Homenagem póstuma ao Amado Ir.'.  João Alves Moreira
M.'.I.'. fundador
.'.
Incisione che apre la Raccolta preziosa della Massoneria Adonhiramita
(Inserção que abre a Coleção Preciosa da Maçonaria Adonhiramita)
copiado de: http:// www.zen.it.com/adonhiram.htm

Este Rito foi criado em 1776 ou 1787 pelo célebre Barão de Tschoudy, autor da  "Estrela Flamígera",  e também relaciona seus emblemas com a construção do templo de Salomão, mas cultua Adoniram, como sendo seu arquiteto e a vítima da perfidia dos três maus companheiros.
A Biblia, em I Reis Cap. 4 - vs. 6, fala de Adonirão, filho de Abda, como o superitendente de Salomão na construção do templo e em I Reis Cap. 5 - vs. 13 a 14 encontramos o seguinte texto relacionado a uma missão que lhe foi designada pelo Rei Salomão, para  ir ao Líbano e cortar cedro para a construção do templo: "E o rei Salomão fez subir leva de gente dentre todo o Israel; e foi a leva de gente trinta mil homens.
E os enviou ao Líbano, cada mês dez  mil por sua vez. Um mês estavam no Líbano e dois meses, cada um em sua casa e Adonirão estava sobre a leva de gente".
Conforme o Dicionário de Maçonaria de Joaquim Gervásio de Figueredo 33º,  da Editora Pensamento, 4ª edição, são treze os GGr.'. deste Rito:
¤ Ap.'.
¤ Comp.'.
¤ M.'.
¤ M.'. Perf.'. ou Ant.'. Mes.'.
¤ Elei.'. dos Nov.'., ou Peq.'. Elei.'.,
¤ Elei.'. de Perignan,   ou Desconhecido
¤ Elei.'. dos Quinze, ou Gr.'. Mes.'. Elei.'.
¤ Peq.'. Arq.'. ou Ap.'. Escocês
¤ Gr.'. Arq.'. ou Comp.'. Escocês
¤ M.'. Escocês
¤ Cav.'. da Esp.'., ou do Or.'. ou da Águia
¤ Cav.'. Rosa Cruz
¤ Cav.'. Noaq.'. ou Prussiano
Conforme o Sub.'. Gr.'. Cap.'. Adonhitamita de Sta. Catarina, este  Rito foi elaborado a partir de pesquisas no "Recueil Precieux de la Maçonneriee Adonhiramite"  (Coleção Preciosa da Maçonaria Adonhiramita),  edição 1787  e  edição 1836 e Rituais adonhiramitas editados em 1896, 1963, 1972 e 1983.
O Rito surgiu com a publicação, em 1744, da primeira edição do trabalho de Luiz Travenol,  que com o nome de Leonardo Gabanon, mandou imprimir o seu "Catechisme des Franc Maçons"  ou  "Le Secret des Franc Maçons", onde imputava que a lenda do  Gr.'. de M.'. deveria ser referenciada a Adonhiram e não Hiram.
Vale destacar que a Biblia não faz qualquer referencia a morte de "Hirão", o arquiteto, mas sim a "Adonirão"
(I Reis 12:18).
Em 1785, foi completada a publicação do "Recueil  Precieux de la Maçonnerie Adonhiramite", escrito em 1781 e publicado em 1782, apresentando 12 GGr.'., que são os seguintes:
¤ Ap.'.
¤ Comp.'.
¤ Mes.'.
¤ Mes.'. Perf.'.
¤ Prim.'. Elei.'. ou Elei.'. dos Nov.'.
¤ Seg.'. Elei.'. ou Elei.'. de Perignan
¤ Terc.'. Elei.'. ou Elei.'. dos Quinze
¤ Ap.'. Escocês ou Peq.'. Arq.'.
¤ Comp.'. Escocês ou Gr.'. Arq.'.
¤ M.'. Escocês
¤ Cav.'. da Esp.'., ou Cav.'. do Oc.'. ou Cav.'. da Águia
¤ Cav.'. Rosa Cruz
No final da edição de 1785, Louis Guillemain de Saint Victor publicou a versão do alemão para o frances de um rito chamado de "Cav.'. Noaq.'. ou Cav.'. Prussiano", de autoria de um maçom chamado "Bérage" e esta versão levou os escritores maçônicos Ragon e  Tory, classificarem este rito como o décimo terceiro Gr.'. do Rito adonhiramita.
Esta classificação, segundo o historiador Mackey está errada, já que este Gr.'. não tem qualquer ligação com a série anterior e o próprio Saint Victor declarou que o Gr.'. de Cav.'. Rosa cruz é o "nec plus ultra" de seu rito.
Em 1787, na  Filadelfia (EEUU), a Editora Philarethe, situada na rua  I'Equerre Aplomb, publicou em frances as duas edições do "Recueil Precieux de la Maconnerie Adonhiramite", que se tornou a "bíblia" dos Maçons Adonhiramitas.
A partir desta edição, o Rito se expandiu na  Europa, especialmente na  França e daí a  Portugal, chegando a dominar o Grande Oriente Lusitano.
Com o tempo se reduziu, básicamente por  não ser reconhecido pelas Grandes Confederações Maçônicas das américas, sob  influência dos  ritos E.'.A.'.A.'.  e  York, e por ter  12 ggr.'., já que os MM.'. do rito se sentiriam diminuidos ante os MM.'. do Rito E.'.A.'.A.'. com seus 33 ggr.'., o que aliás levou o Grande Oriente do Brasil a promover mudanças no rito em 1982.
No Brasil, trazido pela maçonaria portuguesa, sob a égide do Grande Oriente Lusitano, o primeiro ritual foi entregue à Resp.'. Loja Simb.'. Comércio e Artes no Rio de Janeiro e manteve sua estrutura original até 1982, quando o Muito Poderoso e Sublime Grande Capítulo dos Cavaleiros Noaquitas para o Brasil, com tratado de reconhecimento com o Grande Oriente do Brasil, promoveu uma reforma no rito e agregou 20 novos ggr.'. em sua hierarquia e a oficina chefe do rito passou a denominar-se Excelso Conselho da Maçonaria Adonhiramita, totalmente vinculado e subvencionado pelo Grande Oriente do Brasil.
Quando o Grande Oriente de Santa Catarina desligou-se do Grande Oriente do Brasil, tornando-se uma potencia maçônica independente, surgiu o grande obstáculo: O Excelso Conselho da Maçonaria Adonhiramita, só dá reconhecimento às Lojas jurisdicionadas ao Grande Oriente do Brasil, então a Maçonaria Adonhiramita de Santa Catarina resolveu criar o seu governo independente para a prática do rito  e no ano de 1991, foi fundado e instalado o Sublime Grande Capítulo Adonhiramita de Santa Catarina,  com reconhecimento da COMAB  (Confederação Maçônica do Brasil) e a partir desta data o rito voltou a ser praticado conforme suas origens e dentro de sua hierarquia de 12 ggr.'..
A seguir, relacionamos outros documentos sobre o rito:
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From: "Walter Antonio de Souza" <reservado>
To: <reservado>
Date: Sat, 4 Sep 1999 22:03:37 -0300
Subject: MAS SOBRE  R.  ADONHIRAMITA

