto na decodificacao de textos`(Eskey 1988:97), porem, atualmente, e reconhecido que a lingua e um dos grandes problemas na area de leitura para os estudantes de uma L2.

 

Estudantes de uma L23 necessitam de vocabulario receptivo massivo que seja rapido, correto e automaticamente acessivel. Carrell sugere um metodo paralelok no qual o vocabulario e os esquemas sejam desenvolvidos atraves exercicios de pre ensino do vocabulario** e conhecimento previo para os pares de mensagens a serem lidas posteriormente. Alem disso, uma vez que o aprendiz  necessita ver uma palavra varias vezes em diferentes contextos antes de aprende la, eles podem precisar ler mais textos doque o de costume noramal em cursos de leitura.

 

Leitura externsiva e intertextualidade, encoragar os alunos a ler por prazer já foi mencionado por varios autores, (Bamford e day 1997/ Carrell e Eisterhold 1983:85-6/Wallace 1992”68-9)e continuara a conduzi ls esperancosamente ao tipo de leitura extensiva que o leitor precisa para fazer se eles realmente querem adquirir automaticidade em sua abilidade de reconhecimento da palavras frase.

 

Enquanto os alunos não lerem em grande quantidade, eles não se tornarao leitores fluentes. O aluno pode estar motivado a leitura extensiva atraves da permissao de escolha de seu proprios textos baseado em seu interesse (Stoller em Eskey e Grabe 1988:230)

 

Uma outra razao pela qual a leitura extensiva esteja relacionada ao conceito de intertextualidade onde tosoos os textos contendo tracos de outros textos, frequentemente eles não podem ser lido e interpretados rp prontamente- ou pelo mesmo apreciado por completo- sem referencia a outros textos. (Wallace 1992:47) <cCarthy e Carte 1994:114) apontam que varios textos assume que o leitor sera capaz de pegar....alusao e perceber a referencia cultural, tais como expressoes etc. por exemplo, uma artigo sobre a morte de Diana (de Roxanne Roberts no Washinghton Post, 14 de setembro de 1997) o qual refere a Diana como ` the face that launched a thousand taboids`alluding to the line about the bauty of Helen of Troy from marlows`fausto (1588) ìs this face that launched a thousand ships?

 

Sinclairs....

 


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