Destaque:

 

Castro Alves: Vida e Obra

 

Textos

 

Perseverando

O Coração

Murmúrios da Tarde

Ode ao Dous de Julho

A Duas Flores

O "Adeus" de Teresa

A Volta da Primavera

A Maciel Pinheiro

América

O Tonel das Danaides

A Luís

Dalila

As Duas Ilhas

Ao Ator Joaquim Augusto

Os Anjos da Meia-Noite

1ª Sombra ...

A bainha do punhal

A canção do africano

Canção do Boêmio

A criança
A  cruz da estrada

A mãe do cativo

A órfã na sepultura

Adeus, meu canto

Antítese

ESPUMAS FLUTUANTES

O Livro e a América

Hebréia

Quem dá aos pobres, empresta a Deus.

O Laço de Fita

Ahasverus e o Gênio

Mocidade e Morte

Ao Dous de Julho

Os Três Amores

O Fantasma e a Canção

O Gondoleiro do Amor

Sub Tegmine Fagi

As Três Irmãs do Poeta

O Vôo do Gênio

As Trevas

Aves da Arribação

Os Perfumes

Immensis Orbitus Anguis

A Uma Atriz

Canção do Boêmio

É Tarde

A Meu Irmão Guilherme de Castro Alves

Quando Eu Morrer

Uma Página de Escola Realista

Coup D'Étrier

O Hóspede

 

 

 


 

Castro Alves

 

 

O Tonel das Danaides

 

Diálogo

 

Na torrente caudal de seus cabelos negros

Alegre eu embarquei da vida a rubra flor.

-Poeta! Eras o Doge o anel lançando às ondas . . .

Ao fundo de um abismo... arremessaste c amor.

Depois minh'alma ao som da Lira de cem vozes

Sublimes fantasias em notas desfolhou.

 

-Cleópatra também p'ra erguer no Tibre a espuma

As pér'las do colar nas vagas desfiou!

Depois fiz de meu verso a púrpura escarlate

Por onde ela pisasse em marcha triunfal!

-Como Hércules, volveste aos pos da insana Onfália

O fuso feminil de uma paixão fatal.

Um dia ela me disse: "Eu sou uma exilada!"

Ergui-me... e abandonei meu lar e meu país...

-Assim o filho pródigo atira as vestes quentes

E treme no caminho aos pés da meretriz.

E quando debrucei-me à beira daquela alma

P'ra ver toda riqueza e afetos que lhe dei! . . .

-Ai! nada mais achaste! o abismo 05 devorara...

O pego se esqueceu da dádiva do Rei!

Na gruta do chacal ao menos restam ossos...

Mas tudo sepultou-me aquele amor cruel!

-Poeta! O coração da fria Messalina

É das fatais Danaides o pérfido Tonel!

 

 

 

A Luís

 

(No dia de seu Natalício)

 

A imaginação, com O VOO ousado

aspira a princípio à eternidade...

Depois um pequeno espaço basta em breve

para os destroços de nossas esperanças iludidas! . .

GOETHE

 

Como um perfume de longínquas plagas

Traz o vento da pátria ao peregrino,

O meu amigo! que saudade infinda

Tu me trazes dos tempos de menino!

É o ledo enxame de sutis abelhas

Que vem lembrar à flor o mel d'aurora...

Acres perfumes de uma idade ardente

Quando o lábio sorri... mas nunca chora!

Que tempos idos! que esperanças louras!

Que cismas de poesia e de futuro!

Nas páginas do triste Lamartine

Quanto sonho de amor pousava puro! ..

E tu falavas de um amor celeste,

De um anjo, que depois se fez esposa. . .

-Moça, que troca os risos de criança

 

Pelo meigo cismar de mãe formosa.

Oh! meu amigo! neste doce instante

O vento do passado em mim suspira,

E minh'alma estremece de alegria,

Como ao beijo da noite geme a lira.

Tu paraste na tenda, ó peregrino!

