Referência(s): Astronomia
Objeto
congelado de tamanho médio, menor que um planeta, orbitando o Sol.
Os cometas são pequenos corpos
celestes com dimensões da ordem de alguns quilômetros. Os pertencentes
ao Sistema Solar descrevem órbitas geralmente muito alongadas,
que o conduzem ora para perto do Sol e da Terra, ora para regiões muito
distantes.
A palavra “cometa” em grego quer dizer
“astro com cabeleira”. Os cometas apresentam um formato alongado e
possuem um núcleo de luminosidade intensa em uma das extremidades,
chamada de cabeça. Em volta desta, existe uma espécie de aura de
claridade difusa, e uma cabeleira que se prolonga num apêndice
translúcido e brilhante, formando a chamada cauda. A cabeça
do cometa é constituída de matéria sólida que mantém um constante
movimento de rotação sobre si mesma. Seu núcleo é formado de blocos de
gelo fragmentados, rochas e poeira. Ao passar pelo Sol, essa matéria se
aquece e expulsa certo número de moléculas, se tornando mais brilhante.
Os cometas são astros de pouca
consistência. Sua massa é tão reduzida que 1km3 de cauda pode
pesar apenas 5g, enquanto que a mesma medida de água do mar pesa 1
bilhão de toneladas.
Existem cometas grandes e pequenos,
apagados e brilhantes. Dos quase 100 que se conhecem, os mais brilhantes
e maiores são o de Biela, o de Encke (que aparece a cada 3
anos) e o de Halley (que aparece a cada 76 anos).
A teoria mais aceita é a de que os
cometas se originam de uma nuvem de gelo e rochas situada na periferia
do Sistema Solar, a cerca de 20 trilhões de quilômetros do Sol,
na chamado de Nuvem de Oort. Sendo assim, os cometas teriam a
mesma idade do Sistema Solar e seriam um dos remanescentes mais
primitivos desta nuvem original.
Apesar de serem vistos como um objeto
de terror para os povos antigos, a possibilidade de choque de um cometa
contra nosso planeta é quase nula.