Aprendi com a natureza
a me deixar cortar e voltar sempre inteira...Muitas vezes tenho que abrir um túnel na rocha bruta pra me permitir respirar ao menos.

Mas tenho por compensação um amor, esse que eu amo solenemente, amor sem conta.

Tenho porque mereço, e soube disso há pouco tempo.

Um amor que já pulou o muro, subiu em árvore em tempo de se estrepar...

Um amor que eu não soube onde, como nem quando começou.

E era o meu destino: amor sem conta.

Um dia achei que a ausência era falta.
E sentia, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta nessa ausência.
Ela é um estar em mim.
E sinto tão pegado, aconchegado nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência,
ninguém a rouba mais de mim.

(Cecília Meirelles)

 

Clique aqui para voltar à Página Principal 

 

 

1