Eu vou seguindo do deserto a trilha;

Pois bem... que a lira do poeta errante

Seja a bênção do lar e da família.

 

 

 

Dalila

 

Fair defect of nature.

MILTON (Paradise Lost)

 

Foi Desgraça meu Deus!... Não!... Foi loucura

Pedir seiba de vida-à sepultura,

Em gelo - me abrasar,

Pedir amores -a Marco sem brio,

E a rebolcar-me em leito imundo e frio

-A ventura buscar.

Errado viajor - sentei-me à alfombra

E adormeci da mancenilha à sombra

Em berço de cetim...

Embalava-me a brisa no meu leito...

Tinha o veneno a lacerar-me o peito

- A morte dentro em mim...

Foi loucura!... No ocaso -tomba o astro;

A estátua branca e pura de alabastro

- Se mancha em lodo vil...

Quem rouba a estrela-à tumba do ocidente?

Que Jordão lava na lustral corrente

O marmóreo perfil?...

Talvez!... Foi sonho!... Em noite nevoenta

Ela passou sozinha, macilenta,

Tremendo a soluçar...

Chorava - nenhum eco respondia...

Sorria-a tempestade além bramia...

E ela sempre a marchar.

E eu disse-lhe: Tens frio? - arde minha alma.

Tens os pés a sangrar?-podes em calma

Dormir no peito meu.

Pomba errante-é meu peito um ninho vago!

Estrela- tens minha alma-imenso lago-

Reflete o rosto teu! . . .

E amamos - Este amor foi um delírio...

Foi ela minha crença, foi meu lírio,

Minha estrela sem véu...

Seu nome era o meu canto de poesia,

 

Que com o sol - pena de ouro -eu escrevia

Nas laminas do céu.

Em seu seio escondi-me... como à noite

Incauto colibri, temendo o açoite

Das iras do tufão,

A cabecinha esconde sob as asas,

Faz seu leito gentil por entre as gazas

Da rosa do Japão.

E depois... embalei-a com meus cantos

Seu passado esqueci... lavei com prantos

Seu lodo e maldição...

...Mas um dia acordei... E mal desperto

Olhei em torno a mim... -Tudo deserto...

Deserto o coração...

Ao vento, que gemia pelas franças

Por ela perguntei... de suas tranças

À flor que ela deixou...

Debalde... Seu lugar era vazio...

E meu lábio queimado e o peito frio,

Foi ela que o queimou...

Minha alma nodoou no ósculo imundo,

Bem como Satanás -beijando o mundo -

Manchou a criação,

Simum - crestou-me da esperança as flores...

Tormenta - ela afogou nos seus negrores

A luz da inspiração...

Vai, Dalila!... É bem longa tua estrada...

É suave a descida-terminada

Em báratro cruel.

Tua vida-é um banho de ambrósia...

Mais tarde a morte e a lâmpada sombria

Pendente do bordel.

Hoje flores... A música soando...

As perlas do Champagne gotejando

Em taças de cristal.

A volúpia a escaldar na lonca insônia...

Mas sufoca os festins de Babilônia

A legenda fatal.

Tens o seio de fogo e a alma fria.

O cetro empunhas lúbrico da orgia

Em que reinas tu só!...

Mas que finda o ranger de uma mortalha,

A enxada do coveiro que trabalha

A revolver o pó.

Não te maldigo, não!... Em vasto campo

Julguei-te - estrela, - e eras - pirilampo

Em meio à cerração...

Prometeu -quis dar luz à fria argila...

 

Não pude... Pede a Deus, louca Dalila,

A luz da redenção!!...

 

 

 

As Duas Ilhas

 

Sobre uma página de poesia de V. Hugo

com o mesmo título

 

Quando à noite - às horas mortas -

O silêncio e a solidão

-Sob o dossel do infinito-

Dormem do mar n'amplidão,

Vê-se, por cima dos mares,

Rasgando o teto dos ares

Dois gigantescos perfis...

