COORDENADOR
O ACAD�MICO E A LIGA
              V�rias faculdades de medicina t�m se preocupado em reavaliar seus curr�culos, visando atualizar a forma��o m�dica de modo a fazer frente aos constantes avan�os t�cnicos, � solicita��o cada vez maior da sociedade e � situa��o em que se encontra a rela��o m�dico- paciente-conv�nio.
               O II Congresso Paulista de Educa��o M�dica / XI Reuni�o Anual das Escolas M�dicas do Estado
de S�o Paulo, realizado de 29 a 31 de maio deste ano, prop�s-se a discutir v�rios temas do curr�culo m�dico, sob a vis�o dos diretores, dos professores e acad�micos de v�rias escolas de medicina de nosso estado.
Experi�ncias do tipo "Problem Based Learning" (PBL) t�m sido testadas, onde o m�todo tradicional de ensino � substitu�do pela participa��o ativa dos alunos, em pequenos grupos, na discuss�o de casos cl�nicos, na investiga��o e elabora��o do diagn�stico e at� mesmo na proposi��o terap�utica adotada.
             Segundo o Prof. Ernesto Lima Gon�alves,  o aluno deve inclusive dispor de tempo no contexto do curr�culo para desenvolver sua auto-educa��o. A faculdade de Medicina da USP est� no terceiro ano de implanta��o de seu curr�culo nuclear. Neste modelo, diminui-se a carga
hor�ria das mat�rias obrigat�rias e acrecentam-se disciplinas optativas que consomem entre 25 a 28% do total das horas de aula, de livre escolha do aluno. Dentro deste contexto, a participa��o volunt�ria do aluno nas "ligas"da sua faculdade representa um movimento em busca da complementa��o ou aprofundamento dos temas pelos quais tem maior interesse.
            A Liga de Cirurgia Pl�stica da FCMS existe h� cinco anos e � um exemplo de auto gest�o do aprendizado. N�o esperamos, e isto tamb�m n�o tem a menor import�ncia, que todo aluno participante da liga venha a se tornar um cirurgi�o pl�stico. O importante � o conceito - o seu interesse naquele momento.
            Nosso objetivo, ou estrat�gia , � aproveitar a motiva��o do acad�mico e desenvolver, com o grupo, atividades que possam ser �teis para sua forma��o 'edica como um todo e n�o apenas para a cirurgia pl�stica. Temos uma reuni�o cient�fica onde o aluno, a cada semana, � respons�vel por apresentar uma aula que ele teve que preparar - pesquisar literatura e livros de texto - Aprender a Aprender - preparar "slides"ou "data Show" e ap�s a apresenta��o, discutir o tema com seus colegas. Ao final, discutimos e complementamos as informa��es referentes ao assunto apresentado e tamb�m corrigimos eventuais falhas did�ticas - Aprender a Ensinar. Estamos iniciando, ainda timidamente, alguns grupos pilotos de trabalhos experimentais com animais, j� que possu�mos um excelente biot�rio para animais de pequeno porte, com cepas isog�nicas padronizadas, e podemos nos utilizar do laborat�rio de t�cnica cirurgica - Aprender a Questionar.
           Por outro lado, como pode ser observado neste n�mero especial da Revista Ars M�dica, alguns trabalhos cient�ficos interessantes e importantes foram realizados pelos integrantes da Liga de Cirurgia Pl�stica da FCMS, introduzindo o acad�mico na produ��o cient�fica. Embora esta ativiadade n�o seja curricular, acreditamos que a universidade como um todo poder� se beneficiar do trabalho desenvolvido pelas ligas e para elas voltar o seu olhar com simpatia.


              JOS� CARLOS RONCHE FERREIRA
-Professor da Disciplina de Cirurgia Pl�stica da Faculdade de Ci�ncias M�dicas de Santos - Mestre e Doutor pela Escola Paulista de Medicina -UNIFESP. Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Craniomaxilofacial. - Coordenador da Liga de Cirurgia Pl�stica da Faculdade de Ci�ncias M�dicas de Santos.
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