Q.HH.'. (reservado), (reservado), (reservado) y  HH.'. todos.
Paso a vuestro conzcimiento las informaciones que he recibido de nuestros HH.'. (reservado), (reservado) que san los representantes  en  el Or.'. de Goiania y en todo el  estado de Goiás - Brasil,  del  EXCELSO CONSELHO DA MAÇONARIA ADONHIRAMITA  - SOBERANA CONGREGACÃO PATRIARCAL.
Al final ha llegado a mis manos las informaciones que buscamos sobre el  Rito ADONHIRAMITA y de esta vez podré hablar un poco más al respecto.
(...)
El Rito Adonhiramita fue el primero rito usado por el Grande Oriente do Brasil.
Los ritos: Adonhiramita y Moderno san llamados también RITOS AZULES. La expreción Ritos Azules es tradicional y debe ser mantenida.
(...)
El rito Adonhiramita es una compilación de Louis Guillemain de Saint-Victor en Paris en el año de 1781 a traves de la Recueil Precieux de la Maçonnaire  Adonhiramite.
Inicialmente este rito solamente poseia 12 grados, siendo que el último grado era el Caballero Rosa Cruz - el NEC PLUS ULTRA del rito hasta aquella época.
A traves del decreto nº 21 de 24 de abril de 1873 del Grande Oriente do Brasil fue creado el Gran Capítulo de los Cavaleiros Noaqnitas acrecentandose un grado a más al Rito Adonhiramita, el de "Cavaleiro Noaqnita  o Prussiano" que se transformó en Taller jefe del rito, a quien cabió el gobierno a los grados filosóficos (del 4º al 13º). Un siglo despues, pos exaustivos estudios, reuniranse el muy Poderoso y Sublime Gran Capítulo de los Caballeros Noaqnitas para el Brasil, con el fin de promover la restruturación del RITO ADONHIRAMITA, que se há resultado en la creación del Excelso Consejo de la Masoneria Adonhiramita con la inclusión de más 20 grados en su herarquia integrando los 33 grados existentes hoy.
Espero haver aclarado un poco a mis queridos y respectables HH.'. y quiero decirles que hay muchas otras informaciones que infelizmente no podemos pasarlas a traves de este medio, pero creo que los HH.'. del Consejo del dicho rito habrán de hacerlo de alguna otra manera.
Agradezco muytísimo por vuestra atención y envio a todos ustedes mis saludos y un T.'.F.'.A.'.
Desde Brasil
Vuestro humilde H.'. Walter Antonio de Souza
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LA MASONERÍA ADONHIRAMITA