Olhando por sobre as vagas,

Atentos, longínquas plagas

Ao clarear dos fuzis.

Quem os vê, olha espantado

E a sós murmura: "O que é?

Ai! que atalaias gigantes,

São essas além de pé?!. . ."

Adamastor de granito

Co'a testa roça o infinito

E a barba molha no mar;

E de pedra a cabeleira

Sacudind'a onda ligeira

Faz de medo recuar...

São-dons marcos miliários,

Que Deus nas ondas plantou.

Dons rochedos, onde o mundo

Dous Prometous amarrou!...

-Acolá. . . (Não tenhas medo!. . . )

E Santa Helena-o rochedo

Desse Titã, que foi rei! . . .

-Ali. .. (Não feches os olhos!. . . )

Ali... aqueles abrolhos

São a ilha de Jersey!...

São eles-os dous gigantes

No século de pigmeus.

São eles - que a majestade

Arrancam da mão de Deus.

-Este concentra na fronte

Mais astros-que o horizonte,

Mais luz - do que o sol lançou! . . .

-Aquele-na destra alçada

Traz segura sua espada

-Cometa, que ao céu roubou!...

E olham os velhos rochedos

O Sena, que dorme além...

E a França, que entre a caligem

Dorme em sudário também...

 

E o mar pergunta espantado:

"Foi deveras desterrado

Buonaparte -meu irmão?..."

Diz o céu astros chorando:

"E Hugo?. . . " E o mundo pasmando

Diz: "Hugo. . . Napoleão! . . . "

Como vasta reticência

Se estende o silêncio após...

Es muito pequena, ó França,

P'ra conter estes heróis...

Sim! que estes vultos augustos

Para o leito de Procustos

Muito grandes Deus traçou...

Basta os reis tremam de medo

Se a sombra de algum rochedo

Sobre eles se projetou!...

Dizem que, quando, alta noite,

Dorme a terra-e vela Deus,

As duas ilhas conversam

Sem temor perante os céus.

-Jersey curva sobre os mares

À Santa Helena os pensares

Segreda do velho Hugo...

- E Santa Helena no entanto

No Salgueiro enxuga o pranto

E conta o que Ele falou...

E olhando o presente infame

Clamam: "Da turba vulgar

Nós - infinitos de pedra -

Nós havemo-los vingar! .."

E do mar sobre as escumas,

E do céu por sobre as brumas,

Um ao outro dando a mão...

Encaram a imensidade

Bradando: "A Posteridade!..."

Deus ri-se e diz: "Inda não!..."

 

 

 

Ao Ator Joaquim Augusto

 

Um dia Pigmalião - o estatuário

Da oficina no tosco santuário

Pôs-se a pedra a talhar...

Surgem contornos lânguidos, amenos...

E dos flocos de mármore outra Vênus

Surge dest'outro mar.

De orgulho o mestre ri... A estátua é bela!

Da Grécia as filhas por inveja dela

Vão nas grutas gemer...

Mas o artista soluça: "O Grande Jove!

"Ela é bela . . . bem sei- mas não se move!

"E sombra-e não mulher!"

 

Então do excelso Olimpo o deus-tonante

Manda que desça um raio fulgurante

À tenda do escultor.

Vive a estátua! Nos olhos -treme o pejo,

Vive a estátua!.. . Na boca-treme um beijo,

Nos seios - treme amor.

O poeta é - o moderno estatuário

Que na vigília cria solitário

Visões de seio nu!

O mármore da Grécia - é o novo drama!

Mas o raio vital quem lá derrama?...

É Júpiter!... És tu!...

Como Gluck nas selvas aprendia

Ao som do violoncelo a melodia

Da santa inspiração,

Assim bebes atento a voz obscura

Do vento das paixões na selva escura

Chamada - multidão.

