Mãos Inertes

Maria da Graça Almeida 


As mãos sobre o teclado,
reprimido esvoaçar.
Distraídas lagartas
indispostas a voar.

No rebaixo do bemol
e no sustenido olhar
solfejando à luz do sol, 
uma pausa a imperar.

Numa peça tão franzina
que ainda sei de cor,
vejo muda a sonatina
e, menor o tom maior.

A bisar longo o acorde 
um arpejo acorda a brisa
e a fuga em movimento
vaia o eco que a reprisa.

 

 

LUIZ DELFINO DE BITTENCOURT MIRANDA

26082002

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