Entre las numerosas controversias que resultaron desde mediados y casi a fines del siglo XVIII por el continente europeo, y especialmente en Francia, entre los estudiantes de filosofía masónica, los que con frecuencia
resultaban con la invención de nuevos grados y establecimiento de nuevos ritos, no siendo el menos prominente que el que se refería a la persona y descripción del arquitecto del templo. De aquí esta pregunta: ¿Quién fue el arquitecto del templo de Salomón? Fue contestada de diferentes maneras por distintos teóricos, y cada contestación daba origen a un nuevo sistema, cuyo hecho de todas maneras era sorprendente en aquellos tiempos, tan fecundos en la producción de nuevos sistemas masónicos. La teoría general de entonces es la misma de ahora, que éste arquitecto era Hiram Abif, el hijo de la viuda, que había sido enviado el Rey Salomón por Hiram, Rey de Tiro como u n precioso regalo, y “era un curioso obrero adivino”. Esta teoría la apoyan los
textos de las escrituras judías que hasta donde pueden dar una luz sobre la leyenda masónica. La teoría de los masones ingleses primitivos estaba enunciada como históricamente correcta en la primera edición del Libro de las Constituciones, publicado en 1723, y continúa considerándose, desde entonces, como la opinión de todos los masones ingleses y americanos; y es, hasta la fecha, la única teoría admitida por los masones de los dos países que conocen la teoría sobre la materia. Ésta, por lo tanto, es la fe ortodoxa de la Masonería.
Mas no sucedió así, en el último siglo, en Europa. Al principio, la controversia surgió, no relativa a dicho nombre, sino a su debida denominación. Todas las partes convienen que el arquitecto del templo fue dicho Hiram, el hijo de la viuda, descrito en el primer Libro de Reyes, (VII, 13-14), y en el segundo Libro de las Crónicas, (II, 13-14), dice haber venido de Tiro con los obreros del templo que habían sido enviados por el Rey hiram a salomón. Unos lo nombraban Hiram Abif, y los otros admitían que su nombre original era Hiram, nombre supuesto, por su habilidad que había mostrado en la construcción del Templo, y se le confirió el afijo memorable de Adon, significando Señor o Maestro, de cuyos nombres proviene Adonhiram. Además, existió en el Templo otro Adoniram, a quien será necesario dedicar una pocas palabras para el mejor entendimiento del asunto.
El primer conocimiento que tenemos de este Adonhiram en las escrituras está en el segundo libro de Samuel, (XX, 24) donde en la forma abreviada de su nombre, Adoram, se dice era “en el, tributo” en la casa de David; o como traduce Gesenius “perfecto en el servicio de tributo”, o como diríamos en la frase moderna, ‘cobrador principal de las contribuciones’.
Siete años después lo encontramos ejerciendo el mismo oficio en la casa de Salomón, lo dice el 1 de los Reyes IV, 6, que Adonhiram, “hijo de Abda, estaba en el tributo”. Y, por último, después sabemos que coupaba el mismo puesto en la casa del Rey Rohoboam, el sucesor de Salomón. Cuarenta y siete años después se menciona en el Libro de Samuel (1 Reyes xii, 18) que fue muerto a pedradas al hacer la dimisión de su cargo por el pueblo que estaba indignado de las opresiones de su amo. También los comentadores se han visto embarazados y no han acertado a decidir si el cobrador de impuestos en tiempo de David, de Salomón y de Rehoboam fue la misma persona, pues no hay razón para dudarlo; también Kitto dice, (Encyc. Bib.) “resulta muy inverosímil, no obstante el caso de que dos personas del mismo nombre desempeñase sucesivamente el mismo
cargo, y no aparece ejemplo alguno en que el nombre del padre se aplicase a su hijo. Encontramos también que no  transcurrieron más que cuarenta y siete años entre el primero y el mencionado al último de los Adoniram que fue “en el tributo”; y siendo éste también un largo período de servicio, no es demasiado largo para una vida, y la persona que tuvo ese cargo a principios del reinado de Rehoboam había permanecido en él bastante tiempo para hacerse odioso al pueblo, y de todo esto resulta lo más probable el designarse en lo absoluto ser en ambos casos la misma persona”.
Las leyendas y tradiciones de la Masonería que relacionan a este Adoniram con el Templo de Jerusalén, se deducen y apoyan en el único pasaje del primer Libro de los Reyes (V, 14) donde citan que Salomón hizo una leva de treinta mil obreros de entre los israelitas, enviándolos en series de diez mil cada mes a trabajar en el monte Líbano, bajo el mando de Adoniram a quien les nombró como superior.
Los autores de rituales franceses, que no estaban versados en el hebreo, confundían a veces estos dos importantes personajes de tal manera que, en ocasiones, no encontraban la distinción entre Hiram el Arquitecto, que había sido enviado de la corte del rey de Tiro, y Adoniram, que había sido empleado siempre en la corte del rey Salomón. Este error se extendió aún más y se hizo más fácil por haber usado el prefijo Adon, ‘Señor’, ‘Maestro’, haciendo entonces , ‘Señor Hiram.
También el el año 1744, Luis Travenol publicó en París, bajo el pseudónimo de Leonardo Gabanon, una obra intitulada Cathechisme des franc Maçons, precedé d’une abregé de l’histoire d’Adoram, etc., et d’une explication des ceremonies qui s’observent à la récéption des Maîtres, etc., dice en esta obra el autor: “Además de los cedros del Líbano, Hiram hizo un regalo aún más valioso a Salomón, en la persona de Adonhiram, de su misma raza, el hijo de una viuda de la tribu de Neftalí. Su padre, llamado Hur, era un excelente arquitecto y trabajador en metales. Salomón, sabedor de sus virtudes, sy mérito y su talento, lo distinguió con el puesto más eminente, confiándole
la construcción el Templo, y la dirección de los trabajadores”.
Por el lenguaje de este extracto, y la referencia en el título del libro a Adoram, que sabemos era el nombre del cobrador de impuestos de Salomón, es evidente que el autor del catecismo ha confundido Hiram Abif, que vino de Tiro, con Adoniram el hijo de Abda, quien vivió siempre en Jerusalén; así es que con ignorancia imperdonable de la historia de la escritura y tradición masónica, supuso que las dos eran una y la misma persona. No obstante este desatino, el catecismo se hizo popular entre los Masones de ese tiempo, y es así como surgió el primer cisma o error referente a la leyenda del grado de Maestro.