Gargalhadas, suspiros, beijos, gritos,

Cantos de amor, blasfêmias de precitos

Choro ou reza infantil,

Tudo colhes... e voltas cotas mãos cheias,

-O crânio largo a transbordar de idéias

E de criações mil.

Então começa a luta, a luta enorme,

Desta matéria tosca, áspera, informe,

Que na praça apanhou.

Teu gênio vai forjar novo tesouro...

O cobre escuro vai mudar-se em ouro,

Como Fausto o sonhou!

Glória ao Mestre! Passando por seus dedos

Dói mais a dor... os risos são mais ledos...

O amor é mais do céu...

Rebenta o ouro desta fronte acesa!

O artista corrigiu a natureza! O alquimista venceu!

Então surges, Ator! e do proscênio

Atiras as moedas do teu gênio

As pasmas multidões.

Pródigo enorme! a tua enorme esmola

Cunhada pela efígie tua rola

Nos nossos corações.

Por isso agora, no teu almo dia,

Vieram dando as mãos a Poesia

E o povo, bem o vês;

Como nos tempos dessa Roma antiga

Aos pos desse outro Augusto a plebe amiga

Atirava lauréis...

 

Augusto! E o nome teu não se desmente...

O diadema real na vasta frente

Cinges... eu bem o sei!

Mandas no povo deste novo Lácio...

E os poetas repetem como Horácio:

"Salve! Augusto! Rei!"

 

 

 

Os Anjos da Meia-Noite

 

Fotografias

 

I

 

Quando a insônia, qual lívido vampiro,

Como o arcanjo da guarda do Sepulcro,

Vela à noite por nós,

E banha-se em suor o travesseiro

E além geme nas franças do pinheiro

Da brisa a longa voz...

Quando sangrenta a luz no alampadário

Estala, cresce, expira, após ressurge,

Como uma alma a penar;

E canta aos guizos rubros da loucura

A febre- a meretriz da sepultura -

A rir e a soluçar...

Quando tudo vacila e se evapora,

Muda e se anima, vive e se transforma,

Cambaleia e se esvai...

E da sala na mágica penumbra

Um mundo em trevas rápido se obumbra...

E outro das trevas sai...

Então... nos brancos mantos, que arregaçam

Da meia-noite os Anjos alvos passam

Em longa procissão!

E eu murmuro ao fitá-los assombrado:

São os Anjos de amor de meu passado

Que desfilando vão...

Almas, que um dia no meu peito ardente

Derramastes dos sonhos a semente,

Mulheres, que eu amei!

Anjos louras do céu! virgens serenas!

Madonas, Querubins ou Madalenas!

Surgi! aparecei!

Vinde, fantasmas! Eu vos amo ainda;

Acorde-se a harmonia à noite infinda

Ao roto bandolim...

E no éter, que em notas se perfuma,

As visões s'alteando uma por uma,

Vão desfilando assim!...

 

 

 

1ª Sombra

 

Marieta

 

Como o gênio da noite, que desata

O véu de rendas sobre a espádua nua,

Ela solta os cabelos... Bate a lua

Nas alvas dobras de um lençol de prata...

O seio virginal, que a mão recata,

Embalde o prende a mão... cresce, flutua...

Sonha a moça ao relento... Além na rua

Preludia um violão na serenata! . . .

. . . Furtivos passos morrem no lajedo. . .

Resvala a escada do balcão discreta

Matam lábios os beijos em segredo...

Afoga-me os suspiros, Marieta!

Ó surpresa! ó palor! ó pranto! ó medo!

Ai! noites de Romeu e Julieta!...

 

 

 

2.a Sombra

 

Bárbora

 

Erguendo o cálix, que o Xerez perfuma,

Loura a trança alastrando-lhe os joelhos,

Dentes níveos em lábios tão vermelhos,

Como boiando em purpurina escuma;

Um dorso de Valquíria... alvo de bruma,

Pequenos pés sob infantis artelhos,

Olhos vivos, tão vivos como espelhos

Mas como eles também sem chama alguma;

Garganta de um palor alabastrino,

Que harmonias e músicas respira...

