Na mais densa floresta, podemos mesmo de longe notar a presença
marcante das flores do Ipê.
Sua cor amarelo–dourada se faz presente na imensidão
do verde. Já na grande metrópole, uma periferia
com o mesmo nome, passa despercebida diante de tantas outras.
Foi no Ipê
Amarelo, periferia de Contagem/MG, que Ana realizou seu sonho:
entregar sua vida aos mais pobres e abandonados.
Neste bairro
não há mais ipês, mas podemos ver as flores
pintadas em tecidos por mulheres do curso de pintura que Ana iniciou.
Na Comunidade
de base esteve presente nas Pastorais da Criança e Penitenciária,
na Oração do Terço, Círculos Bíblicos,
na vida do povo, celebrada na comunidade Nossa Senhora Aparecida.
“Assim
como nós, passou por muitas dificuldades: a falta de água,
a lama, acompanhou de perto o sofrimento do povo. Ana chegava
cansada de seus trabalhos, mas sempre se mantinha bem humorada
e fervorosa em sua devoção a Santa Terezinha”.
Se houvessem
ipês e se estivessem floridos, com certeza neste momento
já não brilhariam com a mesma cor, pois a Ana não
está mais lá, mas permanece em nosso coração
e nas pessoas com quem conviveu nestes 4 anos.
Desde a madrugada
de 26 de maio de 2001 fica a saudade...
A certeza
na Ressurreição nos dá esperança e
ânimo para seguirmos em frente, pois cremos na vida e no
ressurgir de novos Ipês-Amarelos, desta vez floridos.
Leigos
Missionários Combonianos e Comunidade N. Sra Aparecida
Ipê
Amarelo – Contagem/MG
“É
necessário tomar coragem: julgar a vida e
o
mundo por aquilo que são na realidade
e
convencer-se de que nós pertencemos a Deus,
Dele
nós saímos e a Ele devemos voltar”.
Daniel
Comboni