Por fin, otros ritualistas, viendo la inconsistencia en referir las individualidades de Hiram, el hijo de la viuda, y de Adoniram, el cobrador de impuestos, y la imposibilidad de reconciliar los hechos discordantes en la vida de
ambos, resolvióse cortar el nudo gordiano, rehusando dar al primero cualesquiera posición masónica y dando sólo al último el cargo de arquitecto del Templo. No puede negarse lo que relata Flavio Josephus respecto a Adoniram, o, como llama, Adoram, que era el que emprendía los trabajos y había sido colocado en el mando y dirección de los obreros que preparaban los materiales en el monte Líbano, y refiere también de Hiram, el hijo de la viuda, que era un artesano hábil, especialmente en metales, pues él solo había hecho los trabajos para el Templo de conformidad con los deseos de Salomón. De este aparente colorido de autoridad sobre esta opinión, pretendieron su derecho luego los Adoniramites, resultando de ahí uno de sus más prominentes ritualistas, Guillemain
de St. Victor (Rec. Prec.) quien propone así su teoría: “Todos estamos de acuerdo que el grado de Maestro está fundado en el arquitecto del templo. Ahora bien, las escrituras positivamente así lo afirman en el cuarto verso del capítulo V del libro de los Reyes, dicha persona era Adoniram. Josephus y todos los escritores sagrados dicen la misma cosa, e indudablemente se le distingue de Hiram el Tirio, el trabajador de metales. Es pues Adonhiram a quien estamos obligados a honrar”.
Hubo también en el siglo XVIII, como a mediados o fines de él, tres escuelas entre los ritualistas masónicos, miembros estaban divididos en opinión respecto a la debida identidad del arquitecto de este Templo:
1. Los que suponían fuese Hiram, el hijo de la viuda de la tribu de Neftalí, a quien el Rey de Tiro envió al Rey Salomón, y a quien se designa como Hiram Abif. Ésta era la escuela más popular y original, y la que creemos fue la ortodoxa.
2. Los que creen que este Hiram que vino de Tiro es el arquitecto, pero suponen que, por la excelencia de su carácter, Salomón le había conferido el título de Adon, ‘Señor’ o ‘Maestro’, por lo que le nombraba Adonhiram. Como esta teoría ha sido por completo desaprobada tanto por la historia de las Escrituras como por la tradición masónica anterior,, la escuela que los sostenía no llegó a ser nunca popular ni prominente, y pronto cesó de existir, aunque el error sobre el que está basada se repite en intervalos, siendo el despropósito de algunos ritualistas franceses modernos.
3. Aquellos que, tomando a Hiram, el hijo de la viuda, como un subordinado y de carácter insignificante, lo olvidaron por completo en sus rituales, y citan que Adoram, o Adoniram, o Adonhiram, como fuese el nombre según estos ritualistas, el hijo de abda, el cobrador de tributo y el superior de la leva en el monte Líbano, era el verdadero arquitecto del templo, al que se refieren todos los acontecimientos legendarios de la masonería en el Grado de Maestro.
Esta escuela, como resultado de la intrepidez, con la cual, diferente a la segunda escuela, había rehusado todos los compromisos con el partido ortodoxo, asumiendo una teoría independiente en lo absoluto, creando por algún tiempo un gran cisma en la Masonería. Conferían sus discípulos a los creyentes de Hiram Abif el nombre de , adoptado como la única apelación distintiva de la de , y habiendo extendido esta doctrina, la practicaron hasta convertirla en un rito singular que lo nombraron Masonería Adonhiramita.
Ahora, ¿quién fue el fundador original del rito de la Masonería Adonhiramita?, y ¿en qué tiempo preciso fue establecida?, son cuestiones que no pueden contestarse por ahora con alguna certeza.
Thory no intenta contestar a ninguna de ellas en su Nomenclatura de los Ritos, donde si alguna cosa se supiese sobre este asunto, sería lo más probable en encontrarla. Ragón, es cierto, en su , atribuye este rito al Barón de Tschoudy. Pero como él señala la calidad de autor en a la misma persona, en cuyo relato se descubren sus errores, no cabe la menor duda que, tanto la primera como la segunda de sus opiniones, son erróneas. El Caballero de Lussy, conocido también con el título de barón de Tschoudy, fue en verdad un ritualista distinguido. Fue quien fundó la orden de la estrella Flameante, y tomó parte activa en las operaciones del Concilio de los Emperadores de oriente y Occidente; pero no existe una evidencia, con excepción de las aserciones de Ragón, de haber establecido o participado de alguna manera con el rito Adonhiramito.
Yo atribuyo la transformación a una doctrina definida, para lo cual estoy dispuesto si es que no fuese la creación efectiva del rito de la masonería Adonhiramita, a Luis Guillemain de St. Victor, quien publicó en París, en 1781, una ubra titulada Receuil Precieux de la maçonnerie Adonhiramite, et.
Como este volumen contenía únicamente el ritual de los primeros cuatro grados, se publicó otro en seguida, en 1785, que abarcaba los grados altos del rito. Ninguna persona que observe con atención estos volúmenes dejará de percibir que el autor escribe como aquel que ha inventado, o al menos modifica materialmente el rito, que es el objeto de sus labores. De todas maneras, esta obra suministra las únicas relaciones auténticas que poseemos de la organización del sistema Adonhirámito de la Masonería.
El rito de la masonería adonhiramita consta de doce grados, como sigue, los nombres se dan, además, en francés e inglés:
     1.  Aprendiz / Apprentice / Apprente.
     2.  Compañero /Fellow-Craft / Compagnon.
     3.  Maestro Masón /Master Mason / Maitre.
     4.  Maestro Perfecto /Perfect Master / Maitre Parfait.
     5.  Elegido de los Nueve /Electo of Nine /Elu des Neuf.
     6.  Electo de Perignan /Elect de Perignan / Elu de Perignan.
     7.  Elegido de los Quince /Elect of Fifteen.
     8.  Arquitecto Menor /Minor Architect /Petit Architecte.