No lábio-um beijo... -no beijar-um hino;

Harpa eólia a esperar que o vento a fira,

-Um pedaço de mármore divino...

-É o retrato de Bárbora-a Hetaíra.-

 

 

 

3.a Sombra

 

Ester

 

Vem! no teu peito cálido e brilhante

O nardo oriental melhor transpira!...

Enrola-te na longa cachemira,

Como as Judias moles do Levante.

Alva a clâmide aos ventos-roçagante...

Túmido o lábio. onde o saltério gira...

Ó musa de Israel! pega da lira...

Canta os martírios de teu povo errante!

 

Mas não... brisa da pátria além revoa,

E, ao delamber-lhe o braço de alabastro,

Falou-lhe de partir... e parte... e voa...

Qual nas algas marinhas desce um astro...

Linda Ester! teu perfil se esvai... s'escoa...

Só me resta um perfume... um canto... um rastro...

 

 

 

4.ª Sombra

 

Fabíola

 

Como teu riso dói... como na treva

Os lêmures respondem no infinito:

Tens o aspecto do pássaro maldito,

Que em sânie de cadáveres se ceva!

Filha da noite! A ventania leva

Um soluço de amor pungente, aflito...

Fabíola! É teu nome!... Escuta... é um grito,

Que lacerante para os céus s'eleva!...

E tu folgas, Bacante dos amores,

E a orgia, que a mantilha te arregaça,

Enche a noite de horror, de mais horrores...

É sangue, que referve-te na taça!

É sangue, que borrifa-te estas flores!

E este sangue é meu sangue... é meu... Desgraça!

 

 

 

5.ª E 6.ª Sombras

 

Cândida e Laura

 

Como no tanque de um palácio mago

Dois alvos cisnes na bacia lisa,

Como nas águas, que o barqueiro frisa,

Dois nenufares sobre o azul do lago,

Como nas hastes em balouço vago

Dois lírios roxas, que acalenta a brisa,

Como um casal de juritis, que pisa

O mesmo ramo no amoroso afago...

Quais dois planetas na cerúlea esfera,

Como os primeiros pâmpanos das vinhas,

Como os renovos nos ramais da hera,

Eu vos vejo passar nas noites minhas,

Crianças, que trazeis-me a primavera...

Crianças, que lembrais-me as andorinhas!...

 

 

 

7.ª Sombra

 

Dulce

 

Se houvesse ainda talismã bendito

Que desse ao pântano-a corrente pura,

Musgo-ao rochedo, festa-à sepultura,

Das águias negras - harmonia ao grito...

Se alguém pudesse ao infeliz precito

Dar lugar no banquete da ventura...

E trocar-lhe o velar da insônia escura

No poema dos beijos - infinito...

Certo... serias tu, donzela casta

Quem me tomasse em meio do Calvário

A cruz de angústia, que o meu ser arrasta!...

Mas se tudo recusa-me o fadário,

Na hora de expirar, ó Dulce, basta

Morrer beijando a cruz de teu rosário!...

 

 

 

8.ª Sombra

 

Último fantasma

 

Quem és tu, quem és tu, vulto gracioso,

Que te elevas da noite na orvalhada?

Tens a face nas sombras mergulhada...

Sobre as névoas te libras vaporoso...

Baixas do céu num vôo harmonioso!...

Quem és tu, bela e branca desposada?

Da laranjeira em flor a flor nevada

Cerca-te a fronte, 6 ser misterioso!...

Onde nos vimos nós?... Es doutra esfera?

És o ser que eu busquei do sul ao norte...

Por quem meu peito em sonhos desespera?...

Quem és tu? Quem és tu?-Es minha sorte!

És talvez o ideal que est'alma espera!

És a glória talvez! Talvez a morte!...

 

  

Dados obtidos em livros da autora, sites da Internet.

 

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