     9.  Gran Arquitecto /Grand Architect, o Scottish Fellow-Craft./Grand Architecte, o Compagnon Ecossais
     10.Maestro escocés / Scottish Master /Maitre Ecossais.
     11.Caballero de la espada, o Caballero del oriente o Caballero del Águila / Knight of the Sword, Knight of
          the East, or of the Eagle / Chevalier de l’Epée, Chevalier de l’Orient, ou de l’Aigle.
     12 Caballero Rosa Cruz /Knight of Rose Croix / Chevalier Rose Croix.
Eésta es la lista completa de los grados Adonhiramitos.
Tanto Thory como Ragón están errados al insertar un décimo-tercer grado que titulan, el Noachite o Caballero prusiano.
Han incurrido en este equívoco, debido a que Guillemain ha insertado este grado al final de su segundo volumen, pero simplemente como una curiosidad masónica, y dice haber sido traducidos del alemán por M. de Beraye. No tiene ninguna relación con la serie de grados precedentes, y Guillemain positivamente declara que la Rosa Cruz es el non plus ultra, la cima y término de su rito.
De estos doce grados, los primeros diez se ocupan de las transacciones del primer Templo; el undécimo con asuntos relativos a la construcción del segundo templo; y el duodécimo con la del simbolismo cristiano de la francmasonería que es peculiar a la Rosa Cruz de cada rito. Todos los grados han sido prestados del rito Antiguo y Aceptado, con ligeras modificaciones, que rara vez han mejorado su carácter. En suma, la extinción del rito Adonhiramito puede de una manera muy remota considerarse como una pérdida para la masonería.
Mackey, A. Gallatin (1981)    Enciclopedia de la Francmasonería. México, Grijalbo, 4 tomos.
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Adonhiram ~ Adoniram
Esta voz ha sido adoptada por los discípulos de la Masonería Adonhirámita pues se refiere al nombre de la persona conocida en las escrituras y en otros sistemas masónicos, por Adoniram. Tomaron la significación correcta de las voces hebreas Adon e Hiram, lo que quiere decir maestro que es elevado, que es la verdadera significación de Adoniram, la letra h del hebreo ha sido omitida por el enlace de las dos palabras. Hiram Abif denomínase también algunas veces Adonhiram, el término Adon le fue conferido por Salomón, como un título de honor.
El primer conocimiento que tenemos de Adoniram en las escrituras, existe en el 2do. Libro de Samuel (XX, 24), donde, en la forma abreviada de su nombre Adoram, dice haber estado “en el tributo”, en la casa de David, o, como traduce Gesenius “perfecto en el servicio de tributo, maestro del tributo”, es decir, en la frase moderna, era el cobrador de los impuestos. Clarke lo llama “Ministro de Hacienda”. Siete años después se le encuentra ejerciendo el mismo cargo en la casa de Salomón, por eso se dice (1 Reyes IV, 6) que “Adonhiram el hijo de Abda estaba en el tributo”. Y, por último sabemos que aún ocupa el mismo puesto en la casa del Rey Rehoboam, sucesor de Salomón. Cuarenta y siete años más tarde se menciona por primera vez en el Libro de Samuel, en donde se dice (1 Reyes XII, 18) haber sido muerto a pedradas, al hacer la entrega de su cargo por la gente que estaba indignada por las opresiones de su amo.
Todos los comentadores han fracasado al determinar si el cobrador de impuestos bajo el reinado de David, Salomón y Rehoboam era la misma persona, parece no haber razón para dudarlo; pues como dice Kitto, “parece muy inverosímil que aún el caso de que dos personas con el mismo nombre, teniendo sucesivamente el mismo cargo, y en cuyo tiempo no existe ningún ejemplo en que se pronuncie el nombre del padre hacia el hijo. Encontramos también que no transcurrieron más de cuarenta y siete años, tiempo entre la primera y vez última que se menciona Adoniram, que estaba “en el tributo”; aunque es un término largo de servicio, no es demasiado largo para una vida, y como la persona que tenía este cargo al principio del reinado de
Rehoboam hubiese permanecido el tiempo bastante para hacerse odioso hacia el pueblo, todo esto resulta que lo más probable, que una y otra persona de que se trata, es la misma en lo absoluto”. (Encyc. Bib. Lit).
Adonuram representa un papel muy importante en el sistema masónico, especialmente en los grados altos, pero el tiempo de acción en el que aparece, refiérese al período ocupado en la construcción del templo. Los relatos y tradiciones que lo  relacionan con el edificio deben su ayuda al pasaje único en el primer Libro de los Reyes (iv, 14), donde se cita que Salomón hizo una leva de treinta mil obreros de entre los Israelitas, mandando a éstos en series de diez mil cada mes a trabajar en el monte Líbano, colocando a Adoniram como su jefe para dirigirlos. De este breve relato de los masones adoniramitos se deduce la teoría de que Adoniram era el arquitecto del Templo; mientras que Hiramites asignando este importante puesto a Hiram Abif, subsiste la creencia de que Adoniram desempeñó una parte importante en la construcción del edificio, por cuya razón se le llama “el primer Artífice”; también cita la tradición haber sido el hermano político de Hiram Abif, habiendo este último solicitado de Salomón permiso de celebrar su matrimonio con la hermana de Adoniram; y cuyas nupcias deberían celebrarse con la presencia de los Reyes de Israel y Tiro delante del público.
Existe otra tradición que se conserva en el grado del Gran Maestro, en donde cita que era el destinado por los tres Grandes Maestros en ser los primeros en comunicarles su conocimiento que les tenía reservado como una recompensa debida, conferida a los artífices meritorios en la terminación del Templo. Es casi innecesario decir que éstos y muchos otros relatos adonhirámicos, con frecuencia fantásticos, y sin ningún crédito histórico, pues eran sólo el hábito histórico de símbolos abstrusos, algunos de los cuales existen y otros en el transcurso del tiempo se han perdido entre la ignorancia y corrupción de los ritualistas modernos.
Adoniram, en hebreo, se compone de señor, y de Hiram, altura, significa el Señor de las alturas. es una palabra de gran importancia, y frecuentemente se usa en los altos grados masónicos.

Mackey, A. Gallatin (1981)   Enciclopedia de la Francmasonería. México, Grijalbo, 4 tomos.

Email: [email protected]
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Resp.'. Loja Fé, Alegria e Triunfo nº2097 do GOB

O Rito Adonhiramita

Barão de Tschoudy, descendente de família suíça, membro do Parlamento de Metz, cidade  natal, onde residiu de 1756 a 1765. Metz, era um dos principais centros de estudos e difusão do     pensamento maçônico. Tschoudy, maçom entusiasta e possivelmente o ritualista mais conceituado de seu tempo, cultivou admiração tanto no meio maçônico quanto no profano. Foi considerado um  verdadeiro cavalheiro, de caráter expansivo, franco, leal e respeitado pela erudição e pelo talento que   se refletiam em suas obras.
Foi um dos mais combativos contra a proliferação sem critérios, dos altos graus no então Rito Heredon, tronco do qual surgiram todos os sistemas escoceses atualmente conhecidos, dentre eles os Ritos: Adonhiramita, Escocês Antigo e Aceito e, Moderno ou Francês.
Descontente com as inovações indevidamente introduzidas, passou a redigir novos rituais. em 1766 publicou "L´ETOILE FLAMBOYANTE, OU LA SOCIÉTÉ DES FRANC-MAÇONS" (A ESTRELA  FLAMÍGERA, OU A SOCIEDADE DOS FRANCO-MAÇONS).  Nesta obra, Tschoudy praticamente propõe a criação de uma nova Ordem de altos graus, a "Ordem da Estrela Flamígera", composta de  três graus, "Cavaleiro de Santo André", "Cavaleiro da Palestina" e "Filósofo Desconhecido". A partir de então, passou a ter uma atividade frenética, quando iniciou a compilação dos antigos rituais que
foram reunidos na famosa "RECUEIL PRÉCIEUS DE LA MAÇONNERIE ADONHIRAMITE".  Tschoudy, embora de origem católica, eliminou o caráter jacobino dos graus escoceses por  ele compilados. Este caráter era fonte de severas críticas e acusações de aliança dos Maçons  Escoceses com os Stuart, em disputa com os Hanover pela Coroa Britânica.
Mesmo após desentender-se com o Conselho dos Cavaleiros do Oriente, Tschoudy, ao  falecer, deixou uma obra literária maçônica com a recomendação expressa de jamais publicá-la fora do círculo maçônico. Esta obra era composta, além do Ritual do grau de Cavaleiro de Santo André, a Compilação Preciosa da Maçonaria Adonhiramita e outros importantes manuscritos. Apesar da proibição o Conselho publicou parte destes escritos.
A Compilação Preciosa, foi editada na França em 1787, dois volumes. A primeira relativa aos graus de Aprendiz, Companheiro, Mestre e Mestre Perfeito. A segunda, trata dos graus de perfeição: Primeiro Eleito ou Eleito dos Nove; Segundo Eleito Nomeado Eleito de Pérignan; Terceiro Eleito Nomeado Eleito dos Quinze; Pequeno Arquiteto; Grande Arquiteto ou Companheiro Escocês; Mestre Escocês; Cavaleiro da Espada nomeado Cavaleiro do Oriente ou da Águia; Cavaleiro Rosa Cruz e o Noaquita ou Cavaleiro Prussiano.
Em 1873 foi realizado o ordenamento da Maçonaria Adonhiramita após a criação do MUI  PODEROSO E SUBLIME GRANDE CAPÍTULO DOS CAVALEIROS NOAQUITAS PARA O BRASIL e, embora não havendo registros históricos, foi a partir desta época que a denominação tradicional de "Antigo Rito dos Treze Graus".
Na Europa, o Rito Adonhiramita foi praticado na França e em Portugal e grandemente difundido nas colônias francesas, caracterizando-se como o preferido da armada napoleônica. Contudo, foi paulatinamente abandonado, tanto em território eropeu quando nas colônias a partir da grande difusão que o Rito Francês atingiu no início do século XIX, ficando a sua prática restrita ao Brasil, onde se encontra a sua Oficina Chefe, Estabelecida pela Constituição durante a Fundação do Grande Oriente de Brasil de 1839, com a criação do colégio dos Ritos.
Em 1851 foi criado o colégio dos Ritos Azuis e, em 1873 o GRANDE CAPÍTULO DOS CAVALEIROS NOAQUITAS PARA O BRASIL, através do Decreto nº 21, de  24 se abril de 1873.
Após a separação da Maçonaria Brasileira, onde os graus simbólicos ficaram sob a jurisdição do Grande Oriente do Brasil  e os Altos Graus jurisdicionados às respectivas Oficinas Chefes dos Ritos, a 02 de junho de 1973, o MUI PODEROSO E SUBLIME GRANDE CAPÍTULO DOS CAVALEIROS NOAQUITAS PARA O BRASIL, decidiu pela transformação do Rito para 33 graus, instituindo os Graus Kadosch.
A partir desta data, o governo das Oficinas Litúrgicas do Rito Adonhiramita, antes exercido pelo MUI PODEROSO E SUBLIME GRANDE CAPÍTULO, ficou afeto ao EXCELSO CONSELHO DA MAÇONARIA ADONHIRAMITA. O novo ordenamento, preservando todas "as generalidades  ritualísticas compiladas pelo Barão Tschoudy" foi adotado com a aprovação do Projeto apresentado pela Comissão instituída pelo MUI PODEROSO E SUBLIME GRANDE CAPÍTULO DOS CAVALEIROS NOAQUITAS PARA O BRASIL, com o objetivo de aprofundar os estudos. Assim sendo, todos os graus do antigo ordenamento foram preservados em toda a sua essência,  mantendo intactas até os dias atuais, tradições ritualísticas e práticas iniciáticas muito antigas, algumas das quais, datam do surgimento da própria maçonaria operativa, outras foram adotadas no início do Século XVIII, à época do surgimento da Maçonaria especulativa

Compilado do livro: A Maçonaria Adonhiramita e o Escocismo, por José Daniel da Silva, P\I\G\Gr.'.  33º
Herculano Severo.
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MAÇONARIA ADONHIRAMITA

Por : Domingos Fernandes Dias - Ex-Venerável da Loja Redenpção.
Grande Secretário Adjunto de Ritualística para o Rito Adonhiramita do G.O.B.
Grande Provedor de Justiça do E.C.M.A.

 Maçonaria é acima de tudo AMOR. E o Rito Adonhiramita obriga a esse exercício, estabelecendo como norma de tratamento o: AMADO IRMÃO.
 Todos sabem que a repetição é a melhor forma de ensinamento, e esse método de tratar do Rito Adonhiramita acaba fazendo os Ir\ vibrarem o magnetismo do AMOR,  proporcionando a harmonia que deve existir entre os seres humanos. E é tanto verdade o fato da repetição, que hoje uma grande parcela de irmãos, acham erradamente que o Grande Oriente do Brasil foi fundado no Rito Moderno, até pela repetição errada de alguns autores. Mas se esse Amados Irmãos se derem ao trabalho de ler na Ata da Re-Fundação da Loja Comércio e Artes, publicada no Boletim do G.O.B. de janeiro/fevereiro de 1902, lerão com todas as letras que a Loja Primaz do G.O.B., que foi  fundada no Rito Adonhiramita, é refundada no Rito Adonhiramita sob os auspícios do Grande Orinte de Portugal e Algarve. E se posteriormente lerem as atas do G.O.B., quando as três Lojas Comercio e Artes, União e Tranquilidade e Esperança de Nictheroy se reuniram na chamada "Grande Loja", irão constatar e ratificar que o Grande Oriente Brasilico, como foi inicialmente denominado, foi fundado no Rito Adonhiramita, decidindo depois passar o Rito Moderno, como se lê na 5ª Ata de 12 de Julho de 1822, mas continuou trabalhando no Rito Adonhiramita até o seu fechamento por D.Pedro I, o   seu 2º Grande Mestre, em 25/10/1822 pela falta de Reguladores (Rituais).
Somente na  reabertura em 23 de novembro de 1831, voltando a Ter Jose Bonifácio como Grão Mestre (ele foi o 1º Grão Mestre), se começa a trabalhar no Rito Moderno. Para que não  reste dúvida, transcrevemos as duas partes dessas Atas, para o entendimento dos estudiosos, e que em 1923 o Boletim do G.O.B. publicou uma cópia das dezenove atas do 1º período de 17/07/1822 a 11/10/1822

Na ata de nº 5:
(pendente)
 
 

Na ata de nº 10 de 05/8/1822:

"PONDEROU O IR\ PRESIDENTE, POR PARTE DA COMISSÃO NOMEADA PARA CONCEDER OS ALTOS GRAUS QUE HAVENDO A GR\ LOJA ACORDADO DAR O GR\ DE ELEITO SECRETO AOS IIR\ FILIADOS NOS NOSSOS QUADROS CONSTITUIDOS EM OS GGR\ MMESTR\ PERF\ 1º, 2º E  3º ELEITOS PELA MAÇONARIA DOS 12 E TAMBÉM AQUELES MMESTR\ QUE PELO SEU ZELO E AMOR PELO BEM DA PÁTRIA E DA NOSSA SUBL\  ORDEM TINHAM SE TORNADOS DIGNOS DE SER ADIANTADOS NA ARTE REAL, ERA POR ORA IMPOSSÍVEL SATISFAZER A TÃO JUSTAS RESOLUÇÕES POR QUE TENDO A MAÇONARIA DOS 7 REDUZIDO OS GGR\ DESDE MESTR\ PERF\ ATÉ ELEITO DOS 15, AO DE ELEITO SECRETO NÃO HAVIAM OS REGULADORES PARA INICIAÇÃO DESSES GGR\ . E A GR\ LOJ\ NÃO PODENDO DE MANEIRA ALGUMA ALTERAR QUALQUER DAS FORMULAS ADOPTADAS QUE FORMAM ESSENCIALMENTE  O SYSTEMA GERAL DOS 7 RESOLVEU O SEGUINTE:
QUE FICASSE SUSPENSA A INICIAÇÃO NO GR\ DE ELEITO SECRETO;
QUE NA MESMA OCASIÃO EM QUE O GR\ OR\ BRASILICO SE FIZESSE  RECONHECER PELO GR\ OR\ BRITÂNICO, ECARREGA-SE AO SEU DELEGADO NAQUELE OR\ DA REMESSA DE TODAS AS INSTRUÇÕES E PAPÉIS CONCERNENTES AO SYSTEMA MAÇÔNICO DOS 7 GGR\ ADOPTADOS PELO GR\ OR\ BRASILICO;
QUE DESTE RECONHECIMENTO SE TRATASSE COM TODA BREVIDADE;
QUE SE MANDASSE CART\ DE DELEGADO AO MAÇ\ HYPPOLITO".
Assim sendo, a verdade é que o Rito Adonhiramita foi que deu início ao Grande Oriente Brasilico em 24 de janeiro de 1822, como aliás, foi reconhecido pela justiça profana na interdição do Palácio Maçonico do Lavradio - no Rio de Janeiro, quando por questões eleitorais, a justiça profana interditou o Palácio, dando depois ao EXCELSO CONSELHO DA MAÇONARIA ADONHIRAMITA, o deferimento de "FIEL DEPOSITÁRIO" por ser RITO-PATER do G.O.B., conforme despacho do Dr. Juiz de Direito da 1ª Vara Cível da Cidade do R.J. Estado do Rio de Janeiro NILTON MONDEGO DE CARVALHO LIMA em 06/06/1978 no processo Nº 96/100.
(...)
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Trabalho sobre Adonhiram

Meus AAmad:. IIrm:., é muito comum nos vários Ritos Maçônicos, confundir-se o M:. Decorador do T:. de S:. Hiram Abi com o Adonhiram M:. Arquiteto e Cavaleiro Eleito. Em Reis Cap. 5 V. 27 ler-se (para a construção do T:.) o R:. S:. recrutou 30.000 homens para os trabalhos braçais ou de Gouvéia e Adonhiram era o chefe desses trabalhadores. Mais à frente no Cap. 7 V.13 ler-se: e o R:. S:. mandou buscar de Tiro Hiram Abi, ele era filho de uma viúva da Tribo de Neftali, mas seu pai tinha sido cidadão de Tiro e trabalhado em
bronze. Para comprovar a existência de ambos personagens, fomos buscar ainda na Bíblia a figura lendária do patriarca, Enoc.
Não vamos nos ater à biografia propriamente dita de Enoc, dizer apenas que ele viveu na 7ª geração depois de Adão e era filho de Jared, pai de Matusalém, avó de Lamec e bisavô de Noé. Enoc falava com Deus e como o profeta Isaías foi trasladado vivo para o céu e por isso Enoc conhecia o nome inefável de Deus ou a palavra indizível cuja lenda passamos a narrar:
Passados muitos séculos, já no Reinado de S:. pretendendo este (Salomão) construir um edifício para a justiça, no complexo da construção do Grande T:. No monte Moriá determinou a remoção dos escombros do Templo de Enoc, pois lhe pareceu apropriado aquele local. Movidas as CCol:. remanescentes e os destroços os operários encontraram uma grande auréola de metal presa a uma enorme tampa de pedra perfeitamente quadrada.
Os encarregados dos trabalhos eram os Grandes MM:. Arquitetos e Cavaleiros Eleitos Adonhiram, Joabem e Stolkin, personagens conhecidos dentro da lenda de Hiram Abi. Com muito esforço erguida a tampa, o mais afoito, Joabem, munido com uma tocha, resolveu descer. Não se via o fundo, e os companheiros ataram uma corda em torno de sua cintura e o auxiliaram na descida. Após descer, Joabem encontrou uma abóbada arqueada, em cujo solo havia outra argola como a anterior. Puxou-a deparando com uma abertura secreta, pela
qual entrou do mesmo modo, deparando com um terceiro piso.
Temeroso e exausto, fez sinal com a corda como havia combinado e os companheiros içaram Joabem. Chegou a vez de Stolkin que, devidamente amarrado, agora com uma longuíssima corda munido também de uma tocha penetrou no misterioso recinto, chegando de piso em piso erguendo tampa por tampa até o sexto pavimento. Não alcançando a corda maior profundidade e apagando-se a tocha, Stolkin foi içado. Narrou o estranho achado e todos muito admirados resolveram prosseguir na busca. Chegou a vez de Adonhiram que munido com uma corda ainda mais extensa, e luz mais abundante, desceu auxiliado pelos dois companheiros, chegando assim, sempre vencendo novas tampas, e novos arcos, à nona abóbada. Sem querer, Adonhiram pisou em falso provocando a queda de terra que apagou a tocha.
Dispostos a retornar, fez o sinal convencional para que os companheiros o içassem, quando na escuridão vislumbrou um pedestal triangular de alabastro branco, oco, muito iluminado interiormente por um fogo inextinguível, sobre o qual havia um cubo de ágata contendo gravada em um de seus lados uma plaqueta de ouro. No seu centro trazia gravado o nome inefável de Deus, como o havia escrito ali o patriarca Enoc.
Adonhiram boquiaberto e tremendo de emoção pôs-se de joelhos mas não pôde olhar por mais tempo, pois seus companheiros o içaram em face do sinal que havia feito. Adonhiram narrou detalhadamente a sua descoberta e os três, após construírem outra escada de cordas, já sabendo o tamanho apropriado, desceram juntos, já sem tochas pois a luz do pedestal lhes servia de guia. Diante do pedestal se ajoelharam e louvaram o nome de Deus, congratulando-se por terem sido escolhidos para tamanha glória.
Examinaram a placa e, descobrindo o seu imenso valor, a levaram para o R:. S:. que admirado exclamou: Esse é o verdadeiro nome de Deus Eterno, do Deus Único e Poderoso, do Grande Arq:. Do Universo. O triângulo com nome inefável foi depositado no centro do Templo de Salomão onde permaneceu até a invasão de
Nabucodonosor que o carregou para a Babilônia, não mais sendo achado o que passou a denominar-se a "Palavra Perdida".
Como vimos o patriarca Enoc, sabendo que o mundo ia ser inundado com o dilúvio, resolveu construir um templo (e único até hoje) subterrâneo de nove arcos ou nove pavimentos para ali ocultar a palavra indizível. Construindo ainda na superfície outro magnífico templo para ocultar o subterrâneo. Vindo o dilúvio, destruiu o da superfície, mas o subterrâneo de nove arcos ou nove abóbadas perdurou por séculos e séculos até o ano 1000 a. C. que foi o século no qual viveu o Rei Salomão.
P.S. A diferença é facilmente notada entre ambos personagens. Pois Hiram Abi é nome próprio genuinamente Fenício (ou Árabe) enquanto Adonhiram é genuinamente Hebreu pois Adon em Hebraico significa  Senhor-Adonai igual Senhor Deus.
 

Irm:. Cezarino Queiroz de Melo
Or:. Recife – PE
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Fontes:
Dicionário de Maçonaria de Joaquim Gervásio de Figueredo - Editora Pensamento
Dicionário Maçônico de Rizzardo da Camino - Editora Aurora
A Biblia Sagrada - traduzida ao português por João Ferreira de Almeida - I.B.B. - edição 1974
Instruções para as Lojas simbólicas - 4ºvolume - Sublime Capítulo Adonhiramita de Sta. Catarina
Pesquisas conforme indicações nos textos.



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